FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES
WJDW

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Brasil: 65 grávidas morrem por cada grupo de 100 mil



De cada 100 mil parturientes, 65 morrem no Brasil em decorrência de problemas na gestação ou no parto. A questão é tão séria que a Organização das Nações Unidas transformou a redução da mortalidade materna numa das metas do milênio - um protocolo de compromissos acordado por vários países, inclusive o Brasil. A meta é, até 2015, reduzir em 75% o caso de mortes ocasionadas por fatores relacionados a gravidez. No entanto, no ritmo em que se encontra, o País não conseguirá cumprir a meta.

A meta é, até 2015, reduzir em 75% o caso de mortes relacionadas a fatores relacionados à gravidez.

A previsão faz parte de uma pesquisa coordenada pelos professores Rafael Lozano e Christopher Murray, do Instituto de Métrica e Avaliação da Saúde (IHME, na sigla em inglês) da Universidade de Washington, Seattle, nos Estados Unidos, e publicada na revista científica britânica The Lancet. Apesar dos avanços registrados na área de saúde materna, dos 137 países emergentes pesquisados, apenas nove fizeram progressos suficientes de forma a atingir a meta estipulada: China, Egito, Irã, Líbia, Maldivas, Mongólia, Peru, Síria e Tunísia.

Nos últimos onze anos, quando o mundo viu uma redução anual de 3,6% nesta estatística, no Brasil o ritmo foi de apenas 0,3%. "Embora o país tenha avançado na redução da mortalidade de mulheres por conta de complicações com o parto ou a gestação, o lento ritmo de melhora significa que o país chegaria com 25 anos de atraso às metas que deveria cumprir já em 2015", relataram os professores, na pesquisa.

Os pesquisadores fizeram estimativas para o ano de 2011 levando em conta fontes de dados relevantes que haviam ficado de fora de análises anteriores, como registros de nascimento e óbito, pesquisas nacionais, censos e levantamentos feitos pelas autoridades de saúde.

Segundo Haidong Wang, professor-assistente de Saúde Global do IHME e um dos autores do estudo, o combate à mortalidade materna teve bons resultados no Brasil entre 1990 e 2000. No período, a taxa caiu de 85,9 para 67 em cada 100 mil, uma redução anual de cerca de 2,5%. No entanto, esse avanço foi contido na década seguinte pela epidemia de gripe H1N1 e pela alta percentagem de mulheres que fazem partos cesarianos, nos quais há maior risco de complicações que podem levar à morte.

Mortalidade infantil

Mesmo com uma perspectiva negativa, a pesquisa informa que o número de mortes relacionadas ao parto nos paises emergentes caiu de 409 mil para 273 mil entre 1990 e 2011. As mortes de crianças com menos de cinco anos de idade diminuíram de 11,6 milhões para 7,2 milhões no mesmo período. A continuar neste ritmo, O objetivo de diminuir em dois terços a mortalidade entre crianças menores de cinco anos entre 1990 e 2015 seria alcançada por 31 nações emergentes. Neste aspecto da mortalidade infantil, o Brasil é apontado como uma "história de sucesso".

A pesquisa estimou em 1990 o Brasil tinha uma mortalidade infantil entre crianças menores de 5 anos de 53 para cada mil nascidas vivas. Dez anos depois a taxa havia caído para 31,5 e chegou neste ano a 20,9. Em números absolutos, isso significa que a mortalidade tirou a vida de 193 mil crianças em 1990 e deve tirar a de 63 mil neste ano. "Achamos que parte disso tem a ver com o esforço do governo de prover acesso universal à saúde. Foi depois da implementação deste princípio na Constituição de 1988 e na reforma de 1996 que registramos a taxa mais rápida de declínio nas mortes de crianças com menos de cinco anos", afirmou Wang.

90% das mortes poderiam ser evitadas

A mortalidade materna está diretamente relacionada ao fator socioeconômico da população e ao tipo de assistência de saúde oferecida. A população do norte-nordeste e também de algumas regiões do centro-oeste tem acesso menor à assistência de saúde, conseqüentemente um acesso menor ao pré-natal e uma assistência ao parto e puerperio não tão adequada.

Os especialistas dividem as causas em duas categorias principais: obstétrica direta, decorrente da própria gravidez, como eclampsia, aborto inseguro, complicações infecciosas ou hemorragias na gravidez ou após o parto; e as indiretas, ou seja, algum problema preexistente, como hipertensão ou uma doença cardíaca, que foi agravada e levou ao óbito. No Brasil, 77% dos casos de óbitos maternos são por causas diretas e cerca de 25% por indiretas. O restante não é possível determinar por notificação inadequada. O importante é destacar que cerca 90% dos óbitos de mulher em idade reprodutiva no Brasil são casos evitáveis. O aborto inseguro é o principal deles, independentemente da região.

Fonte:Tribuna do Norte-Natal

sábado, 22 de outubro de 2011

Wanessa Camargo publica carta em resposta às ofensas do comediante Rafinha Bastos



O comediante fez declarações de gosto questionável sobre Wanessa e seu bebê: "COMO ELA É O FILHO DELA", no programa CQC da rede Bandeirante de televisão. Grávida de sete meses, a filha mais velha do sertanejo Zezé Di Camargo manteve o silêncio até a tarde desta sexta (21), quando publicou em seu site uma carta em que desabafa sobre o assunto.


A MINHA VERDADE (por Wanessa Camargo)



Diante de um silêncio engasgado e em risco de sufoco, me coloco, aqui e agora, fora dessa condição.

Quero falar, não porque estão me cobrando essa palavra, não para dividir lados e opiniões e nem para ganhar defensores. Apenas quero tornar pública a minha verdade, já que se trata da minha vida e da vida do meu filho, que nascerá em poucas semanas, e também para defender a mim e a minha família de falsas acusações.

Mesmo sendo de conhecimento geral o começo de toda essa história, gostaria de voltar à ela.

Em uma segunda-feira, voltando de um trabalho para casa, alguém próximo me informou o que tinha acontecido. Chegando em casa, entrei na internet e vi o vídeo que mostrava o humorista Rafael Bastos falando sobre mim e, infelizmente, também do meu filho. Confesso que tive de rever umas três vezes para ter certeza do que estava vendo e ouvindo.

Não tive reação, só pensava em uma coisa: “Calma, ele vai ‘consertar´ a frase, dizer que se enganou, falou errado e pedir desculpas”. Mas isso, como todos sabem, não ocorreu dentro do programa naquela noite e nem mesmo naquela semana, seja na imprensa ou nas redes sociais.

No dia seguinte, toda mídia comentava o acontecido. Nos próximos dias, não havia uma pessoa que me encontrasse que não comentasse o assunto.

Confesso que o que era insuportável ficou pior ainda, pois, como se diz na linguagem comum: “vi e ouvi o nome do meu filho na roda” e a única pessoa capaz de estancar essa história, não o fez!

A cada dia que se somava de silêncio do outro lado, mais indignada e machucada me sentia. O assunto também indignou o público e eu não tenho nenhuma culpa disso. Já que a escolha de dizer o que queria em um programa ao vivo e em rede nacional, assistido por muitos, não foi minha.

Essa história foi tomando proporções maiores com cada atitude que o próprio humorista tinha. Aqui do meu lado, nada se ouviu sobre o assunto pois, inocentemente, ainda acreditava em alguma atitude de arrependimento.

A gota d’água, para mim, foi assistir a um vídeo produzido e postado pelo humorista onde ele, em uma churrascaria, ironiza toda essa história.

Em quase 11 anos como cantora já me senti e fui ofendida, já me julgaram de diversas maneiras, mas foi uma escolha minha quando resolvi seguir essa carreira e dar “a cara a bater”, porém, desta vez foi diferente. Rafael Bastos ofendeu, agrediu verbalmente, ironizou e polemizou com o meu filho.

E qual mãe no mundo não defenderia, até com sua própria vida, o seu filho?

Estou apenas desempenhando o maior papel que a vida me deu: ser mãe. Para defendê-lo, vi na Justiça de nosso democrático país, o melhor caminho. Por isso, entrei com um processo criminal de injúria que, segundo nossa Constituição e Código Penal, artigo 140 se aplica perfeitamente ao ocorrido, já que o crime de injúria consiste em ofender verbalmente a dignidade ou o decoro de alguém, ofendendo a moral, abatendo o ânimo da vítima.

Quando a notícia desse processo chegou ao conhecimento público, todos se apegaram a parte mais sensacionalista do caso, já que no artigo 140 a pena descrita para esse crime é de detenção de 1 a 6 meses. Esqueceram de dizer que a pena também se aplica com multa que pode ter um valor simbólico com doação de cestas básicas ou chegar a qualquer valor estipulado por um Juiz. E qual será o valor estipulado a ele se tivermos ganho de causa, não cabe a mim ou minha família decidirmos, isso cabe a Justiça.

Sinceramente, não estou interessada em dinheiro nenhum, muito menos que ele seja encarcerado em prisão alguma. Apenas desejo que esse processo faça o humorista repensar sua forma ofensiva de falar, disfarçada erroneamente em liberdade de expressão. Desejo a ele o arrependimento e que compreenda o ferimento que causou.

Gostaria de esclarecer, também, que eu e minha família não temos relação alguma com qualquer afastamento ou retorno envolvendo o humorista. Seria até pretensioso pensar que temos esse poder, já que a Band é uma empresa privada com seus donos, dirigentes e empregados e essa, sendo assim, se torna a única responsável por suas decisões. Qualquer notícia envolvendo esse poder fictício e covarde é falsa e mentirosa.

Muitas pessoas enviaram mensagens me pedindo para perdoar, mas só se perdoa quem pede desculpas e está arrependido. Eu não tive essa opção.

Essa é minha verdade e também a primeira e última vez que falarei publicamente sobre esse assunto. Tudo o que tinha para dizer eu disse aqui. Não sei se todos compreenderam minhas razões lendo este texto, mas peço, encarecidamente, pelo respeito ao meu silêncio de agora em diante.

Estou em um momento muito especial e sensível da minha vida e preciso de um pouco de paz, para receber meu filho com toda serenidade possível.

Obrigado pela atenção e espaço.
Wanessa Godoi Camargo Buaiz

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Projeto: VIVA MULHER


O projeto VIVA MULHER é um documentário com mulheres de várias cidades do Brasil sobre violência, principalmente a doméstica. Quero levar informações sobre direito, cidadania e formas de defesa para as mulheres, através de palestras e debates. O documentário de 60 minutos vai registrar tudo em um período de 6 meses. Lançaremos nas casas de apoio às mulheres, nos centros, nos abrigos, e onde nos for dada a oportunidade de mostrar o trabalho. Complementando o projeto, lançaremos um livro e disponibilizaremos cópias do documentário para cine-clubes e bibliotecas. Nossa intenção é alcançar pequenas cidades, onde o acesso a informação é precário. Estamos buscando parceria e patrocínio.

No Superior Tribunal de Justiça (STJ), a quantidade de processos sobre violência doméstica contra as mulheres é crescente – em 2006, foram 640; em 2011, já chega a 1.600, o que representa um aumento de 150%. Queremos falar com mulheres que não têm acesso as delegacias da mulher, aos centros e as casas de abrigo. Várias cidades não dispõem de órgãos e de nenhuma entidade de ajuda.

CONTATOS: 21 2256-6467 / 9968-8114
E-MAIL: zlcomunicacao8@gmail.com
Jô A. Ramos

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

HOJE-28/09- Dia Latinoamericano pela legalização do aborto na América Latina e Caribe.

Toda mulher tem o direito de ser mãe mas nenhuma deve ser obrigada a ser mãe, ser presa, punida ou humilhada por ter feito um aborto!.



A partir deste mesmo ano, multiplicam-se denúncias anônimas contra mulheres que recorrem ao aborto clandestino.O atendimento dos casos de aborto por profissionais de saúde – seja aborto legal ou sequelas por
abortamento inseguro – está regulamentado por Normas Técnicas do Ministério da Saúde elaboradas e aprovadas a partir do final de década de 1990. São protocolos clínicos direcionados a gestores/as de saúde com orientações fundamentais para garantir a qualidade e humanização deste atendimento.

No mundo

A estimativa mais recente mostra que, em 2003, 41.6 milhões de gravidezes no mundo terminaram em abortamento. Quase a metade (19.7 milhões) foi de abortamentos provocados e inseguros. Cerca de 97% desses abortos inseguros aconteceram nos países em desenvolvimento, que têm leis mais restritivas ou menor acesso a informação e planejamento familiar. Quatro de cada 10 mulheres que se submetem a abortos inseguros experimentam complicações que requerem tratamento. Muitas não recebem atenção médica. A estimativa é de que por ano, ocorrem no mundo 70 mil mortes maternas derivadas do aborto inseguro. Quase a totalidade desses óbitos está concentrada em países da África,Ásia, América Latina e Caribe.

Os dados estão no relatório do Instituto Guttmacher, Aborto a Nivel mundial: una década de progreso desigual, publicado em 2009 no endereço: http://www.guttmacher.org/pubs/Aborto-a-nivel-mundial.pdf

América Latina e Caribe


Nas sociedades em que a prática do aborto é criminalizada e cercada de tabus e ameaças, a obtenção de dados esbarra na falta de registros. Os governos não possuem informações precisas sobre o aborto realizado de forma insegura. Em 1992, o Instituto Guttmacher criou uma equação para fazer esta estimativa,baseada no número de internações de mulheres com sequelas de aborto, seja espontâneo ou provocado. Sobre este número aplica-se uma fórmula para descartar os casos de aborto espontâneo e incluir o que se estima serem os casos de aborto inseguro que não resultam em internação.A última estimativa informa que em 2003 foram realizados 3.9 milhões de abortos inseguros na América Latina e Caribe. É importante notar que houve uma queda de 2,5% comparando com o ano de 1995,quando a estimativa foi de quatro milhões de abortos inseguros na região.

Brasil

Entre 1992 e 1996 o Brasil também registrou esta tendência de queda na estimativa de abortos inseguros. Foram quatro anos em que a taxa passou de 43% dos nascimentos vivos – totalizando cerca de um milhão e meio de abortos inseguros em 1992 – para 31%em 1996. A partir daí a estimativa se estabilizou, e em 2005 a taxa estava em 30%, com cerca de um milhão de abortos inseguros no ano.
Esta taxa varia regionalmente, sendo maior nas regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste, e menor na Região Sul (estimativa elaborada por Ipas Brasil/IMS-UERJ, 2007 baseadas nas internações por aborto no SUS e na Taxa Bruta de Natalidade do IBGE).
Os estudos apontam como fatores para esta queda a ampliação da oferta e maior eficácia no uso de anticonceptivos modernos, e a diminuição do analfabetismo funcional de mulheres entre 15 e 49 anos. São fatores socioeconômicos que explicam as disparidades regionais, e que estão comprovados nos resultados da terceira Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde de 2006 (PNDS 2006/ CEBRAP–Ministério da Saúde).
Um dos indicadores sociodemográficos trabalhados pela PNDS 2006 é a Taxa de Fecundidade Total (TFT). A pesquisa mostra que esta taxa estava em 2,5 filhos por mulher em 1996 e chegou a 1,8 filhos por mulher em 2006, confirmando que a redução foi menos acentuada entre mulheres socioeconomicamente mais vulneráveis. Aponta também que no Brasil ainda há defasagem entre o tamanho desejado da prole e o número de filhos por mulher, sendo esta defasagem (para maior) mais acentuada entre as menos escolarizadas, as negras e as que residem no Norte e no Nordeste.

A pesquisa “Aborto e Saúde Pública no Brasil: 20 anos”, da UnB-UERJ, 2009, sintetiza dados sociodemográficos de pesquisas empíricas sobre aborto feitas ao longo dos últimos 20 anos. Este levantamento constata que 3.7 milhões de brasileiras já recorreram ao aborto e que mais de 70% tratam o procedimento como uma medida de planejamento reprodutivo empregado em último caso, quando os outros métodos falharam.
Outra pesquisa recente, por amostragem, entrevistou 2.002 mulheres entre 18 e 39 anos nas capitais e grandes cidades. A amostra excluiu o Brasil rural e as mulheres analfabetas. As entrevistas foram feitas nos domicílios, com metodologia de urna secreta: as entrevistadas recebiam uma cédula com cinco perguntas, sendo uma delas “você já fez aborto?”. O resultado permitiu afirmar que, em números
absolutos, mais de cinco milhões e 300 mil mulheres brasileiras em algum momento da vida fizeram um aborto (“Aborto no Brasil: uma pesquisa domiciliar com técnica de urna”, realizada pela UnB/ Instituto de Pesquisa Anis e financiada pelo Ministério da Saúde, 2010).
Pesquisa do Instituto do Coração da Universidade de São Paulo, baseada em dados do DATASUS,constatou que a curetagem pós-aborto foi a cirurgia mais realizada pelo SUS, com 3,1 milhões de Jornadas Brasileiras pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro
registros em um universo de 32 milhões de procedimentos realizados entre 1995 e 2007 (exclui cirurgias cardíacas, partos e pequenas intervenções que dispensam internação). O Ministério da Saúde avalia que essas curetagens são quase absolutamente decorrentes de abortos provocados. Esses e outros estudos recentes mostram que mulheres de todas as classes sociais vivem a necessidade
de recorrer a um aborto em situação de ilegalidade. O fato do aborto ser criminalizado acarreta danos psicológicos e dilemas de ordem moral. Mas não há evidência científica de que todas as mulheres que fizeram aborto tenham sequelas psíquicas. A Associação Psiquiátrica Americana não reconhece a síndrome pós-aborto como um diagnóstico. O que diferencia as mulheres neste confronto é o grau
de segurança com que atravessam o processo. Houve mudanças nos métodos a que se recorre para interromper a gravidez, sempre com riscos maiores para as mais desassistidas e despossuídas. Quando buscam os serviços de saúde com sequelas físicas, muitas se deparam com o descaso, o preconceito, a má qualidade do atendimento ou com a morte, na maior parte das vezes evitável.

A pesquisa Anis-UnB de 2010, por exemplo, estimou que 55% das brasileiras que se submeteram a um aborto foram internadas porque tiveram complicações. Este elevado nível de internação, às vezes tendo que permanecer no hospital por dias, atesta o grande impacto que o aborto provocado tem sobre a saúde pública brasileira.

Quem são as mulheres que abortam no Brasil?

A pesquisa da UnB-UERJ de 2009 mostra que a maior parte das mulheres que buscam o serviço público com sequelas de aborto inseguro é composta por mulheres pobres, com até oito anos de estudo,que vivem em união estável, católicas, trabalhadoras, com pelo menos um filho, que usam métodos anticonceptivos e jovens (entre 20 e 29 anos).

Já a pesquisa Anis-Unb de 2010 confirmou este perfil com mais detalhamento. Mostrou que 23% das mulheres com até o quarto ano do ensino fundamental fizeram aborto, contra 12% das que concluíram o ensino médio. Mostrou também que a proporção de mulheres que fizeram aborto cresce de acordo com a idade, indo de 6% (dos 18 aos 19 anos) a 22% (entre as de 35 a 39 anos). Confirmou ainda que a maioria dos abortos foi feita por católicas, seguidas de protestantes e evangélicas e, finalmente, por
mulheres de outras religiões ou sem religião.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Banco Mundial: Oportunidades iguais para mulheres aumenta a produção


(Folha de S.Paulo/Terra) Se as mulheres não fossem discriminadas no mercado de trabalho, a produtividade subiria até 25%. É o que revela estudo do Banco Mundial (Bird), que aponta que a igualdade de gênero não é por si só importante, mas também faz parte de uma política econômica inteligente.

Segundo o estudo, se homens e mulheres tivessem oportunidades iguais para obter um emprego, a produtividade em nível mundial poderia apresentar um crescimento entre 3% e 25%. Na América Latina, o aumento da produtividade poderia chegar a 16%.

"A mensagem principal é a de que a igualdade de gênero não só é importante por si mesma mas também faz parte de uma política econômica inteligente", diz Ana Revenga, uma das autoras da pesquisa divulgada em relatório do Banco Mundial sobre igualdade de gênero e desenvolvimento.

Com base em pesquisas realizadas por diversos pesquisadores autônomos e organismos internacionais nas últimas décadas, o documento intitulado Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial de 2012 indica que as mulheres continuam sendo as maiores responsáveis pelas atividades domésticas e ainda enfrentam discriminação em determinados nichos de trabalho vistos como "tipicamente masculinos". Assim, elas se tornaram maioria no mercado informal e são empregadas com maior frequência em atividades de menor remuneração.

"As mulheres são condicionadas a aceitar esses lugares que garantem menos direitos trabalhistas porque não conseguem entrar em outros mercados de trabalho, principalmente porque precisam compatibilizar as tarefas do lar com as tarefas produtivas", avalia Télia Negrão, coordenadora da Rede Nacional Feminista de Saúde.
Para ela, a principal forma de interromper o ciclo se dá por políticas públicas. O investimento do governo na construção de creches e escolas e na implementação de programas de planejamento familiar são algumas alternativas apontadas.

Desigualdade também se reproduz no meio rural

Igualmente, dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) apontam que a produção agrícola em países em desenvolvimento aumentaria até 4% se homens e mulheres tivessem o mesmo acesso a crédito e insumos.

Em 2002, segundo o relatório, as mulheres possuíam menos de 11% das propriedades de terra no Brasil.


Mudanças sociais acontecem mais rápido, mas não garantem igualdade

Apesar dos obstáculos, o relatório aponta avanços expressivos: nos últimos 30 anos, mais de 500 milhões de mulheres foram incorporadas ao mercado de trabalho.

"Um dos fenômenos mais notáveis é o aumento massivo da matrícula universitária através do mundo. Para os homens, ela foi multiplicada por quatro nas últimas duas décadas. Para as mulheres, foi multiplicado por sete", afirma Ana Revenga.

De acordo com o Banco Mundial, entre os principais motivos para esse rápido crescimento estão programas de transferência de renda, maior incentivo à educação e crescimento econômico continuado. "No caso do Brasil, há um destaque para o crescimento econômico em diferentes classes da sociedade", ressaltou Ana Revenga.

Mas o relatório do pelo Banco Mundial alerta também que políticas voltadas para o crescimento econômico e para o aumento da renda de um país, por si só, não reduzem as desigualdades de gênero. Dados indicam que as mulheres têm maior probabilidade de morrer, em relação aos homens, em países de baixa, média e alta renda.

Por fim, o documento destaca que, em muitos países, as mulheres têm menor participação ativa nas decisões e menos controle sobre os recursos da família, além de participarem menos da política formal e de serem sub-representadas em escalões superiores.

Fonte: Folha de São Paulo

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Mulher queimada e torturada pelo marido no Rio inicia tratamento. A violência contra as mulheres continua!!




Quatro dias após ser torturada, pelo ex-marido, Paula fez sua primeira consulta com um médico especialista em recuperação de queimados. Ciente de que o tratamento vai ser demorado, a jovem se mostra esperançosa em recuperar a boa aparência.O diretor do hospital do Andaraí se sensibilizou pelas agressões sofridas por Paula e ofereceu tratamento. Na sexta, a moça foi queimada com um ferro de passar pelo ex-marido.

A dona de casa Paula de Souza Nogueira Farias, de 22 anos, foi torturada por mais de quatro horas pelo ex-marido Neliton Carvalho da Silva, de 25, na presença do filho de um ano e meio, Nicolas, no apartamento 201 da Rua DW, no Pontal, Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste da cidade. Ela teve pernas, braços e rosto queimados com um ferro de passar roupas, durante a noite desta sexta-feira. Ele escreveu seu primeiro nome, em letras garrafais, nas costas da vítima, com uma faca sob alta temperatura. A vítima ainda levou socos e pontapés em várias partes do corpo.

"Pensei que ia morrer. Fui marcada com um gado e tratada como um animal. Ele falou que eu ia ficar bem feia para não ficar com mais ninguém na minha vida. Falou que se eu o entregasse à polícia ele mataria meus outros dois filhos, de 7 e 5 anos, que são de outro relacionamento. Se ele for liberado, não sei o que será da minha vida. Tenho medo que ele volte e mate todo mundo", disse ela na 16ª DP (Barra da Tijuca), onde o caso de tortura, ameaça e tentativa de homicídio foi registrado. O agressor alegou que o motivo seria ciúmes. Segundo Paula, o casal estava separado há um ano.

Paula contou que Neliton pediu para o ver o filho. "Fazia dois meses que ele realmente não via o menino. Como ele disse que me daria R$ 150 para as despesas, fui até a casa dele levar o garoto. Ele me recebeu bem, mas quando passei da porta começou o inferno. Ele me trancou dentro do apartamento e me acusou de ter relações com amigos dele. Aí ele me disse que ia apenas me torturar, mas não iria matar para eu lembrar sempre dele", disse ela. Com um ferro de passar roupas, o agressor queimou o rosto e as coxas da mulher, que ficaram em carne viva.

Fonte: O DIA

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Bancada feminina pede mais recursos para políticas destinadas às mulheres



(Agência Câmara) A bancada feminina no Congresso Nacional cobrou do governo federal mais recursos e empenho para a efetivação de políticas públicas que beneficiem as mulheres. Em reunião com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, deputadas federais, duas senadoras e uma deputada estadual apresentaram demandas orçamentárias e legislativas.

A coordenadora da bancada feminina, deputada Janete Pietá (PT-SP), explicou que a pauta de prioridades definidas pelas mulheres é diversificada e inclui ações para redução da mortalidade materno-infantil e da violência contra as mulheres. Também cobram as 6 mil creches prometidas pela então candidata Dilma Rousseff durante a campanha presidencial e reivindicam medidas de estímulo à inserção das mulheres no mercado de trabalho, com garantia de "trabalho decente".

"Em relação a recursos, a ministra Gleisi deixou bem clara a simpatia das questões femininas. Portanto, nós teremos uma aliada", disse a deputada.

As parlamentares mostraram à ministra um levantamento feito pela Articulação de Mulheres Brasileiras, que reúne representantes de 24 estados. O estudo mostra que as verbas destinadas para as secretarias nacionais de Direitos Humanos, de Políticas para as Mulheres e de Igualdade Racial sofreram redução no projeto do Plano Plurianual (PPA) para o período de 2012 a 2015.

Também foi pedido à ministra Gleisi Hoffmann que conversasse com a presidenta Dilma Rousseff sobre a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal, aberta recentemente com a aposentadoria da ex-ministra Ellen Gracie. "Queremos que ela indique uma mulher", explicou a deputada Benedita da Silva (PT-RJ).

Presidenta Dilma discursa em reunião da ONU em Nova Iorque

28 DE SETEMBRO- DIA DA LUTA PELA DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO


No dia 28 de Setembro de 2011, o Coletivo Vulva la Vida lança sua convocatória, no mesmo dia em que milhares de mulheres no Brasil estão numa sinergia pelo Dia de Luta pela Descriminalização do Aborto. É na inspiração dessa energia, dessa vontade de decidir sobre nossas vidas, que abrimos nossa segunda edição da Convocatória com o lançamento do documentário “Vulva la vida, vida lá vou eu”, fruto de toda provocação feminista gerada na primeira edição do Festival Vulva la Vida. O documentário resgata a experiência da primeira edição do Festival que aconteceu em Salvador (BA), entre 19 e 23 de janeiro de 2011 e abarcou shows, oficinas, e debates voltados para a construção de valores e práticas anti-sexistas e o fortalecimento da solidariedade feminista. O vídeo conta com falas de organizadoras e participantes do festival, que compartilham suas leituras sobre o evento, enfatizando desde o processo de construção do Vulva la Vida, até avaliações sobre a repercussão do mesmo, que de forma autônoma e idependente conseguiu atrair mulheres de diversos contextos, tanto da Bahia quanto de outros estados.

O Coletivo Vulva La Vida, chama mulheres/garotas interessadas em participar na construção autônoma e faça-você-mesma de uma festança contracultural feminista que será a segunda edição do Festival, marcado para Janeiro do ano que vem. A proposta do coletivo é agregar diversão à politica, baseando-se na cultura Riot Grrrl, resgatando o espirito rebelde para o feminismo. Estará aberta a convocatória, entre os dias 28 de setembro à 28 de outubro. Envie suas sugestões para o e-mail vulvalavida@gmail.com para: ministrar oficinas, facilitar discussões, socializar debates, criações, danças, artes, músicas, etc.

Serviço: Lançamento do “Vulva la vida, vida lá vou eu”
Local: Sala Alexandre Robatto – Biblioteca dos Barris (Salvador/BA)
Data: 28/09/2011 (quarta-feira) Horário: 19h
Mais informações: http://festivalvulvalavida.wordpress.com/

DILMA EM NY, SAÚDE DA MULHER COMO PRIORIDADE




(Correio Braziliense/Zero Hora/O Estado de S. Paulo/Folha de S.Paulo/G1/JB/Agência Brasil) Ao discursar pela primeira vez na viagem que faz esta semana a Nova York, a presidenta Dilma Rousseff reafirmou que a saúde da mulher é prioridade de seu governo. Na próxima quarta-feira, dia 21, Dilma se tornará a primeira mulher a fazer o discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas. Aproveitando o fato inédito, Dilma deve abrir seu pronunciamento falando da importância de uma maior participação política das mulheres.

“Tenho muito orgulho de ser a primeira mulher, uma mulher brasileira, a abrir a Assembleia Geral da ONU”, ressaltou em seu programa semanal de rádio Café com a Presidenta. O Brasil tradicionalmente inaugura a assembleia por ter sido o primeiro país a aderir ao organismo internacional, em 1945.

O centro do discurso da presidenta deve ser a crise econômica mundial, os problemas enfrentados pelos Estados Unidos e a Europa e o risco de contágio em economias emergentes. E Dilma Rousseff dirá também que passou da hora de o mundo reconhecer a existência do Estado palestino. "Ignorando o desconforto que o apoio explícito pode criar entre americanos e israelenses, a presidente pretende reforçar a posição de líder internacional que o Brasil busca", diz a reportagem do Estadão.

A agenda nos Estados Unidos inclui audiências com chefes de Estado estrangeiros, recebimento de prêmios e uma série de reuniões sobre segurança nuclear, participação das mulheres na política e aquecimento global. Na segunda-feira (dia 19), Dilma participa de reunião sobre a participação política das mulheres, a convite da ex-presidente do Chile Michelle Bachelet, que é diretora-executiva da ONU Mulheres. “O objetivo é reforçar a atenção internacional para a necessidade de incluir mulheres na política”, explica o porta-voz da Presidência, Rodrigo Baena.

Saúde da mulher é prioridade, reafirma Dilma

Ao discursar pela primeira vez na viagem que faz esta semana a Nova York, a presidenta disse na Reunião de Alto Nível sobre Doenças Crônicas não-Transmissíveis, promovida pela ONU, que a saúde da mulher é prioridade de seu governo. Dilma afirmou que está fortemente empenhada na redução de problemas que afetam as mulheres, como o câncer de mama e o de colo de útero, além da mortalidade infantil. "Estamos facilitando o acesso aos exames preventivos, melhorando a qualidade das mamografias e ampliando o tratamento para as vítimas de câncer", afirmou a presidenta.

Presidente tira 4 ministras de comitiva à ONU

Segundo apurou a reportagem do jornal Folha de S.Paulo, o Planalto "desconvidou" quatro ministras que iriam integrar a comitiva de Dilma Rousseff a Nova York. As ministras Maria do Rosário (Direitos Humanos), Luiza Bairros (Igualdade Racial), Iriny Lopes (Mulheres) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente) ouviram do ministro Gilberto de Carvalho a alegação de que já havia muitos ministros na comitiva. Restou apenas uma ministra: Helena Chagas (Comunicação Social).

Dilma é capa da 'Newsweek' americana

Com a chamada "Onde as mulheres estão vencendo", a presidenta Dilma Rousseff ganhou a capa da edição norte-americana da revista Newsweek. É a primeira vez que o Brasil consegue tal destaque: o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia sido capa da revista em setembro de 2009, mas apenas na edição internacional.

"Dilma, não Lula, é o político alfa do Brasil", diz editora da Newsweek
Em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, a editora-chefe da publicação, Tina Brown, fala sobre a presidenta: "É uma mulher fora do comum. Ela é resiliente e elegante sob pressão. Tem um dos empregos mais difíceis do mundo e uma das mais fortes histórias de vida. Sua transformação de jovem revolucionária em presidente é coisa de cinema. Depois de nove meses, ela imprimiu seu estilo sem exageros em um espaço que pertencia a Lula, seu antecessor enormemente popular. Dilma, não Lula, é hoje o político alfa do Brasil."

Fonte: Agência Patrícia Galvão

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

ENTREVISTA COM AS JORNALISTAS JÔ RAMOS E ANA ARRUDA CALLADO SOBRE O DOCUMENTÁRIO "MULHERES BENDITAS"

O PROJETO "MULHERES BENDITAS" FAZ PARTE DE UMA SÉRIE DE DOCUMENTÁRIOS QUE SERÃO REALIZADOS COM MULHERES DE TODO PAÍS. ESTE É O PRIMEIRO DELES. A IDEALIZADORA DO PROJETO É A JORNALISTA E PRODUTORA JÔ RAMOS. ESTE PROJETO FOI APROVADO PELO MINC-MINISTÉRIO DA CULTURA-LEI ROUNET. ESTAMOS EM FASE DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS. A ENTREVISTA FOI PUBLICADA PELA REVISTA DE HISTÓRIA DA BIBLIOTECA NACIONAL/SETEMBRO DE 2011.

Drauzio Varella fala sobre respeito aos ateus e sobre o aborto

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Parto anônimo: é preciso debater a política de planejamento familiar e o direito ao aborto


(Folha de S.Paulo) Projeto que dá direito à mãe de doar recém-nascido sem se identificar deve ser reapresentado na Câmara. A proposta do Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFAM) é polêmica e foi arquivada em maio depois de tramitar três anos pela Câmara. O Comitê de Direitos das Crianças da ONU considera violação ao direito de a criança conhecer sua origem.

França, Itália, Alemanha e Bélgica adotam a prática que permite que a gestante faça o pré-natal, dê à luz e entregue o bebê para adoção no hospital sem se identificar.

Telia Negrão, secretária executiva da Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, é contra o projeto . "Coloca as mulheres e adolescentes na invisibilidade, não aponta para as alternativas de prevenção da gravidez indesejada ou de interrupção da gravidez", diz.

Direito ao aborto e planejamento familiar fazem parte da discussão
Para a antropóloga Debora Diniz, professora da UnB (Universidade de Brasília) e pesquisadora da Anis - Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero, há uma fronteira entre o abandono e o infanticídio.

"Há um ritual que se repete para o abandono: elas enrolam os bebês em um lençol e planejam um local que as proteja na fuga, mas que permita a rápida descoberta do bebê deixado para trás. Essas mulheres não querem matar seus filhos recém-nascidos. São mulheres que vivenciam o desespero da maternidade involuntária."

"A indignação do público diante do bebê abandonado ignora o sofrimento das mulheres que são obrigadas a se manter grávidas contra a sua vontade. Discutir seriamente essa questão é também revisar a política de planejamento familiar em um de seus temas mais delicados, o direito ao aborto."

Fonte:Ag6encia Patrícia Galvão

STJ decide que basta o B.O. para processar por violência doméstica


(Última Instância/Consultor Jurídico) A 6ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) manteve a decisão de que um homem acusado de violência contra a irmã deve responder a processo penal mesmo sem representação formal da vítima (pedido para que o crime seja investigado). Para o STJ, o registro de ocorrência perante autoridade policial é suficiente para demonstrar a vontade da vítima de violência doméstica em dar seguimento à ação penal contra o agressor, conforme dispõe a Lei Maria da Penha.

A ministra Maria Thereza de Assis Moura, relatora do processo, destaca que “não são exigidos requisitos específicos para sua validade, mas apenas a clara manifestação de vontade da vítima de que deseja ver apurado o fato contra ela praticado".

O agressor argumentou que a lavratura de boletim de ocorrência não basta para configurar a inequívoca vontade de representação da vítima. Ele lembrou que a própria Lei Maria da Penha faria tal exigência.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Dia Internacional da Mulher Indígena



Em memória à guerreira aymara Bartolina Sisa, morta em 1792, quando esteve à frente das tropas contra a opressão dos conquistadores europeus, se comemora em 5 de setembro, o Dia Internacional da Mulher Indígena. No marco desta data, organizações e governos latinos realizarão atividades de diversos matizes, como atos de reforço para a luta das indígenas, reconhecimento de seus aportes culturais, assim como apresentações de planos estratégicos ao segmento.

O Instituto Nacional da Mulher (Inamulher), vinculado ao governo federal da Venezuela, realiza desde esta segunda-feira (5) até quarta (7) o Encontro Nacional de Mulheres Indígenas, com o tema Protagonistas ancestrais da Revolução. De acordo com a organização, participarão mais de 60 mulheres representantes dos estados do Amazonas, Monagas, Zulia, Delta, Apure e Bolívar.

As atividades buscam valorizar as lutas das mulheres indígenas venezuelanas, especialmente, para dar conhecimento para as novas gerações. Durante os dias do encontro, os participantes debaterão sobre temas recorrentes na realidade destas mulheres. Por exemplo, as formas de violência contra as indígenas, a participação, assim como a questão da saúde das mulheres indígenas.

No Chile, serão muitas as atividades desenvolvidas por diferentes organismos. O Conselho Nacional Aymara de Mallkus y T’allas, em parceria com a Associação Regional de Mulheres Indígenas Aymaras Bartolina Sisa, realizam desde a última quinta-feira (1º) ações na região de Tarapacá. Serão realizadas atividades recreativas, artísticas e esportivas. De acordo com a organização, é uma forma de reconhecer a contribuição gerada pelas indígenas à preservação da cultura.

A Comissão Mulher, organismo da Mesa Regional Indígena de Santiago do Chile, por sua vez, organiza o Seminário Internacional Mulheres Indígenas: sua contribuição e liderança nos distintos processos sociais, que acontecerá no auditório do Instituto Profissional Santo Tomas, no dia 9 de setembro. O objetivo é, além de comemorar a data, revelar as contribuições da mulher indígena nos âmbitos cultural, social e político.

O Dia da Mulher Indígena no Chile servirá também para coletar assinaturas para solicitar o perdão presidencial para a pastora Gabriela Blas. A indígena foi condenada pelo abandono de seu filho, resultando em sua morte. Mesmo que a questão gere posições divergentes entre o movimento de mulheres, algumas acreditam que a acusação está baseada em um olhar racista e de marginalização.

Já no estado de Oaxaca, México, o Dia será marcado pela apresentação do Programa Estratégico para as mulheres indígenas pelo Instituto da Mulher Oaxaquenha (IMO). O Instituto destaca a grande concentração de grupos indígenas no estado, onde se localizam 16 dos 64 grupos do país, alcançando 1.292.667 pessoas em Oaxaca.

Com a compreensão de que é necessário avançar no melhoramento das condições de vida das mulheres originárias, o IMO propõe políticas públicas construídas desde a visão das culturas indígenas. De acordo com a Pesquisa de Saúde e Direitos das Mulheres Indígenas, de 2008, Oaxaca é o segundo estado com maiores taxas de pobreza, analfabetismo, mortalidade materno-infantil e violência familiar.

Fonte: Adital

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

CENTROS DE ASSISTÊNCIA JURÍDICA / PROCURADORIA DE ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA-ATENDIMENTO PSICOLÓGICO-SERVIÇOS DE SAÚDE PARA MULHER-RJ


Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro
Núcleo Especializado no Atendimento à Mulher Vítima de Violência
Centro - Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 2299-2272

Casas-Abrigo

Casa Viva Mulher
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 2391-1635 / 2470-3601, 24 horas

Serviços de Saúde

Hospital Maternidade Alexander FlemingMarechal Hermes - Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 3359-7401

Hospital Maternidade Carmela DutraLins e Vasconcelos - Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 2531-3195

Instituto Municipal da Mulher Fernando MagalhãesSão Cristóvão - Rio de Janeiro/RJ
Tel: (21) 2580-8343, ramal 231

Unidade Integrada de Saúde Herculano PinheiroMadureira - Rio de Janeiro/RJ
Tel: (21) 3390-0180

Maternidade Leila DinizCuricica - Rio de Janeiro/RJ
Tel: (21) 2445-2264

Hospital Maternidade Oswaldo NazarethCentro - Rio de Janeiro/RJ
Tel: (21) 2221-6876

Hospital Estadual Pedro IISanta Cruz - Rio de Janeiro/RJ
Tel: (21) 3395-0123

Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse)
Centro de Atendimento à Mulher Vítima de Violência sexual
Posse, Nova Iguaçu/RJ
Tel.: (21) 3779-9900, 24 horas

Hospital Universitário Antônio Pedro – Programa SOS Mulher
Centro – Niterói/RJ
Tel.: (21) 2629-9250 / 2629-9000, 24 horas


Atendimento psicológico


Divisão de Psicologia Aplicada do Instituto de Psicologia – UFRJUrca - Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 2295-3208, ramal 146

Centro de Especialização em Psicanálise Universidade Santa Úrsula – CEPCOPRio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 2551-5542, ramais 139 ou 248

Núcleo de Atenção à Violência do Instituto de Psiquiatria – UFRJUrca - Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 2275-1166, ramal 244

NÚCLEOS INTEGRADOS DE ATENÇÃO À MULHER – NIAMs-RJ


NIAM Barra MansaBarra Mansa/RJ
Tel: (24) 3322-8436, de 2ª a 6ª, das 8h às 17h

NIAM Nova FriburgoCentro – Nova Friburgo/RJ
Tel.: (24) 2522-5278 e 2523-8000, ramal 343, 2ª, 4ª e 5ª, das 13h às 18h, 3ª e 6ª, das 9h às 18h

NIAM Nova IguaçuCentro – Nova Iguaçu/RJ
Tel.: (21) 2667-1278, de 2ª a 6ª, das 9h às 17h

NIAM PetrópolisPetrópolis/RJ
Tel.: (24) 2246-8744 e 2246-8745, de 2ª a 6ª, das 8h às 17h

NIAM QuissamãCentro – Quissamã/RJ
Tel.: (24) 2768-1021, ramal 2059, de 2ª a 6ª, das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h

NIAM ResendeJardim Jalisco – Resende/RJ
Tel.: (24) 3355-3222 ramal 2216, de 2ª a 6ª, das 8h às 12h e das 13h às 17h

NIAM Três RiosCentro – Três Rios/RJ
Tel.: (24) 2252-0662 (Prefeitura), das 8h às 12h e das 13h às 17h

NIAM Campo de Goytacazes
Centro - Campos dos Goytacazes/RJ
Tel.: (24) 2735-3925, de 2ª a 6ª, das 13h às 17h30

ONGS QUE ATENDEM À MULHER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO


ONG

Disque DenúnciaRio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 2253-1177

Disque DenúnciaItaperuna/RJ
Tel.: (22) 3822-1177

Advocaci – Advocacia Cidadã pelos Direitos HumanosCentro – Rio de Janeiro/RJ
Tels.: (21) 2507-6789 / 2531-7800

Associação de Mulheres Beth Lobo- Cidadania e Justiça
Volta Redonda/RJ
Tel.: (24) 9974-2358
m.conceicaosantos@ig.com.brEste endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. .

CriolaCentro – Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 2518-6194 / 2518-7964, de 2ª a 6ª, das 10h às 19h
www.criola.org.br

Casa da Mulher Bertha LutzRetiro – Volta Redonda/RJTel.: (24) 346-2012, ramal 268, ou (24) 347-1666, ramal 140
Instituto NOOSBotafogo - Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 2579-2357
noos@ax.ibase.org.brEste endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

Movimento de Mulheres em São Gonçalo
Centro - São Gonçalo/RJ
Tel: (21) 2606-5003 / 8162-4071, de 2ª a 6ª das 9h às 17h
mulheresmmsg@ig.com.brEste endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.
www.movimentomulheressg.com.br


Ser Mulher
Nova Friburgo – Rio de Janeiro/RJ
Tels.: (24) 2523-5282 / 2558-4170

CAMTRA – Casa da Mulher Trabalhadora
Centro – Rio de Janeiro/RJ
Tel.: 0800 285-0808, de 2ª a 6ª, das 9h às 18h
camtra@camtra.org.brEste endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.
www.camtra.org.br


Disque-Mulher Baixada
Tel.: (21) 3751-5825, de 2ª a 6ª, das 9h às 17h (almoço das 13h às 14h) CDV Duque de Caxias
Centro – Caxias – Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 3771-3993

OUTROS SERVIÇOS

CEDIM – Conselho Estadual do Direito da MulherCentro - Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 2299-1999 / 2263-0004

CIAM – Centro Integrado de Atendimento à MulherCentro - Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 2299-2122, de 2ª a 6ª, das 9h às 16h

Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal do Rio de Janeiro
Cinelândia – Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 3814-2121, ramal 2449, e 3814-2449

Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 2588-1127 / 2588-1000

Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 2588-1309 / 2588-11308

CEOM – Centro Especial de Orientação à MulherSão Gonçalo/RJ
Tel.: (21) 2628-8228 / 6607-4355

NUDEM – Núcleo Especializado no Atendimento à Mulher Vítima de ViolênciaCentro - Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 2240-3377, ramais 132 ou 134

VEJA AQUI O ENDERÊÇO DE TODAS AS DEAM-DELEGACIAS ESPECIALIZADAS NO ATENDIMENTO À MULHER NO RJ


RIO DE JANEIRO

Nome da entidade: Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) - São Gonçalo
Endereço: Rua Doutor Porciúncula, nº 395 - Bairro: Venda da Cruz; Ponto de Referência: Antigo 3º Batalhão de Infantaria
Cep: 24411-000
Município: São Gonçalo
Telefone: (21)3707-1800 Fax:
E-mail: waleskasantos@pcivil.rj.gov.br
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Nome da entidade: Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) - Jacarepaguá
Endereço: Rua Henriqueta, nº 197 - Bairro: Tanque
Cep: 22735-130
Município: Rio de Janeiro
Telefone: (21)2332-2578 Fax: (21)2332-2580

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Nome da entidade: Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) - Nova Iguaçu
Endereço: Rua Joaquim Sepa, nº 180 - Bairro: Marco II - Referência: Próximo a Universidade de Nova Iguaçu.
Cep: 26261-100
Município: Nova Iguaçu
Telefone: (21)3779-9555 Fax:


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Nome da entidade: Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) - Volta Redonda
Endereço: Avenida Lucas Evangelista, n°667 – Bairro: Aterrado
Cep: 27295-450
Município: Volta Redonda
Telefone: (24)3339-2279 Fax:

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Nome da entidade: Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) - Centro - Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde do Rio Branco, nº 12 - Bairro: Centro - Referência: Perto da Praça Tiradentes
Cep: 20060-080
Município: Rio de Janeiro
Telefone: (21)2332-9994 Fax:
E-mail: csrosa@pcivil.rj.gov.br
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Nome da entidade: Delegacia Especializada de atendimento à Mulher (DEAM) - São João de Meriti
Endereço: Avenida Jacy Alves das Santos, s/nº - Bairro: Engenheiro Belfort
Cep: 25520-000
Município: São João de Meriti
Telefone: (21)2655-5238 Fax:
E-mail: spmurats@pcivil.rj.gov.br

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Nome da entidade: Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher - Nova Iguaçu
Endereço: Rua Joaquim Sepa , nº 180 - Bairro: Marco 2 - Referência : Proxímo a Universidade de Nova Iguaçu
Cep: 26261-100
Município: Nova Iguaçu
Telefone: (21)3779-9555 Fax:


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Nome da entidade: Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) - Belford Roxo
Endereço: Alameda Retiro da Imprensa, nº 800 - Bairro: Piam
Cep: 26112-180
Município: Belford Roxo
Telefone: (21)3771-1135 Fax:
E-mail: alriamiranda@pcivil.rj.gov

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Nome da entidade: Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) - Duque de Caxias
Endereço: Rua Brigadeiro Lima e Silva, nº 1204 - Bairro: Jardim 25 de Agosto - Referência: Em frente à Unimed
Cep: 25071-180
Município: Duque de Caxias
Telefone: (21)2771-3434 Fax:
E-mail: marcianoeli@pcivil.rj.gov.br
--------------------------------------------------------------------------------

Nome da entidade: Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) - Niterói
Endereço: Ernani do Amaral Peixoto, nº 577 – Bairro: Centro – 3ª Andar - Referência: Próximo ao Fórum
Cep: 00000-000
Município: Niterói
Telefone: (21)2717-0558 Fax:
E-mail: sbraga@pcivil.rj.gov.br
--------------------------------------------------------------------------------

Nome da entidade: Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) - Campo Grande - Rio de Janeiro.
Endereço: Avenida Cesário de Melo, nº 4138 - Referência: Próximo ao Cemitério de Campo Grande
Cep: 23050-160
Município: Rio de Janeiro
Telefone: (21)2332-7537 Fax:

domingo, 28 de agosto de 2011

FENAJ e ONU MULHERES pedem mais visibilidade das Mulheres na mídia.


A militante dos movimentos negro, de mulheres e LGBT, Neusa das Dores Pereira,e da Ong Coisa de Mulher, não acredita que a escola seja capaz de transformar a cultura do preconceito arraigada na sociedade. A afirmação se deu no curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas promovido pela ONU Mulheres em parceria com a Fenaj.
A ativista provoca os profissionais de comunicação presentes a se co-responsabilizarem pela mudança de olhar para segmentos tradicionalmente excluídos da sociedade – alguns acumulando preconceitos, como mulheres-negras-pobres-lésbicas.

“A revolução não vai acontecer na escola, mas a partir da mídia”





Facilitadora do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas: Cleidiana Ramos.

Cleidiana Ramos é jornalista e mestra em Estudos Étnicos e Africanos pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH) da UFBA. Atualmente, trabalha como repórter especial do jornal A Tarde, sediado em Salvador, Bahia, onde realiza cobertura especializada em temas ligados a identidade negra, cultura afro-brasileira e religiosidade.

É blogger do Mundo Afro, blog especializado em temas relacionados a identidade negra, cultura afro-brasileira e religiosidade, hospedado no Portal A Tarde Online do Grupo A Tarde. No ano passado coordenou a equipe vencedora do Prêmio Banco do Nordeste 2010, nas categorias Mídia Impressa Regional e Mídia Impressa Nacional, com o especial Produtores de Owó, que abordou a participação dos afrodescendentes na economia de Salvador.


Fiquei muito feliz em participar do Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas que teve como objetivo preparar jornalistas, profissionais da imprensa e estudantes de Jornalismo para a abordagem das temáticas de gênero, raça e etnia no trabalho jornalístico, além
de contribuir com a educação continuada de jornalistas profissionais para que, de posse de uma atitude crítica-reflexiva, ética e humanizadora, produzam notícias qualificadas, com profundidade jornalística e com recorte de gênero, raça e etnia.

O Guia para Jornalistas foi o ponto alto do encontro e pertence à agenda de trabalho articulada entre a FENAJ e a ONU MULHERES - Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (antes Unifem).

Com uma equipe qualificada e detentora de vivência em redação e nas questões de gênero e raça, o Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas foi totalmente elaborado a partir da realidade profissional dos/as jornalistas brasileiros/as e do conhecimento das situações de mulheres e da população negra. O enfoque étnico do curso é construído com base nos referenciais da temática indígena, a fim de conciliar a articulação entre os principais grupos vulneráveis no acesso a direitos no país.

Além das consultoras Angélica Basthi (responsável pela metodologia do curso e a organização do plano pedagógico) e Cleidiana Ramos (facilitadora do curso), a jornalista Valdice Gomes (presidenta do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas) e o jornalista José Nunes (presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul) formam a coordenação nacional do projeto pela FENAJ, com domínio integral da tecnologia social criada para o Curso de Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas.

O Guia toca na ferida da mídia que se recusa a adoção de uma perspectiva de gênero, raça e etnia, limitando a veiculação da opinião das mulheres em geral e invisibilizando a participação das mulheres negras e indígenas em todas as esferas da sociedade.

Essa agenda de cooperação tem o propósito de criar ferramentas para a promoção de uma mídia plural, inclusiva e isenta de discriminações e estereótipos de gênero, raça e etnia. Precisamos incentivar a igualdade de gênero e o atendimento das demandas das mulheres por meio da mídia.

JÔ A. RAMOS

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Blogueiras Feministas pela legalização do aborto.


No último dia 18, aproveitando a presença de um monte de gente e o sentimento de entusiasmo da Marcha das Margaridas, houve uma plenária em Brasília da Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. A iniciativa reúne diversas entidades, como a Marcha Mundial de Mulheres, a CUT, a UNE, a Articulação de Mulheres Brasileiras, PSOL, etc. E agora, as Blogueiras Feministas fazem parte dessa lista: fizemos nossa adesão oficial à Frente. Digo oficial, porque a gente já vem fazendo e difundindo esse debate na lista de emails, no blog, nas redes sociais, etc.

Durante a reunião, foi divulgado o estudo “Advocacy para o acesso ao aborto legal e seguro: semelhanças no impacto da ilegalidade na saúde das mulheres e nos serviços de saúde em Pernambuco, Bahia, Paraíba, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro”. O trabalho foi desenvolvido pelo Ipas Brasil e pelo Grupo Curumim, em parceria com organizações do estados estudados. E traz dados para entendermos que a criminalização do aborto não é apenas uma forma de criminalizar as mulheres, retirando o direito da mulher ao próprio corpo. É uma forma de criminalizar as mulheres negras e pobres.

O aborto clandestino é um problema principalmente para as mulheres pobres, que têm menos acesso a clínicas e a bons profissionais. Além de ser realizado em condições inseguras, os maus-tratos no atendimento nos serviços de saúde e mesmo o medo de procurá-los torna ainda mais graves as conseqüências de abortamentos, aumentando os riscos de morbidade feminina, da esterilidade e de mortalidade materna.

“O resultado da proibição legal ao aborto é desastroso, pois condena contingentes de mulheres a optar por métodos inseguros para sua realização em condições adversas que representam riscos para a saúde e podem levar a seqüelas físicas e psicológicas”, argumenta o estudo. Dentro disso, os maiores riscos são para as “mulheres pobres, negras, jovens, com baixa escolaridade e com pouco acesso a serviços de saúde de qualidade, tornando-o uma questão de justiça social no Brasil”, continua o texto.

Um exemplo disso vem da Bahia. “Em Salvador, município com 82% de população feminina negra, o abortamento inseguro foi a principal causa de mortalidade materna durante toda a década de 1990, diferentemente das demais capitais brasileiras, cuja primeira causa eram as hipertensões”. No Mato Grosso do Sul, a pesquisa mostrou que a “escassez de ações do Estado e a falta de informações em linguagem acessível para a população indígena sobre questões relacionadas à gestação, contracepção, mortalidade materna e abortamento, possivelmente, coloca as mulheres indígenas no grupo de maior vulnerabilidade em matéria de acesso a políticas de saúde reprodutiva”.

Veja a íntegra da Plataforma da Frente

[+] Texto – Com legalização distante, Frente pró-aborto quer conter retrocessos
Barbara Lopes

Apenas 7 cidades têm delegacia da mulher no Ceará



A prioridade dos movimentos de mulheres em Crateús é a implantação de uma Delegacia da Mulher

Crateús. A Lei existe. A necessidade é urgente. A Prefeitura deste Município já doou o terreno para a construção de uma Delegacia da Mulher. Esse foi o centro dos debates na III Conferência Municipal de Políticas Para as Mulheres de Crateús, realizada ontem, no Centro de Treinamento, que reuniu cerca de 300 mulheres em torno de temas como autonomia, igualdade de direitos e principalmente violência doméstica. A prioridade dos movimentos de mulheres no Município é a implantação de uma Delegacia da Mulher. "Necessitamos urgente de uma Delegacia deste tipo em Crateús. Aqui já foi tranquilo, mas os casos de violência têm aumentado significativamente e insistiremos com uma Delegacia aqui, é urgente", defende a presidente do Conselho dos Direitos da Mulher em Crateús, Luzia Soares.

Fortaleza e o Cariri são as regiões que mais registram casos de violência contra a mulher. Mas a questão tem se expandido e mesmo os Inhamuns, não sendo uma das regiões mais violentas do Ceará nesse aspecto, os dados do Conselho dos Direitos da Mulher revelam que os números têm crescido nos últimos anos. Em 2009, não houve nenhum registro de violência. Já em 2010 só o Conselho registrou 21 casos de violência doméstica contra a mulher e as expectativas é que neste ano o número seja bem mais elevado. De acordo com a lei, os Municípios com mais de 60 mil habitantes devem ter Delegacia especializada para as mulheres. O Ceará conta com sete delegacias de defesa da mulher. Além de Fortaleza, Juazeiro do Norte, Crato, Iguatu, Sobral, Maracanaú e Caucaia. O número é insuficiente, pois existem cidades com esse perfil, ou seja, que atingiram essa população e ainda não têm delegacia especializada, como é o caso de Crateús. As ameaças e a violência doméstica são os registros mais comuns dos Boletins de Ocorrência (BOs).

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Ceará (SSP), outras Delegacias serão implantadas no Estado. "Existe um projeto em andamento para a implantação de Delegacias da Mulher em outros Municípios do Interior do Estado. Já foram autorizadas a construção das especializadas em Quixadá e Pacatuba, além de mais uma sede em Fortaleza", informa a Assessoria de Imprensa da SSP-CE.

Medo

Algumas mulheres, quando se encontram em situação de violência, assumem um papel de discrição para resguardar o lar sem deixar transparecer a violação de que são vítimas, escondendo esta prática criminosa da sociedade e das autoridades. Ainda pesa em suas mentes o medo de desagradar o agressor e desencadear um processo a ponto de chegar a resultados piores. O medo pode favorecer o agressor, porque a mulher deixa de apresentar denúncia. "Por isso, as estatísticas fogem à realidade, o que torna difícil qualquer tentativa de quantificação, pois uma parte dos acontecimentos não aparece, podendo permanecer na impunidade. Esses números são só os do Conselho, junte a eles os casos registrados todos os dias nos plantões policiais e os que nem chegam a ser registrados, pois as mulheres, na maioria das vezes, nem denunciam, ficam caladas por medo, falta de esclarecimento, vergonha e outros motivos", alerta a presidente.

Com a lei Maria da Penha, foram criados mais mecanismos de proteção à mulher, os avanços são significativos, e uma das maiores novidades foi a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a mulher. Antes da Lei Maria da Penha, a coragem de demonstrar o problema se deparava com a ineficácia da pena a que o agressor estava sujeito, uma vez que em certas ocasiões apenas algumas cestas básicas eram suficientes para punição. Segundo a lei, são formas de violência doméstica e familiar contra a mulher as que acontecem dentro da unidade doméstica, nas relações interpessoais, incluindo as homoafetivas, em que o agressor conviva ou tenha convivido com a mulher no mesmo domicílio, compreendendo violência sexual, psicológica, moral. Edna Rodrigues, do Núcleo local da União Brasileira de Mulheres (UBM), participou do evento e enumerou a violência dirigida à mulher como uma das questões mais gritantes em Crateús. "É o nosso sonho a instalação de uma Delegacia em Crateús porque a necessidade aqui é muito grande, muitas sofrem caladas e uma Delegacia seria um local apto para acolher, atender e promover mais respeito a essas mulheres que sofrem tanto no seu dia a dia". Para a secretária de Assistência social, Luciene Rolim, "os casos crescem de forma rápida e a mulher precisa desse equipamento para a defesa dos seus direitos".

MAIS INFORMAÇÕES
Conselho dos Direitos da Mulher de Crateús
Rua Carlos Rolim, 255 - Centro
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Silvania Claudino
Repórter
Fonte: Diário do Nordeste

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Luiza Maia Deputada Estadual- Contra o Machismo-Assinem Mulheres!!!


Luiza Maia Deputada Estadual Petições

É MUITO IMPORTANTE PARTICIPAR CONTRA O MACHISMO DAS LETRAS ABUSIVAS DE ALGUMAS MÚSICAS QUE NOS OFENDEM E HUMILHAM. ASSINEM A PETIÇÃO!!!
É SÓ CLICAR NO NOME DA DEPUTADA E ABRIR A PETIÇÃO.

Deputada é contra música OFENSIVA à mulher

terça-feira, 23 de agosto de 2011

MULHERES NEGRAS SÃO AS MAIS PREJUDICADAS PELA ILEGALIDADE DO ABORTO


(Agência Senado) A Subcomissão Permanente em Defesa da Mulher do Senado convidou participantes dos movimentos de mulheres para debater temas e projetos referentes aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. Foram apresentadas diversas críticas a projetos de lei em tramitação no Congresso apontados como contrários aos interesses femininos - em especial à prática do aborto e a questão da violência contra a mulher.

A representante da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), Silvia Camurça, protestou contra os projetos de lei em tramitação no Congresso que são contrários aos interesses das mulheres, como as mudanças na Lei Maria da Penha, que poderiam levar a um retrocesso em sua aplicação, e a questão do aborto.

"A lista de propostas rejeitadas pela AMB inclui a tipificação do aborto como ato de tortura e seu enquadramento como crime hediondo; a proibição de aborto mesmo em caso de risco de vida para mãe ou de estupro, práticas hoje legalizadas; a criação da "bolsa estupro", uma ajuda financeira às mulheres estupradas que decidirem manter a gravidez; e até a derrubada de norma do Ministério da Saúde com orientações sobre atendimento a vítimas de violência sexual e prevenção à gravidez indesejada."

"As mulheres pobres - e particularmente aquelas que são negras - estão entre as principais prejudicadas pela ilegalidade do aborto no país. Essa foi uma das avaliações apresentadas na audiência pública. "Quem tem poder econômico paga, e muito bem, pelo aborto em clínicas clandestinas. São as mulheres pobres que morrem devido ao aborto mal feito", declarou Rosane Silva, representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT)."

Opinião semelhante foi exposta por Sônia Coelho, integrante da Marcha Mundial das Mulheres: "as mulheres que têm dinheiro podem decidir sobre a sua vida, podem decidir se querem ter filhos ou não, em contraste com o que acontece com as mulheres pobres e negras".

Pesquisa
As críticas à ilegalidade do aborto foram embasadas por Paula Viana, que participou do estudo Advocacy para o Acesso ao Aborto Legal e Seguro: Semelhanças no Impacto da Ilegalidade na Saúde das Mulheres e nos Serviços de Saúde em Pernambuco, Bahia, Paraíba, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro, elaborado pelo Ipas Brasil e pelo Grupo Curumim.

O estudo ressalta que "depoimentos de mulheres que procuram os hospitais em situação de abortamento revelam grande frequência de atendimento desumano, longas esperas em jejum e em processo de sangramento, curetagens feitas sem anestesia, atitudes de recriminação e culpabilização das clientes que se submeteram à indução do aborto".

Uma das principais recomendações da pesquisa foi a aprovação, pelo Congresso, de projetos de lei que descriminalizem o aborto e permitam a sua realização por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

FONTE: Ag6encia Patrícia G.