FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

ABORTO: 10 RAZÕES PARA LEGALIZAR. NÃO É DIFÍCIL, TENTE ENTENDER.



VOCÊ PODE SER CONTRA O ABORTO SEM SER CONTRA A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO!!


Se te disseram que legalizar o aborto vai fazer todas as mulheres “saírem abortando” bebês de até 9 meses todos os dias em hospitais públicos e fazendo com que o números de abortos aumente drasticamente gerando um caos social, você foi enganad@ porque:

1) Os números já são drásticos: aproximadamente mil mulheres morrem por ano ao realizarem abortos na clandestinidade. Fora essas, estima-se que 2 milhões de abortos clandestinos são realizados por ano. Essa soma é apenas aproximada porque é ilegal. Se o aborto fosse legalizado, o governo teria oficialmente o número de abortamentos, poderia controlá- los e saberia onde tem mais ou menos abortos para tentar diminuir este número. Se o aborto é crime não se tem controle, o número de abortos não diminui, mais mulheres morrem, mais pessoas são presas e o governo não pode fazer nada para mudar isso.

2) Em todos os países ocidentais em que o aborto foi legalizado há anos, observa-se cada vez mais uma diminuição do número de abortos. Quando se legaliza, fala-se mais sobre o assunto aumentando a informação para poder evitar.

3) Em quase nenhum país ocidental em que o aborto é legalizado, ele pode ser feito após 3 meses de gestação. Portanto, essas fotos que mostram abortamentos de bebês grandes e formados são enganadoras. Não será permitido aborto após 3 meses de gestação!

4) As clínicas clandestinas lucram muito no comércio ilegal de abortamentos, que é sustentado por pessoas ricas que fazem o aborto num dia e saem no outro sem problemas e ainda dizendo publicamente que são a favor da vida. O problema fica com as mais pobres, na maioria negras. Criminalização aumenta a hipocrisia e os bolsos de muita gente.

5) Se o aborto for legalizado nenhuma mulher será obrigada a abortar. Quem é contra poderá manter sua opinião.

6) Legalizar o aborto não é incentivar o aborto. Junto com a legalização, o Estado vai reforçar campanhas de educação sexual, direitos sexuais e reprodutivos, aumentar o acesso de mulheres e homens para os métodos contraceptivos, como também aos métodos de uma gravidez saudável. Abortar não é algo prazeroso, mas se alguma mulher precisar fazer, que ela não seja presa e tenha assistência para isso.

7) Se você pensa que a legalização do aborto vai encher os hospitais de milhares de mulheres querendo abortar, não sobrando espaço para as que querem dar à luz, isso é mentira. Os hospitais já estão cheios e gastando com mulheres que abortaram na clandestinidade e quase morreram por causa disso. Isso sai muito mais caro para os hospitais.

Se você pensa que com a legalização do aborto, você mata 1 vida, com a criminalização do aborto você mata mais vidas: a do feto e a de milhares de mães que morrem tentando o processo de abortamento.

9) A legalização não defende que abortar é bom. Se você pensa que abortar é ruim, abortar na clandestinidade, ser presa ou até morrer é muito pior.

10) Ser contra o aborto é decidir por você. Ser contra a legalização do aborto é decidir por todas. Ser contra o aborto é não achar certo fazer um aborto. Ser contra a legalização do aborto é ser a favor da morte de milhares de mulheres.

Fonte:http://sapatariadf.wordpress.com/legalizacao-do-aborto-10-razoes

6 comentários:

  1. Daniel Ramos de Oliveira18 de janeiro de 2012 18:48

    Sou favorável de legalizar o Aborto,pois compartilho com todos os 9 pontos colocados neste post.No entanto a única coisa que tenho comigo,é que o Aborto só deveria ser permitido nos seguintes casos:
    -Mulher que foi vítima de Estupro,ou qualquer outra violência,e acabou engravidando;
    -Mulher que corre risco de vida,caso não fizer o procedimento;
    -A mulher que por razões culturais,religiosas ou qualquer outro tipo de situação,tiver com a sua vida ameaçada caso não fizesse o Aborto,desde que ela decidisse realizar o procedimento.

    Já para Mulheres e Adolescentes irresponsáveis,que na hora de fazer não tomar os devidos cuidados,e depois querem se "livrar" do filho,eu sou contra,e o SUS não deve realizar o procedimento,para estás Mulheres deve ter um auxílio de assistência Social,para que a mesma possa cuidar adequadamente do filho(ou filha) e assumir a responsabilidade.Além de atuar juntamente com a Polícia Federal na localização e neutralização dos locais Clandestinos que fazem Aborto,o que a mesma consegue fazer com altíssima eficiência.

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  2. Me desculpe, Daniel Ramos de Oliveira,
    1- Aborto não é prazeroso.
    2- Nenhuma mulher que decide fazer um aborto faz por esporte. As consequencias físicas e psicológicas só quem passa sabe.
    2- A decisão de qualquer ser humano sobre seu corpo deve ser respeitada.
    3- Aborto clandestino já coloca a vida da mulher em perigo, ameaçada.
    4- Não há argumento que legitime a imposição da maternidade.

    Por último: "já para Mulheres e Adolescentes irresponsáveis", como você descreve em seu comentário, a elas estão " a condena" de engravidar e as consequencias de levar ou não uma gestação. Ao homem ou "moleque" irresponsável pode-se levantar as calças e seguir com suas vidas. É direito sim da mulher decidir sobre seu corpo, sobre seu estado psicológico, sobre sua situação financeira, social ou sobre seu futuro!
    É dever do Estado garantir a saúde a todos os cidadãos; e uma cegueira social, ética e moral permitir que tantas mulheres morram defendendo seu direito primordial de serem donas de seus corpos!

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  3. Primeramente quero dizer que sou agnóstica e minha opinião não é por questoes religiosas, nem politicas,pois sou de pensamento liberal. Morei na Espanha 20 anos e posso dizer que sim se abortam fetos de mas de 3 meses. Existem inumeros anuncios nos jornais de clinicas abortistas dizendo que realizam abortos até 22 semanas (5 meses e meio) e tambem pode-se abortar depois pelo risco da saude fisica ou psicológica da mãe (na qual todas respaldam-se).O unico necessário é que a psicóloga ou psiquiatra da clinica abortista assine um documento no qual atesta que a mãe corre risco psicológico e pronto... Existem associaçoes de mulheres que abortarom e agora passam por consequencias psicológicas como depressão, tentativa de suicidio, incapacidade de pegar um bebê no colo e não chorar etc etc... Uma delas é AVA (ASOCIACIÓN DE VICTIMAS DEL ABORTO)esta associação possue um numero 0800 para mulheres que abortarom encontrarem um conforto ou até poder conversar com psicólogas.
    Tambem há mortes e muitas perforações de útero em clinicas legalizadas,mas muitas vezes são incobertas pelas clinicas pela má imagem que otorga a elas. Não estou inventando nenhuma informação, é só olhar na internet.

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  4. (continuação)Aquí no Brasil infelizmente o SUS é uma merd.. Muitas mulheres que vão dar a luz morrem e tambem ocorre o caso inumeras vezes de bebês falecerem pela falta de recursos do hospital e pela falta de humanidade de médicos. Aquí quem pode paga pelo parto,si não tem o risco altissimo de que algo ruim ocorra no seu parto. Porque isto não é prioridade? Acabar com ésta mafia da saude e dignificar um sistema de saude pago por todos. Realmente acham que mulheres não vão morrer em abortos nos SUS,sendo que Espanha(1° mundo) ocorrem inumeras falhas médicas e consequencias fisicas tais como perforaçoes de utero etc?
    Quem aborta, muitas vezes entra em depressão,arrepende-se de ter feito etc... não conheço nenhuma mulher(mentalmente sadia) que arrependa-se de ter dado a luz. Eu sou mãe, fiquei gravida com 18 anos e minha filha nunca fez que perdese algo na minha vida. Quem luta consegue tudo o que quiser(não sou rica..kkkk nem chego a classe media..rs). Faço faculdade,trabalho e luto como todos no dia a dia. Ela não começou a ser minha filha quando eu a ví por primeira vez, si não desde que houve vida nela dentro de mim.Eu não nasci com instinto maternal,nem filhos eu queria ter,mas amo minha filha mas que minha vida, ela não foi "planejada" mas isso não foi nem nunca será um obstáculo para que a ame. Sou feliz por ser mulher e poder dar vida, não preciso me reafirmar em um homem para ser feliz (como nenhuma precisa).

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  5. (continuação)Biologicamente existe vida desde a conceição, porém filosóficamente discute-se quando pode-se chamar de ser humano, alguns filósofos acreditam que 2 dias depois do nascimento,outros 3 meses depois do nascimento porque dizem que para ser um ser humano deve-se ter autoconsciencia de sí mesmo, ou seja saber o que somos. Até estos filósofos defendem o aborto e defemdem a ideia que o infanticidio não seria moralmente incorreta.
    Cito alguns comentarios de ditos filósofos:
    “Um feto é biologicamente humano (humano em sentido genético), mas isso não faz dele o tipo de ser com direito à vida. Somente as pessoas (aqueles que são humanos em sentido moral) têm um tal direito. “Matar recém-nascidos não é assassínio”
    (Cf. Mary-Ann Warren, On the Moral and Legal Status of Abortion, in Today’s Moral Problems. 2nd ed. New York: Macmillian, London: Collier Macmillan.)

    J. FLETCHER: “Eu penso que tanto o aborto como o infanticídio podem ser justificados (…) – eu diria que nem aborto nem infanticídio são assim tão imorais.”
    (Cf. Joseph Fletcher, Humanhood: Essays in Biomedical Ethics. (1979) Buffalo: Prometheus Books)

    M. TOOLEY: “Uma vez que eu não acredito que bebés humanos sejam pessoas, mas simples pessoas potenciais, e uma vez que eu penso que a destruição de pessoas potenciais é um acto moralmente neutro, a conclusão correcta parece-me ser a de que o infanticídio é em si moralmente aceitável.”
    (Cf. Michael Tooley, “A Defense of Abortion and Infanticide”, In The Problem of Abortion. 1st ed. Belmont, CA: Wadsworth Pub. Co.)

    Porque cito estos textos? porque já que existe o debate sobre legalização sim ou não,devem-se estudar todos os pontos de vista,não só o fato de que no corpo da mulher ela que decide(ainda que o feto é um ser dependente da mãe,porém um ser diferente do corpo dela) porque si não o suicidio deveria ser legal e aceitavel,pois nele realmente estamos decidindo no nosso corpo.Não estou defendendo o suicidio si não fazendo uma comparação sobre o dominio do propio corpo.

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  6. (continuação)Não vou entrar em detalhes sobre a legalizaçao do aborto nos estados unidos (Roe vs wade)
    e a despenalização do aborto nos nove meses nos estados unidos (doe vs bolton)
    Em ambos casos as mulheres que fizerom isto possivel hoje em dia são contra o aborto, é só buscar Norma Mccorvey e Sandra Cano.
    Tambem casos como o de Dr Bernard Nathanson (ex medico abortista)são interessantes.
    Filmes como blood money, el dinero del aborto(disponivel em youtube,mas só em ingles ou español) contam uma perspectiva mas ampla do problema do aborto.Lógicamente si o risco da saude física da mãe é real deve-se proceder para salvar sua vida.
    Eu sou dona do meu corpo desde sempre, minha filha não arrebatou meu corpo quando estava dentro de mim.

    Bom, desculpa por escrever tanto,tentei resumir um pouco de tudo o que gostaria de falar.
    Um abraço
    Tatiane

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