FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES
WJDW

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

"WOMEN, LIVE" - DOCUMENTARY-NEED SPONSORSHIP



Our project "WOMEN,LIVE" is a documentary about brasilian women in several cities in Brazil on violence, especially domestic. I want to take information on law, citizenship and forms of defense for women, with lectures and discussions. The 60 minute documentary will record everything in a period of 3 months.

We will launch the houses to support women in centers, shelters, and where we are given the opportunity to show work. Complementing the project will launch a book and make available copies of documentary cinema clubs and libraries. Our intention is to reach small towns, where access to information is more precarious.

We are looking sponsorship and partnership.
Information: zlcomunicacao8@gmail.com
Phone: 55 21 9968-8114- Jô Ramos

BRASILEIRAS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA NO EXTERIOR GANHAM SERVIÇO DE APOIO, HOJE, 25/11, NO DIA INTERNACIONAL CONTRA A VIOLÊNCIA AS MULHERES



É um número de telefone para o qual elas fazem a chamada, relatam o problema e indicam o que querem que seja feito.

Brasileiras que estão em Portugal, na Espanha e na Itália em situação de risco e ameaça ganham a partir de hoje (25) mais apoio. É um número de telefone para o qual elas fazem a chamada, relatam o problema e indicam o que querem que seja feito. O projeto é piloto, mas a ideia é estendê-lo para a Europa e as Américas. O serviço é resultado de uma parceria da Secretaria de Políticas paras as Mulheres (SPM) e dos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores.

O serviço chamado de Ligue 180 é gratuito e será lançado hoje em Brasília pelos ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, e pelo secretário executivo do Ministério das Relações Exteriores, Ruy Nogueira. Há dois anos, o governo brasileiro vinha trabalhando para a criação desse canal de apoio. As mulheres em situação de violência no Brasil já tinham acesso ao serviço, por meio do número de telefone 180.

“A ideia é estar disponível 24 horas. Antes havia o apoio prestado pelos serviços consulares, muitas vezes o pedido de ajuda não ocorria porque algumas mulheres ficavam constrangidas de relatar o que estavam passando. Agora haverá um atendimento só para elas”, disse a chefe do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior, Maria Luiza Ribeiro Lopes da Silva.

A diplomata disse que a orientação é para que as atendentes recebam as queixas e providenciem os encaminhamentos desejados pelas mulheres que fazem as reclamações. “O telefonema pode ser anônimo. Se a mulher não quiser fornecer detalhes por temor ou receio, a reclamação será feita da mesma forma”, disse Maria Luiza Silva.

Pelos dados divulgados na primeira quinzena deste mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 491.645 brasileiros viviam em 193 países, em 2010. Porém, esse número não inclui as pessoas que podem ter emigrado, por exemplo. Os principais países procurados pelos brasileiros são os Estados Unidos, Portugal, a Espanha, o Japão, a Itália e a Inglaterra.

“Hoje, infelizmente, apenas temos informações de que as queixas de violência contra a mulher são numerosas. Mas essas pessoas que sofrem, as vítimas, ainda são invisíveis. Queremos saber qual é a demanda para tomar as devidas providências e evitar que o problema permaneça”, disse Maria Luiza Silva.

Para criar o serviço de apoio às mulheres, o governo brasileiro considerou os locais onde há mais registros de casos de violência contra pessoas do sexo feminino. O mapeamento foi feito com base em dados da Polícia Federal, dos consulados brasileiros no exterior e da Secretaria de Políticas paras as Mulheres.

Nesta primeira etapa do serviço, atuam os consulados do Porto e de Lisboa (Portugal), de Madri e Barcelona (Espanha) e de Milão e Roma (Itália). Para entrar em contato com o serviço há três números distintos. Se a mulher estiver em Portugal, ela deve telefonar para 800 800 550, pedir a opção 3 e discar 61 37 99 01 80.

Caso a brasileira esteja na Espanha, o número que deve ser discado é 900 990 055, com a escolha da opção 3. Em seguida, ela deve discar 61 37 99 01 80. Se a mulher estiver na Itália, o número a ser discado é 800 172 211, opção 3. Depois, ela deve discar 61 37 99 01 80. O serviço estará disponível 24 horas, segundo o Ministério das Relações Exteriores. As informações são da Agência Brasil

FONTE: CORREIO 14H

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

PALESTRA NA SECRETARIA MUNICIPAL DE CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS DE NILÓPOLIS



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Secretária Nilcéia Clara Cardoso; Jô A. Ramos, jornalista do Blog Defesa da Mulher;Maria Camardella, primeira delegada da Baixada Fluminense e Neusa Pereira da Ong Coisa de Mulher.

Fui convidada pela Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos de Nilópolis (RJ), para participar da Rede Mulher Juntos já!como palestrante. Quero agradecer a Secretária Nilcéia Clara Cardoso e a Luciana Moreira a oportunidade de falar sobre a luta das Mulheres pelo Reconhecimento dos seus Direitos e a Lei Maria da Penha.

Neusa Pereira, militante dos movimentos negro, de mulheres, LGBT e fundadora da Ong Coisa de Mulher, falou magistralmente sobre a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres brasileiras.






LEI MARIA DA PENHA: A LUTA DAS MULHERES PELO RECONHECIMENTO DOS SEUS DIREITOS – PROJETO VIVA MULHER

A Lei Maria da Penha, que estabelece penas mais duras para os casos de agressão a mulheres, representa um avanço no que se refere aos direitos humanos, em especial, na proteção dos direitos das mulheres. A lei mudou completamente a forma como o Estado brasileiro e a Justiça interpretam o espaço público e privado.

Segundo a ministra, Cármem Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, a partir da Lei Maria da Penha, o quarto de um casal, por exemplo, deixou de ser um espaço privado para se tornar público, quando houver violência contra a mulher.

A violência contra a mulher é uma violação dos direitos humanos e está no topo dos debates sobre a igualdade de gênero no Brasil e no mundo. Isto ocorre em todas classes sociais, embora em alguns estados brasileiros as mulheres negras sejam maioria entre as vítimas de homicídio doloso. Há também um grande número invisível de casos de estupro, incesto e pedofilia – nem sempre denunciados – que ocorrem em famílias de alto poder aquisitivo.

A ausência de proteção familiar, apoio comunitário e suporte institucional para as mulheres e meninas vítimas de violência doméstica e/ou abuso sexual dificulta o rompimento da condição de subordinação das vítimas, apesar de existir a Lei Maria da Penha, delegacias especializadas, programas de assistência, rede de atendimento e o Ligue 180. Mesmo com os avanços e as campanhas de combate à violência doméstica, o Brasil permanece longe da redução dos índices de violência contra a mulher. A cada 2minutos, 5 mulheres são agredidas no país.


O projeto VIVA MULHER é um documentário com mulheres de várias cidades do Brasil sobre violência, principalmente a doméstica. Quero levar informações sobre direito, cidadania e formas de defesa para as mulheres, com palestras e debates. O documentário de 60 minutos vai registrar tudo em um período de 6 meses. Lançaremos nas casas de apoio às mulheres, nos centros, nos abrigos, e onde nos for dada a oportunidade de mostrar o trabalho. Complementando o projeto lançaremos um livro e disponibilizaremos cópias do documentário para cine clubes e bibliotecas.


A Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) transforma o ordenamento jurídico brasileiro e expressa o necessário respeito aos direitos humanos das mulheres e tipifica as condutas delitivas. Além disso, essa lei modifica, significativamente, a processualística civil e penal em termos de investigação, procedimentos, apuração e solução para os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Como palestrante enfatizei o fato da Lei Maria da Penha ainda não ter assumido totalmente o seu papel: apenas 10% do total das cidades brasileiras possuem Centros de Referência, que é fundamental para a muher que é vítima de todos os tipos de abusos. Esses centros oferecem assistência psicológica e atendimento jurídico. Só em 2010, 62 mil denúncias de violência contra a mulher foram realizadas, o que ainda é pouco, para o número real de agressões/estupros e maus tratos sofridos por mais de 300 mil mulheres no país que estão em situação de vulnerabilidade.



JÔ A. RAMOS, jornalista, professora, documentarista e ativista do Blog DEFESA DA MULHER- WJDW – Mulheres Jornalistas em Defesa da Mulher. E-mail: zlcomunicacao8@gmail
Fotos: Roger Abittan

domingo, 20 de novembro de 2011

Homens buscam ajuda de ONG para deixar de bater nas mulheres



A atenção voltada à temática da violência doméstica e o seu combate tem se intensificado desde a criação da Lei Maria da Penha, em agosto de 2006. Mas enquanto as mulheres são o foco principal das políticas públicas, há quem trabalhe na outra ponta do problema: os homens que as agridem. Um exemplo é o Instituto Noos, no Rio de Janeiro, que desde 1999 atendeu cerca de 300 homens que procuraram, espontaneamente, ajuda para pararem de bater em suas mulheres.

Segundo o secretário-executivo do instituto, Carlos Zuma, o principal foco de atenção quando se fala em violência doméstica é a vítima, que majoritariamente é a mulher. Mas "de alguns anos para cá" houve uma mudança cultural e "se pensou também em dar algum tipo de atenção aos homens". "Aos homens que, geralmente, são os que cometem violência, a questão era só de responsabilizar pelo ato de violência, ou seja, de punir de alguma maneira", disse.

"Se a gente fala de violência física, sim as mulheres sofrem mais frequentemente a violência física dos seus companheiros, maridos, namorados. Agora, se a gente fala de violência psicológica, os homens se queixam muito também. E aí todos os homens que passam por aqui (Noos) tem alguma queixa de violência psicológica", afirmou Zuma, que complementou dizendo que essa violência psicológica está ligada ao que se espera culturalmente de um homem.

"Quando um homem se vê em alguma situação em que, mesmo que inconscientemente, a masculinidade dele esteja sendo questionada, ele procura reforçar outras características que também são atribuídas à virilidade. Por exemplo, se um homem não está podendo cuidar da sua família no sentido financeiro, de sustentar sua família, porque está desempregado, então ele vai procurar reforçar a masculinidade de outra maneira. E a resposta violenta, a imposição da vontade, muitas vezes é utilizada exatamente para mostrar: 'quem manda aqui sou eu.'", disse.

Segundo Acosta, um dos trabalhos realizados com jovens em Nova Iguaçu é tentar fazê-los dissociar a virilidade da violência. "A base da discussão da prevenção da violência eram as questões de gênero. Era, na verdade, a questão das masculinidades, a questão desse poder patriarcal que nós incorporamos ao longo da história".

O psicólogo e especialista em terapia de casal Alan Bronz também ressalta a importância em não se trabalhar somente de forma punitiva com os autores da agressão. Segundo ele, o homem precisa ter a oportunidade de pensar sobre o que está fazendo, sobre os valores que estão por trás de suas atitudes.

O uso da expressão "autores de agressão" ao invés de agressores é defendida pelo psiquiatra Fernado Acosta. Segundo ele, o termo retrata que a questão é social, e não da natureza do homem. Acosta foi secretário-adjunto de Prevenção da Violência no município de Nova Iguaçu (RJ) e desenvolveu um projeto pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser), indicado por ele como primeiro serviço de política pública voltado para o tratamento de autores de agressão.

Ao contrário do que ocorre no Noos, o Iser atende somente homens julgados e condenados pela Justiça na Lei Maria da Penha. Roberto Marinho Amado, coordenador do Serviço de Educação e Responsabilização dos Homens (SerH) do instituto, relata que, ao chegarem lá, esses homens tem uma necessidade muito grande de falar e serem ouvidos já que, em muitos casos, é a primeira vez que eles podem relatar sua versão do caso.

Quando condenados, os autores de agressão são obrigados a participar de 20 encontros durante cinco meses no instituto. Antes de serem encaminhados para grupos, onde irão compartilhar suas histórias com outros autores de violência, eles realizam uma entrevista, que também serve para quebrar a sensação de obrigação, o que pode determinar ou não o sucesso do projeto. "Se a gente conseguir transformar o sentimento de obrigação em um sentimento de oportunidade, a gente tem aí o nosso trabalho bem feito", disse Amado.

Já segundo o psiquiatra, em seus cerca de 20 anos de carreira, houve um aumento no número de relatos de agressão por parte das mulheres vindos dos homens. Ele contabiliza que, em seu consultório, 30% dos homens dizem ter sofrido agressão, seja ela física ou psicológica. O psiquiatra ainda cita o resultado de uma pesquisa que apontou que os homens com maior escolaridade são os que mais relatam terem sofrido agressão física por parte de suas mulheres.

Como exemplo, ele citou o caso de um designer casado com uma médica. Primeiramente, ela procurou o consultório por causa das agressões do marido. No entanto, com o passar das consultas, a médica informou que, antes da primeira violência do marido, o agrediu por diversas vezes sem ele reagir.

Fonte: Portal Terra.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

DIA 23 DE NOVEMBRO - REDE MULHER - SECRETARIA DE CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS - A LUTA DAS MULHERES PELO RECONHECIMENTO DOS SEUS DIREITOS


Pessoal, estarei participando como convidada pela Secretária Nilcéia Clara Cardoso para partcipar do evento REDE MULHER, no dia 23 de novembro, como palestrante falando sobre LEI MARIA DA PENHA - A LUTA DAS MULHERES PELO RECONHECIMENTO DOS SEUS DIREITOS.