FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES
WJDW

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

CARTA AOS PATROCINADORES DO BBB 12




AS EMPRESAS PATROCINADORAS DO BBB 12: FIAT, NIELY, UNILEVER (SABÃO OMO), GUARANÁ ANTARCTICA, CERVEJA DEVASSA.


Prezadas Senhoras, prezados Senhores,


Representamos mulheres e homens de todo o país que se sentiram indignados diante da barbárie cometida e apresentada em rede nacional durante o programa Big Brother Brasil, 12a. edição, patrocinado por sua empresa.



No amanhecer do dia 15 de janeiro, depois de uma festa patrocinada dentro do reality show supracitado, o participante Daniel Echaniz deitou-se na cama em que Monique Amin, também participante do programa, estava dormindo. Durante mais de três minutos, ficou sobre a moça desacordada, em um nítido e inegável movimento de vai-e-vem, claramente condizente com o ato sexual. Em momento algum Monique Amin se moveu. Após o ato, foi deixada sobre a cama desacordada e indefesa como antes. O referido crime cometido por Daniel foi filmado e transmitido ao vivo para todo o Brasil.



Nesse momento, quem assina o pay-per-view do programa, pôde ler no site a seguinte notícia: “Está rolando o clime (sic) entre Daniel e Monique debaixo do edredom. Ele se mexe, parece acariciar a sister, mas a loira não se move.” Há uma equipe paramédica de plantão na produção do programa para qualquer emergência. Se Monique tivesse desmaiado na pista de dança, seria atendida. Mas ela foi estuprada diante de pessoas que deveriam ser responsáveis por sua segurança, mas que em vez de cumprirem seu dever de socorrê-la, nada fizeram, posicionando-se juntamente com a equipe de filmagem como voyeurs de um crime repugnante e covarde. Diante do crime, a Rede Globo simplesmente mudou o ângulo da câmera e, ao longo do dia, tirou todos os vídeos do estupro da internet. O alerta já havia sido dado. A participante Mayara havia relatado à sempre presente produção ter sofrido abuso por parte de Daniel Echaniz na noite anterior enquanto a mesma dormia.



Não bastando o contexto criado pelo programa, com muita bebida alcoólica e poucas camas, e não bastando a omissão de socorro e a conivência - crime descrito no Art. 135 do Código Penal -, a situação ainda se agravou no dia seguinte, quando a vítima foi convidada ao “Confessionário”, - uma sala privada dentro da casa de confinamento dos participantes -, e submetida a um interrogatório realizado pela produção do programa sobre o ocorrido na noite anterior. Ela, Monique Amin, afirmou que se lembrava de um beijo, mas que não se lembrava de sexo. Em momento algum a produção se prontificou a explicar para a vítima o que havia ocorrido, ou mostrar a ela o vídeo do estupro que já havia sido visto em todo o país, ocultando a realidade e negando a ela seu direito de defesa diante do crime televisionado. O vídeo do interrogatório não foi exibido no programa, também foi retirado do ar, ao passo que a edição tratou a relação de Daniel e Monique Amin como se fosse um “namoro”.



Depois da visita de policiais à casa para realizar o exame de corpo delito, a produção do programa decidiu por excluir o participante Daniel sob a alegação de que ele teria quebrado as regras do programa. Segundo o Art. 1º do artigo 217 do Código Penal, é estupro de vulnerável fazer qualquer tipo de sexo, vaginal, oral, anal, etc, com ou sem penetração, seja entre heterossexuais, homossexuais, homens ou mulheres menores de 14 anos, e também “com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência”. Ora, ele não infringiu as regras do programa, pelo contrário, agiu de acordo com as condições que o próprio programa criou. O que ele infringiu foi a lei brasileira.



Após a amena retaliação ao estuprador por parte da produção do reality show, o apresentador do mesmo anuncia à audiência: “o show deve continuar!”.



Diante do crime covarde cometido por Daniel, a Rede Globo posicionou-se de forma pusilânime, punindo-o como se pune uma criança que tagarelou durante a aula. A Rede Globo manteve, durante e após o crime, uma atitude de descaso que fere de forma bárbara as leis de nosso país, omitindo socorro durante o ato, aumentando assim a audiência com as imagens de um estupro. Manipulou informações para distorcer os fatos e sair impune, lesando assim a vítima Monique Amin. Fazendo uso de uma concessão pública para esfregar na cara dos brasileiros a cena de estupro de Monique, desacordada, indefesa.



Pedimos às empresas patrocinadoras que se posicionem diante deste assunto. Que em respeito aos cidadãos de nosso país, cortem todo e qualquer apoio, inclusive financeiro, ao Big Brother Brasil. Pedimos que considerem e afirmem sua credibilidade diante de todo o país desvinculando suas empresas de um programa que infringe o Código Penal Brasileiro por meio da transmissão, manipulação e por meio de cenas criminosas. Como cidadãs e cidadãos brasileiros, que cumprem as leis, afirmamos que a omissão e não posicionamento das empresas patrocinadoras perante a atitude da Rede Globo são uma indicação clara de falta de responsabilidade social.



Atenciosamente,



Movimento Defesa da Mulher (Rio de Janeiro, RJ)

Dente de Leão - Coletivo por Cidadania e Direitos Humanos (Curitiba, PR)

Marcha das Vadias - Salvador (Salvador, BA)

REDE TV FALA DA CARTA QUE NOSSO MOVIMENTO-BLOG ENTREGOU A BONINHO SOBRE O CASO-ESTUPRO NO BBB 12

BBB 12 -Suspeita de Estupro - Defesa da Mulher

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

REPORTAGEM CITA O MOVIMENTO DEFESA DA MULHER

DEFESA DA MULHER ENTREGA CARTA PARA BONINHO DIRETOR DO BBB, COBRANDO OMISSÃO NO CASO BBB 12-ESTUPRO


Jô ALVES RAMOS - JORNALISTA, FEMINISTA E IDEALIZADORA DO BLOG DEFESA DA MULHER E DA PÁGINA DO MESMO NOME NO FACEBOOK.


Matéria publicada no site da TV RECORD- 17/01/2012


Jornalistas e simpatizantes do blog Defesa da Mulher se reúnem no início da tarde desta terça-feira (17), às 13h, em frente à TV Globo, no Jardim Botânico, na zona sul do Rio de Janeiro. O grupo, que tem mais de 4.900 seguidores no Facebook, está chamando participantes através da rede social, de email e também do Twitter. Elas escreveram uma carta e pretendem entregar à TV Globo.

Segundo Jô Alves, uma das organizadoras do site de relacionamentos, o grupo vai exigir uma explicação da emissora.

link:http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/grupo-de-mulheres-acusa-globo-de-omissao-de-socorro-apos-suposto-estupro-no-bbb-12-20120117.html

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

HOJE, ÀS 13H, MANIFESTAÇÃO CONTRA O BBB-ESTUPRO



Ato de repúdio a violência sofrida pela partipante Monique do BBB 12. Hoje, às 13h, no Jardim Botânico, Rua: Lopes Quinta 303. Todas as capitais estão se mobilizando. No ato será entregue a carta:

ELA TEM O DIREITO DE SABER



Notícias

6º dia

Debaixo do edredom

Está rolando o clime entre Daniel e Monique debaixo do edredom. Ele se mexe, parece acariciar a sister, mas a loira não se move.



Essa mensagem foi exibida para quem assina o pay-per-view do Big Brohter Brasil 12, realizado pela Rede Globo de Televisão. Ela é uma prova da irresponsabilidade da emissora com as pessoas na casa, ao mostrar que, mesmo tendo percebido que Monique estava dormindo, inconsciente, as pessoas que trabalham na produção do programa não fizeram nada. Ou melhor, fizeram: criaram as condições para o estupro, omitiram socorro e lucraram com sua exibição.



Para quem não acompanhou o ocorrido, no amanhecer do dia 15 de janeiro, depois de uma festa patrocinada dentro do reality show, o participante Daniel deitou na cama em que Monique estava dormindo. Durante mais de três minutos se esfregou nela, num movimento sexual de vai-e-vem, sem que ela se movesse. Detalhe: existem menos camas que participantes. Isso foi filmado e transmitido ao vivo para todo o Brasil.



Existe uma equipe paramédica de plantão na produção do programa para atender a qualquer emergência considerada importante. Se Monique tivesse desmaiado na pista de dança, seria atendida. Mas ela foi estuprada diante de pessoas que deveriam ser responsáveis por sua segurança, e que deixaram isso acontecer em sua presença, quando poderiam ter tirado o agressor da cama da vítima. Diante do crime, a Rede Globo simplesmente mudou o ângulo da câmera e, no dia seguinte, tirou todos os vídeos do ocorrido da internet. Não bastasse, a produção, que acompanha tudo o que acontece no programa, já tinha ouvido o alerta de Mayara, que sofreu abuso por parte do mesmo Daniel na noite anterior enquanto dormia. Ela disse que não dividiria mais a cama com ele.




1) Houve estupro?

Sim, houve.

Segundo o §1º do artigo 217 do Código Penal, é estupro de vulnerável fazer qualquer tipo de sexo (vaginal, oral, anal etc, com ou sem penetração, seja entre heterossexuais ou homossexuais, homens ou mulheres) com menores de 14 anos e também “com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência”.



Uma pessoa completamente alcoolizada não pode oferecer resistência, que o vídeo mostra claramente essa situação. Como quem assiste ao programa já percebeu, quem participa dele tem amplo incentivo para abusar de bebidas alcoólicas durante essas festas. Mas, como se pode perceber no caso da Monique, depois de ficar vulneráveis não podem contar com a ajuda de ninguém. O fato de ela não lembrar de nada no dia seguinte só confirma essa tese.



2) A Globo é responsável?

A Rede Globo pode vir a ser responsabilizada pelo crime de omissão de socorro, uma vez que a emissora poderia a qualquer hora parar o ato praticado que ela estava filmando. De acordo com o artigo 135 do Código Penal:



Omissão de socorro

Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, a criança abandonada ou extraviada, ou a pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública.



3) O que queremos?



- O que consideramos mais importante é que a vítima possa falar direito por si mesma, ter contato com o mundo exterior, saber o que está sendo falado sobre uma situação que, afinal, é sobre ela. Que ela possa ver a si mesma no vídeo, já que todo o país já pode ver, menos ela, a vítima. Portanto, que a produção do programa Big Brother Brasil 12 mostre à Monique o vídeo com o registro do estupro, para que ela saiba o que ocorreu, já que não se recorda, e tenha liberdade para entender o que viu e se pronunciar. Que a exibição desse vídeo seja transmitida e seja feita em silêncio, por respeito à vítima.

Ressaltamos a importância deste tópico, uma vez que mais importante que discussão em redes sociais, investigação, racismo, briga contra a Globo, o mais importante e primordial que está se perdendo é justamente o bem-estar da vítima, o seu discernimento, seus direitos. Entendemos em primeiro lugar, portanto, que a vítima deve ter acesso às informações do mundo exterior e possa se comunicar com o mundo de fora, e que possa ter acesso às imagens que foram gravadas e que mostram a possível cena de estupro. É necessário dar instrumentos para que a pessoa possa perceber a realidade na qual é o personagem principal. Há muita gente que fala por ela, contra ela, a favor dela. O risco é justamente de perder a vítima em meio à tormenta, ela que deve ser protegida nesta situação. ELA TEM O DIREITO DE SABER.



- Que a Rede Globo preste contas pelo crime de omissão de socorro.

- Que a Rede Globo faça uma retratação e peça desculpas pelo ocorrido.

- Que a Rede Globo atue ao lado dos direitos humanos, fazendo uma ação educativa em relação ao crime de estupro em suas variadas configurações.

- que uma assistente social e uma psicóloga, ou ainda alguém indicado/a pela vítima, possam acompanhá-la para prestar auxílio.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

IRIS APFEL AOS 90 ANOS É O NOVO ROSTO DA M.A.C - FANTÁSTICA!!!!


Iris Apfel é empresária norte-americana, ex-designer de interiores e ícone da moda. Está com 90 anos de idade e é o mais novo rosto da coleção de maquiagem da M.A.C.

Ela é uma das decoradoras mais famosas do mundo e desenha joias belíssimas. Até hoje é consultora de modas e dá palestras sobre estilo. A própria Iris Apfel desenvolveu a coleção completa para a marca, incluindo batons, blush, esmaltes, lápis, máscaras e sombras. Está na matéria sobre a nova coleção da M.A.C. que as cores são inspiradas em uma "ave rara que está sempre à frente do seu tempo".

"Iris Apfel: Envelhecer não é para maricas".

Aos 90 anos de idade, Iris Apfel está mais pop do que nunca. Empresária, designer de interiores e genuíno ícone da moda, a norte-americana ganhou espaço sob os holofotes na última década graças a sua autenticidade e ao seu inconfundível estilo colorido. Entre 2005 e 2006, foi tema da exposição: 'Rara Avis: Selection from the Iris Barrel Apfel Collection', que aconteceu no Metropolitan Museum; em 2007, apresentou peças de seu guarda-roupa para o livro 'Rare Bird of Fashion: The Irreverent Iris Apfel'; em 2011, fechou parceria com a M.A.C. para lançar uma coleção de maquiagem; e ainda anunciou, para 2013, uma linha de óculos em colaboração com a marca eyebobs. FANTÁSTICA!!!!!!!!!!!!!!!!

SIMONE BEAUVOIR- FARIA HOJE 104 ANOS-"NÃO SE NASCE MULHER,TORNA-SE MULHER


Hoje é o aniversário de Simone de Beauvoir. Se estivesse viva, ela faria 104 anos. É dela uma das principais frases do movimento feminista: “Não se nasce mulher, torna-se mulher.” A mulher não tem um destino biológico, ela é formada dentro de uma cultura que define qual o seu papel no seio da sociedade.

Simone Lucie-Ernestine-Marie-Bertrand de Beauvoir nasceu em Paris, em 1908. Forma-se em filosofia, em 1929, com uma tese sobre Leibniz. É nessa época que conhece o filósofo Jean-Paul Sartre, que será seu companheiro de toda a vida.

Em 1945, ela funda, com Sartre, o combativo periódico Les Temps Modernes.

Escritora e feminista, Simone de Beauvoir fez parte de um grupo de filósofos-escritores associados ao existencialismo - movimento que teria enorme influência na cultura européia de meados do século passado, com repercussões no mundo inteiro.

Em 1949 publica O Segundo Sexo, pioneiro manifesto do feminismo, no qual propõe novas bases para o relacionamento entre mulheres e homens. Os Mandarins é de 1954; nesse mesmo ano, Beauvoir ganha o prêmio Goncourt.

Simone de Beauvoir morreu em Paris, em 14 de abril de 1986.

Publicou vários livros sendo Segundo Sexo o mais famoso deles. Nesta obra, Simone de Beauvoir fazia uma “chamada às armas” contra a discriminação a que as mulheres continuam a ser sujeitas. Aí escreveu “Ninguém nasce mulher mas sim torna-se mulher.”

“O Segundo Sexo” é uma obra seminal que estabeleceu de imediato uma plataforma de discussão acesa sobre a condição feminina e o(s) feminismo(s). Apesar das várias polêmicas que sempre suscitou, tem servido de referência para a maior parte dos ensaios, debates e discussões posteriores.

Camille Paglia afirmou que ao lê-la, aos dezesseis anos, mudou toda a sua vida: “Teve um grande impacto sobre mim; a minha independência intelectual data dessa momento".

O “Segundo Sexo” continua a ser a obra suprema do feminismo moderno”. Katte Millett baseou “Sexual Politics” na obra de Simone e a australiana Germaine Greer foi nela que se inspirou, principalmente no tratamento do tema do envelhecimento feminino e suas consequências. É possível encontrar notas sobre de Beauvoir em quase todos os estudos femininos.

Quando surgiu, em 1949, “O Segundo Sexo” causou tanta admiração quanto estranheza. Era uma obra vasta, dividida em dois volumes, bem documentada e alicerçada na lógica e no conhecimento e muito pouco “feminina”. Tendo como missão pôr a nu a condição feminina, explorava áreas ligadas à situação da mulher no mundo, englobando história, filosofia, economia, biologia, etc., bem como alguns “case studies” e algumas experiências particulares.

Simone queria demonstrar que a própria noção de feminilidade era uma ficção inventada pelos homens na qual as mulheres consentiam, fosse por estarem pouco treinadas nos rigores do pensamento lógico ou porque calculavam ganhar algo com a sua passividade, perante as fantasias masculinas. No entanto, ao fazê-lo cairiam na armadilha de se auto limitarem. Os homens chamaram a si os terrores e triunfos da transcendência, oferecendo às mulheres segurança e tentando-as com as teorias da aceitação e da dependência, mentindo-lhes ao dizer que tais são características inatas do seu caráter.

Ao fugir a este determinismo, Simone abriu as portas a todas as mulheres no sentido de formarem o seu próprio ser e escolherem o seu próprio destino, libertando-se de todas as ideias pré-concebidas e dos mitos pré-estabelecidos que lhe dão pouca ou nenhuma hipótese de escolha. Assim, a mulher, qualquer mulher, deve criar a sua própria via, mesmo que seja a de cumprir um papel tradicional, se for esse o escolhido por ela e só por ela.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

ABORTO: 10 RAZÕES PARA LEGALIZAR. NÃO É DIFÍCIL, TENTE ENTENDER.



VOCÊ PODE SER CONTRA O ABORTO SEM SER CONTRA A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO!!


Se te disseram que legalizar o aborto vai fazer todas as mulheres “saírem abortando” bebês de até 9 meses todos os dias em hospitais públicos e fazendo com que o números de abortos aumente drasticamente gerando um caos social, você foi enganad@ porque:

1) Os números já são drásticos: aproximadamente mil mulheres morrem por ano ao realizarem abortos na clandestinidade. Fora essas, estima-se que 2 milhões de abortos clandestinos são realizados por ano. Essa soma é apenas aproximada porque é ilegal. Se o aborto fosse legalizado, o governo teria oficialmente o número de abortamentos, poderia controlá- los e saberia onde tem mais ou menos abortos para tentar diminuir este número. Se o aborto é crime não se tem controle, o número de abortos não diminui, mais mulheres morrem, mais pessoas são presas e o governo não pode fazer nada para mudar isso.

2) Em todos os países ocidentais em que o aborto foi legalizado há anos, observa-se cada vez mais uma diminuição do número de abortos. Quando se legaliza, fala-se mais sobre o assunto aumentando a informação para poder evitar.

3) Em quase nenhum país ocidental em que o aborto é legalizado, ele pode ser feito após 3 meses de gestação. Portanto, essas fotos que mostram abortamentos de bebês grandes e formados são enganadoras. Não será permitido aborto após 3 meses de gestação!

4) As clínicas clandestinas lucram muito no comércio ilegal de abortamentos, que é sustentado por pessoas ricas que fazem o aborto num dia e saem no outro sem problemas e ainda dizendo publicamente que são a favor da vida. O problema fica com as mais pobres, na maioria negras. Criminalização aumenta a hipocrisia e os bolsos de muita gente.

5) Se o aborto for legalizado nenhuma mulher será obrigada a abortar. Quem é contra poderá manter sua opinião.

6) Legalizar o aborto não é incentivar o aborto. Junto com a legalização, o Estado vai reforçar campanhas de educação sexual, direitos sexuais e reprodutivos, aumentar o acesso de mulheres e homens para os métodos contraceptivos, como também aos métodos de uma gravidez saudável. Abortar não é algo prazeroso, mas se alguma mulher precisar fazer, que ela não seja presa e tenha assistência para isso.

7) Se você pensa que a legalização do aborto vai encher os hospitais de milhares de mulheres querendo abortar, não sobrando espaço para as que querem dar à luz, isso é mentira. Os hospitais já estão cheios e gastando com mulheres que abortaram na clandestinidade e quase morreram por causa disso. Isso sai muito mais caro para os hospitais.

Se você pensa que com a legalização do aborto, você mata 1 vida, com a criminalização do aborto você mata mais vidas: a do feto e a de milhares de mães que morrem tentando o processo de abortamento.

9) A legalização não defende que abortar é bom. Se você pensa que abortar é ruim, abortar na clandestinidade, ser presa ou até morrer é muito pior.

10) Ser contra o aborto é decidir por você. Ser contra a legalização do aborto é decidir por todas. Ser contra o aborto é não achar certo fazer um aborto. Ser contra a legalização do aborto é ser a favor da morte de milhares de mulheres.

Fonte:http://sapatariadf.wordpress.com/legalizacao-do-aborto-10-razoes

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Encontro de Mulheres Rediscute Legalização do Aborto




A descriminalização do aborto, um dos temas mais polêmicos e que mais desgastaram a candidata Dilma Rousseff e o PT na campanha presidencial do ano passado, volta à cena política. Na 3.ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, que foi aberta hoje em Brasília pela presidente, a militância feminista vai cobrar do governo empenho na articulação de um projeto de lei que garanta às mulheres o direito de interromper a gravidez indesejada. Hoje a lei só autoriza o aborto em casos de estupro e de risco de vida para a mãe.

Para o movimento feminista, a descriminalização é considerada direito fundamental - por envolver o livre exercício da sexualidade e a não imposição da maternidade como destino. Para os movimentos de direitos humanos, trata-se de passo decisivo na defesa da saúde feminina: seus representantes argumentam que, na rede de saúde pública, as complicações decorrentes de abortos em condições inseguras aparecem em terceiro lugar entre as causas de mortalidade materna.

Escaldada com a campanha, quando pressões de grupos católicos e evangélicos a levaram a assinar a carta na qual se declarou contrária ao aborto e favorável à atual legislação, Dilma deve passar ao largo do tema na conferência. Segundo a ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, organizadora do evento, a presidente se mantém fiel ao que disse como candidata, no ano passado.

"Ela foi muito clara com o Brasil quando afirmou que respeitaria integralmente a legislação", diz Iriny. "Quanto à mudança da lei, qualquer resolução da conferência deve ser encaminhada ao Legislativo. As mulheres debatem e o governo aceita as decisões da conferência, mas não se pode substituir poderes."

Além de cobrar apoio a projetos de mudança da lei, a conferência deve exigir do governo melhorias nos serviços de saúde destinados a atender as mulheres nos casos de aborto legal. Segundo relatórios enviados a Brasília pelas conferências estaduais, mulheres com direito ao aborto ainda são maltratadas e discriminadas na rede pública. Algumas sofrem com a falta de informação dos médicos e demora nas decisões judiciais.

Recuo do PT. Temas relativos ao aborto já fazem parte do 2.º Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. Lançado em 2008, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o plano serviu de texto-base para todas as discussões preparatórias da conferência que começa amanhã e que mobilizaram cerca de 200 mil mulheres em todo o País.

Fonte: O Estadão

Prioridades para as Políticas para as Mulheres





O governo brasileiro assumiu vários compromissos com as mulheres e nos
próximos dias deverá prestar contas sobre eles. Em 2008, foi traçado um
Plano para ser desenvolvido até o final de 2011, com o propósito de enfrentar
as desigualdades vividas pelas mulheres. Estabeleceram-se várias metas.

Cada ministério comprometeu-se com a alocação de recursos do orçamento
especificamente para financiar as ações do Plano. A III Conferência de
Políticas para as Mulheres, que vai se realizar nos próximos dias 12 a 15
de dezembro é o espaço de participação e controle social para avaliar os
resultados alcançados até aqui, discutir e pactuar novas estratégias para
o futuro.

É duro constatar que várias metas traçadas ainda estão bem longe de
serem alcançadas. Pelos elementos que temos até agora, é certo que parte
do problema tem a ver com a falta de prioridade conferida pelos vários
ministérios às ações do Plano. A evidência está na execução orçamentária.*

Por exemplo, desde 2010, vem piorando a execução dos programas
orçamentários que financiam o eixo do Plano voltado ao enfrentamento da
violência contra as mulheres. A negligência do Estado no enfrentamento
da violência é cruel e, muita vezes, fatal. Há 10 anos, os assassinatos
de mulheres só crescem e, muito mais entre as mulheres negras, apesar
haver mais denúncias, de termos a Lei Maria da Penha, de existir um Pacto
Nacional, envolvendo os estados e a União nesse enfrentamento e de ter
sido ultrapassada a meta do II PNPM de construir/reformar/re-aparelhar
764 serviços especializados de atendimento às mulheres em situação de
violência.

O problema é que tem muito mais discurso, do que recurso e ação efetiva. A
execução orçamentária dos últimos 3 anos não deixa dúvida a esse respeito.
Em 2009, as ações orçamentárias que financiavam as 6 prioridades do Plano
(nessa área) chegaram ao final do ano com uma execução orçamentária
acima de 80%. Já em 2010, apenas 1 das prioridades do Plano, entre as
seis, alcançou esse patamar. As outras 5 ficaram na faixa entre 60 e 76%.
Agora em 2011, a situação está bem pior: o volume de recursos empenhados
em 3 das 6 prioridades, até o dia 1º de dezembro, estava abaixo de 40%.
Outras duas ficaram na faixa entre 44 e 48% de empenho. E em apenas um
caso, o percentual de recursos empenhados chegou a marca de 95%.

O Programa Orçamentário (nº 0156), para a Prevenção e Enfrentamento da
Violência contra as Mulheres é exemplo dessa situação. Foi autorizado na Lei
Orçamentária de 2011 o total de R$36,9milhões, mas até 1º de dezembro
desse ano só havia empenhado R$16,1 milhões, ou seja 56,7% do total.

A situação é bem preocupante, porque além de tudo, os recursos desse
programa não poderiam ser contingenciados, por força da Lei de Diretrizes
Orçamentárias.


Em relação à saúde das mulheres, o quadro é semelhante. Havia um
compromisso, nacional e internacional do governo brasileiro, de reduzir a
mortalidade materna. Aproximadamente 1.500 mulheres, entre 15 e 49 anos
de idade, morrem anualmente durante a gravidez, por aborto, no parto ou
puerpério. Se houvesse um atendimento de saúde adequado, 92% dessas
mortes seriam evitáveis, segundo a OMS. Na última década, o problema não
só persistiu, como se estima que possa ter piorado.

Ao longo dos últimos 3 anos, a execução orçamentária das ações do Plano
Nacional de Políticas para as Mulheres compromissadas com as prioridades
relacionadas ao eixo de saúde da mulheres, direitos sexuais e direitos
reprodutivos é tragicamente coincidente com essa realidade. Em 2009,
todas as ações orçamentárias que deveriam financiar as 9 prioridades que
compõem esse eixo do Plano tiveram execução orçamentária superior a
80%.

Já em 2010, apenas 5 alcançaram esse patamar, as outras 4 ficaram
na faixa entre 73 e 76%. Em 2011, a situação é pior: só em 2 prioridades
se alcançou um grau de empenho superior a 80% do orçamento, até 1º
de dezembro; outras 6 ficaram entre 41% e 68%; e uma prioridade só
empenhou 31% do autorizado pela Lei Orçamentária.

Nesse desempenho tão ruim, merece destaque a situação da ação
orçamentária para a Implantação e Implementação de Políticas de Atenção
Integral a Saúde da Mulher (nº 6175, do Programa 1312 - Promoção da
capacidade resolutiva e da humanização na atenção à saúde) que, em 2011,
tem autorizados apenas R$ 11,7 milhões e, mesmo assim, até primeiro de
dezembro havia empenhado pouco mais da metade dos recursos, R$ 6.7
milhões e liquidado somente R$ R$ 2.4 mil, ou seja 0,02%.

Há situações ainda piores, por exemplo, no que se refere ao eixo que trata
da Participação Política das Mulheres nos Espaços de Poder e Decisão.
Apesar do Brasil amargar 108º lugar no ranking mundial (União Parlamentar
Internacional) e ser um dos últimos colocados no âmbito latino-americano
(ISO-Quito) a esse respeito, as políticas públicas traçadas para enfrentar
esse quadro agudo de subrepresentação feminina estão à míngua. Há 3
linhas de ação prioritária correspondentes a esse eixo do Plano, nenhuma
delas conseguiu empenhar nem sequer 20% do que a Lei Orçamentária
havia autorizado.

Um último aspecto que queremos destacar aqui diz respeito ao orçamento
da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Até primeiro de dezembro, essa
Secretaria havia executado 36.9% do orçamento a seu cargo. Segundo Tatau
Godinho (Sub-secretaria da SPM), 43% do orçamento autorizado para a SPM
ficou contingenciado, o que justifica parte do baixo desempenho até agora.
Outras dificuldades apontadas por Tatau têm a ver com a impossibilidade
de firmar convênios tanto com ONG´s (desde a suspensão decidida pelo
governo) como com vários Estados (por causa da inadimplência desses
com a União). Nesse momento em que a ameaça de extinguir a Secretaria
de Políticas para as Mulheres continua pairando e buscando justificativas
maliciosas para sustentar-se, nos interessa colocar em questão e combater
o argumento de que a baixa execução da SPM se deve a incompetência.

Há má intenção nesse argumento, afinal, como se pode ver, o governo não
conferiu real prioridade à implementação do Plano Nacional de Políticas
para as Mulheres, não ofereceu as condições necessárias para que a SPM
pudesse cumprir com a missão que lhe cabe, não assegurou a estrutura
e os mecanismos necessários e, no final das contas, as que estão sendo
penalizadas por essa situação são as mulheres brasileiras, todas nós.
Nesse contexto, certamente, o espírito democrático, imbuído dos princípios
de igualdade se indigna diante de tamanha injustiça. As mulheres, que
mais horas trabalham e menos direitos têm, que mais estudam e menos
salários recebem, que mais participam e menos poder têm, somos as mais
prejudicadas em termos de financiamento das políticas públicas.

Prejuízo que é ainda maior para as mulheres que são sujeitas ao racismo, à lesbofobia,enfim oprimidas por múltiplas formas de discriminação. A falta de creche,
de saúde pública de qualidade, de segurança pública as sobrecarrega muito
além das outras mulheres e reduz drasticamente suas possibilidades de
superar as desigualdades. E esse é um fator limitante para a superação
da pobreza em que muitas vivem. Em sã consciência, alguém acha que
dá para combater a miséria com o empobrecimento das mulheres?, com
as mulheres sofrendo cada dia mais violência?, sem condições mínimas
para as mulheres poderem exercer seu direito de ter ou não ter filhos sem
correr risco de morte? Enfim, poderíamos seguir com muitas interrogações.

Mas definitivamente, o que queremos é uma coordenação fortalecida
para a Política Nacional para as Mulheres, a SPM e a SEPPIR com mais
condições para dar conta da tarefa, prioridade e mais recursos para
enfrentar as desigualdades em todo o governo, compromisso real com o que
foi assumido nos espaços de participação social, enfrentamento da miséria
com as mulheres e não às nossas custas. É essa resposta que esperamos
da primeira mulher na Presidência da República. Não menos.
Sem Orçamento, o II Plano ficou à míngua e os compromissos com os direitos das mulheres não se cumpriram

* O CFEMEA monitora sistematicamente o Orçamento Mulher. Parte desse
monitoramento está relacionado à execução do II Plano Nacional de Políticas para
as Mulheres. A metodologia de monitoramento do orçamento para o II PNPM foi
construída em diálogo com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, conforme
nota técnica conjunta, firmada pela SPM e o CFEMEA. As informações sobre o
monitoramento e a nota técnica estão disponíveis no portal SIGABRASIL do Senado
Federal, acessível pelo link http://www9.senado.gov.br/portal/page/portal/orcamento_
senado/PS_ORCMULHER/Execucao.
9

Fonte: CFEMEA

sábado, 3 de dezembro de 2011

Delegacia Virtual Otimiza o Tempo de Resposta no Mato Grosso do Sul



Esta Delegacia Virtual tem como área de atuação somente o Estado de Mato Grosso do Sul

Para fazer o registro de boletins de ocorrência nem sempre é necessário que o cidadão se dirija até uma delegacia de polícia. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio da Polícia Civil, disponibiliza a Delegacia Virtual (Devir), que somente durante o mês de maio já realizou 1.391 atendimentos. Na Devir é possível informar à polícia sobre furtos, extravios de objetos e documentos ou pessoas desaparecidas – mesmo procedimento também disponível nas delegacias convencionais.

De acordo com balanço das atividades do mês de maio, a maior demanda de procura pela Devir é para o registro de extravios. Foram 1.295 extravios no último mês – índice bastante acima dos casos de furtos registrados através do site, que indicou 96 casos. Em relação aos boletins de desaparecimento de pessoas, não foi registrada ocorrência.

Tempo/Resposta

A população pode acessar a Devir pelo site http://devir.pc.ms.gov.br . Os boletins registrados têm a mesma validade jurídica de um registro feito em uma delegacia comum. Desde o início do mês de março, o registro de boletins de ocorrência está mais ágil com um novo layout da Delegacia Virtual. Os internautas que passavam por quatro passos para efetuar o B.O. digital precisam apenas de um passo para o mesmo atendimento.

De acordo com o supervisor da Delegacia Virtual, investigador de polícia Adilson Rodrigues da Costa, com a facilidade no acesso à internet, e principalmente uma linguagem fácil com tempo de resposta rápido, tem aumentado o acesso ao site da Devir. “Hoje temos a democratização da internet com acesso em Lan house ou na própria casa do internauta. O perfil de quem utiliza os serviços da delegacia virtual também mudou com acesso de pessoas das classes A e B no fim de 2005, época da criação do site e hoje com internautas da periferia, de todas as classes sociais”, informou.

Adilson Rodrigues faz questão de ressaltar a importância da delegacia virtual para o atendimento das pessoas e uma forma de desafogar as filas das delegacias convencionais. “A delegacia virtual traz comodidade e facilita o atendimento. “Um boletim de ocorrência, por exemplo, é feito em apenas 20 minutos pelo site”, comentou. O BO é realizado de graça tanto na delegacia virtual quanto física.

Ele lembra que os internautas podem acessar diversos serviços como o de denúncias com identificação opcional. São denúncias de violência contra menores, idosos, mulher, pontos de vendas de entorpecentes, perturbação da tranquilidade, ambiental, entre outros. “São diversos serviços que a população está buscando com mais facilidade e que acabou tornando este canal de comunicação mais acessado entre os sites do governo do Estado”, afirmou.

Serviço Social

Ao acessar a delegacia virtual, o internauta vai encontrar na tela quatro links com serviços de B.O. on-line, desaparecidos, denúncias e procurados.

Delegacia Virtual do Mato Grosso do Sul

No B.O. on-line, por exemplo, é possível encontrar ícones que representam os mais diversos tipos de atendimento como furto e extravio de documentos, de celular, palm/handheld, de objetos, além de desaparecimento de pessoa. O site disponibiliza também a relação de desaparecidos com fotografias.

O supervisor da Delegacia Virtual lembra que é importante preencher todos os dados para não receber recusa do sistema. “Pedimos que o usuário não abrevie nomes e que tenha um cuidado especial ao informar o e-mail”, alertou. No caso de furto ou extravio de folhas de cheques é preciso informar a agência, conta corrente e se possível o número das folhas extraviadas/furtadas.

No caso de pessoas desaparecidas, Adilson Rodrigues orienta informar detalhes importantes como, por exemplo, de uso de tatuagem, se tem uma mancha e “se estava com um veículo, informar a placa, a marca e a cor”, orientou. Ele explica ainda que para pessoas desaparecidas, o parente não precisa mais esperar 24 horas para fazer a denúncia. Ele também reforça a participação de internautas para auxiliar os trabalhos da polícia. “A polícia orienta para que a população participe com denúncias porque não precisa se identificar e agradecemos este papel social”, concluiu.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

"WOMEN, LIVE" - DOCUMENTARY-NEED SPONSORSHIP



Our project "WOMEN,LIVE" is a documentary about brasilian women in several cities in Brazil on violence, especially domestic. I want to take information on law, citizenship and forms of defense for women, with lectures and discussions. The 60 minute documentary will record everything in a period of 3 months.

We will launch the houses to support women in centers, shelters, and where we are given the opportunity to show work. Complementing the project will launch a book and make available copies of documentary cinema clubs and libraries. Our intention is to reach small towns, where access to information is more precarious.

We are looking sponsorship and partnership.
Information: zlcomunicacao8@gmail.com
Phone: 55 21 9968-8114- Jô Ramos

BRASILEIRAS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA NO EXTERIOR GANHAM SERVIÇO DE APOIO, HOJE, 25/11, NO DIA INTERNACIONAL CONTRA A VIOLÊNCIA AS MULHERES



É um número de telefone para o qual elas fazem a chamada, relatam o problema e indicam o que querem que seja feito.

Brasileiras que estão em Portugal, na Espanha e na Itália em situação de risco e ameaça ganham a partir de hoje (25) mais apoio. É um número de telefone para o qual elas fazem a chamada, relatam o problema e indicam o que querem que seja feito. O projeto é piloto, mas a ideia é estendê-lo para a Europa e as Américas. O serviço é resultado de uma parceria da Secretaria de Políticas paras as Mulheres (SPM) e dos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores.

O serviço chamado de Ligue 180 é gratuito e será lançado hoje em Brasília pelos ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, e pelo secretário executivo do Ministério das Relações Exteriores, Ruy Nogueira. Há dois anos, o governo brasileiro vinha trabalhando para a criação desse canal de apoio. As mulheres em situação de violência no Brasil já tinham acesso ao serviço, por meio do número de telefone 180.

“A ideia é estar disponível 24 horas. Antes havia o apoio prestado pelos serviços consulares, muitas vezes o pedido de ajuda não ocorria porque algumas mulheres ficavam constrangidas de relatar o que estavam passando. Agora haverá um atendimento só para elas”, disse a chefe do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior, Maria Luiza Ribeiro Lopes da Silva.

A diplomata disse que a orientação é para que as atendentes recebam as queixas e providenciem os encaminhamentos desejados pelas mulheres que fazem as reclamações. “O telefonema pode ser anônimo. Se a mulher não quiser fornecer detalhes por temor ou receio, a reclamação será feita da mesma forma”, disse Maria Luiza Silva.

Pelos dados divulgados na primeira quinzena deste mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 491.645 brasileiros viviam em 193 países, em 2010. Porém, esse número não inclui as pessoas que podem ter emigrado, por exemplo. Os principais países procurados pelos brasileiros são os Estados Unidos, Portugal, a Espanha, o Japão, a Itália e a Inglaterra.

“Hoje, infelizmente, apenas temos informações de que as queixas de violência contra a mulher são numerosas. Mas essas pessoas que sofrem, as vítimas, ainda são invisíveis. Queremos saber qual é a demanda para tomar as devidas providências e evitar que o problema permaneça”, disse Maria Luiza Silva.

Para criar o serviço de apoio às mulheres, o governo brasileiro considerou os locais onde há mais registros de casos de violência contra pessoas do sexo feminino. O mapeamento foi feito com base em dados da Polícia Federal, dos consulados brasileiros no exterior e da Secretaria de Políticas paras as Mulheres.

Nesta primeira etapa do serviço, atuam os consulados do Porto e de Lisboa (Portugal), de Madri e Barcelona (Espanha) e de Milão e Roma (Itália). Para entrar em contato com o serviço há três números distintos. Se a mulher estiver em Portugal, ela deve telefonar para 800 800 550, pedir a opção 3 e discar 61 37 99 01 80.

Caso a brasileira esteja na Espanha, o número que deve ser discado é 900 990 055, com a escolha da opção 3. Em seguida, ela deve discar 61 37 99 01 80. Se a mulher estiver na Itália, o número a ser discado é 800 172 211, opção 3. Depois, ela deve discar 61 37 99 01 80. O serviço estará disponível 24 horas, segundo o Ministério das Relações Exteriores. As informações são da Agência Brasil

FONTE: CORREIO 14H

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

PALESTRA NA SECRETARIA MUNICIPAL DE CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS DE NILÓPOLIS



\
Secretária Nilcéia Clara Cardoso; Jô A. Ramos, jornalista do Blog Defesa da Mulher;Maria Camardella, primeira delegada da Baixada Fluminense e Neusa Pereira da Ong Coisa de Mulher.

Fui convidada pela Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos de Nilópolis (RJ), para participar da Rede Mulher Juntos já!como palestrante. Quero agradecer a Secretária Nilcéia Clara Cardoso e a Luciana Moreira a oportunidade de falar sobre a luta das Mulheres pelo Reconhecimento dos seus Direitos e a Lei Maria da Penha.

Neusa Pereira, militante dos movimentos negro, de mulheres, LGBT e fundadora da Ong Coisa de Mulher, falou magistralmente sobre a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres brasileiras.






LEI MARIA DA PENHA: A LUTA DAS MULHERES PELO RECONHECIMENTO DOS SEUS DIREITOS – PROJETO VIVA MULHER

A Lei Maria da Penha, que estabelece penas mais duras para os casos de agressão a mulheres, representa um avanço no que se refere aos direitos humanos, em especial, na proteção dos direitos das mulheres. A lei mudou completamente a forma como o Estado brasileiro e a Justiça interpretam o espaço público e privado.

Segundo a ministra, Cármem Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, a partir da Lei Maria da Penha, o quarto de um casal, por exemplo, deixou de ser um espaço privado para se tornar público, quando houver violência contra a mulher.

A violência contra a mulher é uma violação dos direitos humanos e está no topo dos debates sobre a igualdade de gênero no Brasil e no mundo. Isto ocorre em todas classes sociais, embora em alguns estados brasileiros as mulheres negras sejam maioria entre as vítimas de homicídio doloso. Há também um grande número invisível de casos de estupro, incesto e pedofilia – nem sempre denunciados – que ocorrem em famílias de alto poder aquisitivo.

A ausência de proteção familiar, apoio comunitário e suporte institucional para as mulheres e meninas vítimas de violência doméstica e/ou abuso sexual dificulta o rompimento da condição de subordinação das vítimas, apesar de existir a Lei Maria da Penha, delegacias especializadas, programas de assistência, rede de atendimento e o Ligue 180. Mesmo com os avanços e as campanhas de combate à violência doméstica, o Brasil permanece longe da redução dos índices de violência contra a mulher. A cada 2minutos, 5 mulheres são agredidas no país.


O projeto VIVA MULHER é um documentário com mulheres de várias cidades do Brasil sobre violência, principalmente a doméstica. Quero levar informações sobre direito, cidadania e formas de defesa para as mulheres, com palestras e debates. O documentário de 60 minutos vai registrar tudo em um período de 6 meses. Lançaremos nas casas de apoio às mulheres, nos centros, nos abrigos, e onde nos for dada a oportunidade de mostrar o trabalho. Complementando o projeto lançaremos um livro e disponibilizaremos cópias do documentário para cine clubes e bibliotecas.


A Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) transforma o ordenamento jurídico brasileiro e expressa o necessário respeito aos direitos humanos das mulheres e tipifica as condutas delitivas. Além disso, essa lei modifica, significativamente, a processualística civil e penal em termos de investigação, procedimentos, apuração e solução para os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Como palestrante enfatizei o fato da Lei Maria da Penha ainda não ter assumido totalmente o seu papel: apenas 10% do total das cidades brasileiras possuem Centros de Referência, que é fundamental para a muher que é vítima de todos os tipos de abusos. Esses centros oferecem assistência psicológica e atendimento jurídico. Só em 2010, 62 mil denúncias de violência contra a mulher foram realizadas, o que ainda é pouco, para o número real de agressões/estupros e maus tratos sofridos por mais de 300 mil mulheres no país que estão em situação de vulnerabilidade.



JÔ A. RAMOS, jornalista, professora, documentarista e ativista do Blog DEFESA DA MULHER- WJDW – Mulheres Jornalistas em Defesa da Mulher. E-mail: zlcomunicacao8@gmail
Fotos: Roger Abittan

domingo, 20 de novembro de 2011

Homens buscam ajuda de ONG para deixar de bater nas mulheres



A atenção voltada à temática da violência doméstica e o seu combate tem se intensificado desde a criação da Lei Maria da Penha, em agosto de 2006. Mas enquanto as mulheres são o foco principal das políticas públicas, há quem trabalhe na outra ponta do problema: os homens que as agridem. Um exemplo é o Instituto Noos, no Rio de Janeiro, que desde 1999 atendeu cerca de 300 homens que procuraram, espontaneamente, ajuda para pararem de bater em suas mulheres.

Segundo o secretário-executivo do instituto, Carlos Zuma, o principal foco de atenção quando se fala em violência doméstica é a vítima, que majoritariamente é a mulher. Mas "de alguns anos para cá" houve uma mudança cultural e "se pensou também em dar algum tipo de atenção aos homens". "Aos homens que, geralmente, são os que cometem violência, a questão era só de responsabilizar pelo ato de violência, ou seja, de punir de alguma maneira", disse.

"Se a gente fala de violência física, sim as mulheres sofrem mais frequentemente a violência física dos seus companheiros, maridos, namorados. Agora, se a gente fala de violência psicológica, os homens se queixam muito também. E aí todos os homens que passam por aqui (Noos) tem alguma queixa de violência psicológica", afirmou Zuma, que complementou dizendo que essa violência psicológica está ligada ao que se espera culturalmente de um homem.

"Quando um homem se vê em alguma situação em que, mesmo que inconscientemente, a masculinidade dele esteja sendo questionada, ele procura reforçar outras características que também são atribuídas à virilidade. Por exemplo, se um homem não está podendo cuidar da sua família no sentido financeiro, de sustentar sua família, porque está desempregado, então ele vai procurar reforçar a masculinidade de outra maneira. E a resposta violenta, a imposição da vontade, muitas vezes é utilizada exatamente para mostrar: 'quem manda aqui sou eu.'", disse.

Segundo Acosta, um dos trabalhos realizados com jovens em Nova Iguaçu é tentar fazê-los dissociar a virilidade da violência. "A base da discussão da prevenção da violência eram as questões de gênero. Era, na verdade, a questão das masculinidades, a questão desse poder patriarcal que nós incorporamos ao longo da história".

O psicólogo e especialista em terapia de casal Alan Bronz também ressalta a importância em não se trabalhar somente de forma punitiva com os autores da agressão. Segundo ele, o homem precisa ter a oportunidade de pensar sobre o que está fazendo, sobre os valores que estão por trás de suas atitudes.

O uso da expressão "autores de agressão" ao invés de agressores é defendida pelo psiquiatra Fernado Acosta. Segundo ele, o termo retrata que a questão é social, e não da natureza do homem. Acosta foi secretário-adjunto de Prevenção da Violência no município de Nova Iguaçu (RJ) e desenvolveu um projeto pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser), indicado por ele como primeiro serviço de política pública voltado para o tratamento de autores de agressão.

Ao contrário do que ocorre no Noos, o Iser atende somente homens julgados e condenados pela Justiça na Lei Maria da Penha. Roberto Marinho Amado, coordenador do Serviço de Educação e Responsabilização dos Homens (SerH) do instituto, relata que, ao chegarem lá, esses homens tem uma necessidade muito grande de falar e serem ouvidos já que, em muitos casos, é a primeira vez que eles podem relatar sua versão do caso.

Quando condenados, os autores de agressão são obrigados a participar de 20 encontros durante cinco meses no instituto. Antes de serem encaminhados para grupos, onde irão compartilhar suas histórias com outros autores de violência, eles realizam uma entrevista, que também serve para quebrar a sensação de obrigação, o que pode determinar ou não o sucesso do projeto. "Se a gente conseguir transformar o sentimento de obrigação em um sentimento de oportunidade, a gente tem aí o nosso trabalho bem feito", disse Amado.

Já segundo o psiquiatra, em seus cerca de 20 anos de carreira, houve um aumento no número de relatos de agressão por parte das mulheres vindos dos homens. Ele contabiliza que, em seu consultório, 30% dos homens dizem ter sofrido agressão, seja ela física ou psicológica. O psiquiatra ainda cita o resultado de uma pesquisa que apontou que os homens com maior escolaridade são os que mais relatam terem sofrido agressão física por parte de suas mulheres.

Como exemplo, ele citou o caso de um designer casado com uma médica. Primeiramente, ela procurou o consultório por causa das agressões do marido. No entanto, com o passar das consultas, a médica informou que, antes da primeira violência do marido, o agrediu por diversas vezes sem ele reagir.

Fonte: Portal Terra.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

DIA 23 DE NOVEMBRO - REDE MULHER - SECRETARIA DE CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS - A LUTA DAS MULHERES PELO RECONHECIMENTO DOS SEUS DIREITOS


Pessoal, estarei participando como convidada pela Secretária Nilcéia Clara Cardoso para partcipar do evento REDE MULHER, no dia 23 de novembro, como palestrante falando sobre LEI MARIA DA PENHA - A LUTA DAS MULHERES PELO RECONHECIMENTO DOS SEUS DIREITOS.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Brasil: 65 grávidas morrem por cada grupo de 100 mil



De cada 100 mil parturientes, 65 morrem no Brasil em decorrência de problemas na gestação ou no parto. A questão é tão séria que a Organização das Nações Unidas transformou a redução da mortalidade materna numa das metas do milênio - um protocolo de compromissos acordado por vários países, inclusive o Brasil. A meta é, até 2015, reduzir em 75% o caso de mortes ocasionadas por fatores relacionados a gravidez. No entanto, no ritmo em que se encontra, o País não conseguirá cumprir a meta.

A meta é, até 2015, reduzir em 75% o caso de mortes relacionadas a fatores relacionados à gravidez.

A previsão faz parte de uma pesquisa coordenada pelos professores Rafael Lozano e Christopher Murray, do Instituto de Métrica e Avaliação da Saúde (IHME, na sigla em inglês) da Universidade de Washington, Seattle, nos Estados Unidos, e publicada na revista científica britânica The Lancet. Apesar dos avanços registrados na área de saúde materna, dos 137 países emergentes pesquisados, apenas nove fizeram progressos suficientes de forma a atingir a meta estipulada: China, Egito, Irã, Líbia, Maldivas, Mongólia, Peru, Síria e Tunísia.

Nos últimos onze anos, quando o mundo viu uma redução anual de 3,6% nesta estatística, no Brasil o ritmo foi de apenas 0,3%. "Embora o país tenha avançado na redução da mortalidade de mulheres por conta de complicações com o parto ou a gestação, o lento ritmo de melhora significa que o país chegaria com 25 anos de atraso às metas que deveria cumprir já em 2015", relataram os professores, na pesquisa.

Os pesquisadores fizeram estimativas para o ano de 2011 levando em conta fontes de dados relevantes que haviam ficado de fora de análises anteriores, como registros de nascimento e óbito, pesquisas nacionais, censos e levantamentos feitos pelas autoridades de saúde.

Segundo Haidong Wang, professor-assistente de Saúde Global do IHME e um dos autores do estudo, o combate à mortalidade materna teve bons resultados no Brasil entre 1990 e 2000. No período, a taxa caiu de 85,9 para 67 em cada 100 mil, uma redução anual de cerca de 2,5%. No entanto, esse avanço foi contido na década seguinte pela epidemia de gripe H1N1 e pela alta percentagem de mulheres que fazem partos cesarianos, nos quais há maior risco de complicações que podem levar à morte.

Mortalidade infantil

Mesmo com uma perspectiva negativa, a pesquisa informa que o número de mortes relacionadas ao parto nos paises emergentes caiu de 409 mil para 273 mil entre 1990 e 2011. As mortes de crianças com menos de cinco anos de idade diminuíram de 11,6 milhões para 7,2 milhões no mesmo período. A continuar neste ritmo, O objetivo de diminuir em dois terços a mortalidade entre crianças menores de cinco anos entre 1990 e 2015 seria alcançada por 31 nações emergentes. Neste aspecto da mortalidade infantil, o Brasil é apontado como uma "história de sucesso".

A pesquisa estimou em 1990 o Brasil tinha uma mortalidade infantil entre crianças menores de 5 anos de 53 para cada mil nascidas vivas. Dez anos depois a taxa havia caído para 31,5 e chegou neste ano a 20,9. Em números absolutos, isso significa que a mortalidade tirou a vida de 193 mil crianças em 1990 e deve tirar a de 63 mil neste ano. "Achamos que parte disso tem a ver com o esforço do governo de prover acesso universal à saúde. Foi depois da implementação deste princípio na Constituição de 1988 e na reforma de 1996 que registramos a taxa mais rápida de declínio nas mortes de crianças com menos de cinco anos", afirmou Wang.

90% das mortes poderiam ser evitadas

A mortalidade materna está diretamente relacionada ao fator socioeconômico da população e ao tipo de assistência de saúde oferecida. A população do norte-nordeste e também de algumas regiões do centro-oeste tem acesso menor à assistência de saúde, conseqüentemente um acesso menor ao pré-natal e uma assistência ao parto e puerperio não tão adequada.

Os especialistas dividem as causas em duas categorias principais: obstétrica direta, decorrente da própria gravidez, como eclampsia, aborto inseguro, complicações infecciosas ou hemorragias na gravidez ou após o parto; e as indiretas, ou seja, algum problema preexistente, como hipertensão ou uma doença cardíaca, que foi agravada e levou ao óbito. No Brasil, 77% dos casos de óbitos maternos são por causas diretas e cerca de 25% por indiretas. O restante não é possível determinar por notificação inadequada. O importante é destacar que cerca 90% dos óbitos de mulher em idade reprodutiva no Brasil são casos evitáveis. O aborto inseguro é o principal deles, independentemente da região.

Fonte:Tribuna do Norte-Natal

sábado, 22 de outubro de 2011

Wanessa Camargo publica carta em resposta às ofensas do comediante Rafinha Bastos



O comediante fez declarações de gosto questionável sobre Wanessa e seu bebê: "COMO ELA É O FILHO DELA", no programa CQC da rede Bandeirante de televisão. Grávida de sete meses, a filha mais velha do sertanejo Zezé Di Camargo manteve o silêncio até a tarde desta sexta (21), quando publicou em seu site uma carta em que desabafa sobre o assunto.


A MINHA VERDADE (por Wanessa Camargo)



Diante de um silêncio engasgado e em risco de sufoco, me coloco, aqui e agora, fora dessa condição.

Quero falar, não porque estão me cobrando essa palavra, não para dividir lados e opiniões e nem para ganhar defensores. Apenas quero tornar pública a minha verdade, já que se trata da minha vida e da vida do meu filho, que nascerá em poucas semanas, e também para defender a mim e a minha família de falsas acusações.

Mesmo sendo de conhecimento geral o começo de toda essa história, gostaria de voltar à ela.

Em uma segunda-feira, voltando de um trabalho para casa, alguém próximo me informou o que tinha acontecido. Chegando em casa, entrei na internet e vi o vídeo que mostrava o humorista Rafael Bastos falando sobre mim e, infelizmente, também do meu filho. Confesso que tive de rever umas três vezes para ter certeza do que estava vendo e ouvindo.

Não tive reação, só pensava em uma coisa: “Calma, ele vai ‘consertar´ a frase, dizer que se enganou, falou errado e pedir desculpas”. Mas isso, como todos sabem, não ocorreu dentro do programa naquela noite e nem mesmo naquela semana, seja na imprensa ou nas redes sociais.

No dia seguinte, toda mídia comentava o acontecido. Nos próximos dias, não havia uma pessoa que me encontrasse que não comentasse o assunto.

Confesso que o que era insuportável ficou pior ainda, pois, como se diz na linguagem comum: “vi e ouvi o nome do meu filho na roda” e a única pessoa capaz de estancar essa história, não o fez!

A cada dia que se somava de silêncio do outro lado, mais indignada e machucada me sentia. O assunto também indignou o público e eu não tenho nenhuma culpa disso. Já que a escolha de dizer o que queria em um programa ao vivo e em rede nacional, assistido por muitos, não foi minha.

Essa história foi tomando proporções maiores com cada atitude que o próprio humorista tinha. Aqui do meu lado, nada se ouviu sobre o assunto pois, inocentemente, ainda acreditava em alguma atitude de arrependimento.

A gota d’água, para mim, foi assistir a um vídeo produzido e postado pelo humorista onde ele, em uma churrascaria, ironiza toda essa história.

Em quase 11 anos como cantora já me senti e fui ofendida, já me julgaram de diversas maneiras, mas foi uma escolha minha quando resolvi seguir essa carreira e dar “a cara a bater”, porém, desta vez foi diferente. Rafael Bastos ofendeu, agrediu verbalmente, ironizou e polemizou com o meu filho.

E qual mãe no mundo não defenderia, até com sua própria vida, o seu filho?

Estou apenas desempenhando o maior papel que a vida me deu: ser mãe. Para defendê-lo, vi na Justiça de nosso democrático país, o melhor caminho. Por isso, entrei com um processo criminal de injúria que, segundo nossa Constituição e Código Penal, artigo 140 se aplica perfeitamente ao ocorrido, já que o crime de injúria consiste em ofender verbalmente a dignidade ou o decoro de alguém, ofendendo a moral, abatendo o ânimo da vítima.

Quando a notícia desse processo chegou ao conhecimento público, todos se apegaram a parte mais sensacionalista do caso, já que no artigo 140 a pena descrita para esse crime é de detenção de 1 a 6 meses. Esqueceram de dizer que a pena também se aplica com multa que pode ter um valor simbólico com doação de cestas básicas ou chegar a qualquer valor estipulado por um Juiz. E qual será o valor estipulado a ele se tivermos ganho de causa, não cabe a mim ou minha família decidirmos, isso cabe a Justiça.

Sinceramente, não estou interessada em dinheiro nenhum, muito menos que ele seja encarcerado em prisão alguma. Apenas desejo que esse processo faça o humorista repensar sua forma ofensiva de falar, disfarçada erroneamente em liberdade de expressão. Desejo a ele o arrependimento e que compreenda o ferimento que causou.

Gostaria de esclarecer, também, que eu e minha família não temos relação alguma com qualquer afastamento ou retorno envolvendo o humorista. Seria até pretensioso pensar que temos esse poder, já que a Band é uma empresa privada com seus donos, dirigentes e empregados e essa, sendo assim, se torna a única responsável por suas decisões. Qualquer notícia envolvendo esse poder fictício e covarde é falsa e mentirosa.

Muitas pessoas enviaram mensagens me pedindo para perdoar, mas só se perdoa quem pede desculpas e está arrependido. Eu não tive essa opção.

Essa é minha verdade e também a primeira e última vez que falarei publicamente sobre esse assunto. Tudo o que tinha para dizer eu disse aqui. Não sei se todos compreenderam minhas razões lendo este texto, mas peço, encarecidamente, pelo respeito ao meu silêncio de agora em diante.

Estou em um momento muito especial e sensível da minha vida e preciso de um pouco de paz, para receber meu filho com toda serenidade possível.

Obrigado pela atenção e espaço.
Wanessa Godoi Camargo Buaiz

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Projeto: VIVA MULHER


O projeto VIVA MULHER é um documentário com mulheres de várias cidades do Brasil sobre violência, principalmente a doméstica. Quero levar informações sobre direito, cidadania e formas de defesa para as mulheres, através de palestras e debates. O documentário de 60 minutos vai registrar tudo em um período de 6 meses. Lançaremos nas casas de apoio às mulheres, nos centros, nos abrigos, e onde nos for dada a oportunidade de mostrar o trabalho. Complementando o projeto, lançaremos um livro e disponibilizaremos cópias do documentário para cine-clubes e bibliotecas. Nossa intenção é alcançar pequenas cidades, onde o acesso a informação é precário. Estamos buscando parceria e patrocínio.

No Superior Tribunal de Justiça (STJ), a quantidade de processos sobre violência doméstica contra as mulheres é crescente – em 2006, foram 640; em 2011, já chega a 1.600, o que representa um aumento de 150%. Queremos falar com mulheres que não têm acesso as delegacias da mulher, aos centros e as casas de abrigo. Várias cidades não dispõem de órgãos e de nenhuma entidade de ajuda.

CONTATOS: 21 2256-6467 / 9968-8114
E-MAIL: zlcomunicacao8@gmail.com
Jô A. Ramos