FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES
WJDW

terça-feira, 19 de junho de 2012

Mulheres na Rio+20 denunciam violação dos compromissos assumidos na Eco 92



Do Território Global das Mulheres na Cúpula dos Povos para a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20)

Nós, de organizações feministas e de mulheres de diferentes países, reunidas no Território Global das Mulheres da Cúpula dos Povos, nos manifestamos frente aos governos que participam da Rio+20 para denunciar a sistemática violação dos compromissos mínimos assumidos na Eco 92 e as falsas soluções para alcançar o desenvolvimento sustentável baseadas na financeirização da natureza e no aprofundamento de um modelo de produção e consumo que é desigual e insustentável. A necessidade de lidar com os limites que a natureza impõe torna ainda mais dramáticas e urgentes as decisões governamentais para enfrentar as causas estruturais da crise sistêmica.

O sistema capitalista, em crise, prossegue explorando os bens comuns, privatizando os recursos naturais e mercantilizando o acesso aos direitos. Uma crise que tem suas raízes na perversa combinação entre capitalismo, patriarcado e racismo - sistemas que estruturam as desigualdades e injustiças pela militarização, pela divisão sexual do trabalho, pelo racismo ambiental, pela violação dos corpos das mulheres, entre outras formas de dominação e exploração no planeta e em nossas sociedades.

Esta crise e civilizatória. Abarca elementos econômicos e financeiros, mas também políticos, ambientais, culturais e sociais. Resulta na destruição da biodiversidade e dos recursos naturais, ao mesmo tempo que permite a consolidação de novas formas do patriarcado, incentiva e sustenta a criminalização da ação dos movimentos sociais.

Rechaçamos a imposição de um modelo econômico e de desenvolvimento que gera ao mesmo tempo que acirra as desigualdades, que destrói a natureza e a mercantiliza inventando, cinicamente, uma “economia verde” que aumenta as taxas de crescimento e de lucro para os mercados. Um modelo que prefere salvar os bancos e os banqueiros embora a precariedade e o desemprego deixem nas ruas milhões de pessoas. Um modelo baseado no lucro e na competição no qual, mais importante do que a cidadania das pessoas, e sua qualidade enquanto consumidoras. Um sistema que para sair da crise que ele próprio gerou, se apoia em forças retrógradas e fundamentalistas.

Os movimentos de mulheres e o movimento feminista participaram ativamente desde a Eco 92, lutando todos os dias para efetivar os direitos humanos, em particular os direitos das mulheres, e questionando as bases do sistema capitalista. Nossos movimentos não se calaram durante todos esses anos, quando muitos governos e organismos internacionais não fizeram a sua parte e tampouco prestaram contas sobre os compromissos assumidos na Rio 92.

Hoje, na Rio+20, viemos denunciar a evidente tentativa de retroceder em relação à garantia de direitos e à justiça socioambiental. Conclamamos representantes dos países na Rio+20, em especial o governo brasileiro, que coordena neste momento as negociações, a manter o compromisso com os direitos humanos já conquistados, inclusive os direitos sexuais e reprodutivos, assumindo a obrigatoriedade da sua efetivação com políticas públicas universais.

Repudiamos a ação ilegítima do G20 que, ora reunido no México, pretende impor um pacote de medidas predefinidas. São medidas que sequestram a democracia de um sistema internacional multilateral, instaurando uma agenda de aprofundamento da financeirização do sistema econômico e mercantilização dos direitos. São medidas que configuram uma captura corporativa das Nações Unidas por parte dos empreendimentos multinacionais que pretendem substituir por serviços, os direitos que devem ser garantidos pelos Estados.

Reivindicamos que os governos e organismos internacionais presentes à Rio+20 não retrocedam em relação aos compromissos assumidos pelos Estados, em termos de direitos humanos. Instamos os Estados-membros presentes nessa Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável a tomar medidas efetivas e alocar os recursos necessários para fazer cumprir o que foi pactuado na Eco 92, Viena 93, Cairo 94, Beijing 95, Durban 2001.

Demandamos a efetivação dos direitos humanos, individuais e coletivos, direitos sociais, culturais, ambientais, direitos reprodutivos, direitos sexuais de mulheres e meninas, direitos econômicos, direito à educação, direito à segurança e soberania alimentar, direito à cidade, à terra, à água, direito à participação política equitativa e igualitária.

Rechaçamos a falsa solução apresentada pela chamada “economia verde”, um instrumento que acirra ao invés de fazer retroceder o impacto destruidor da mercantilização e da financeirização da vida promovidas pelo capitalismo.

Finalmente, afirmamos que não validamos os compromissos governamentais concebidos sob a forma de programas mínimos, contraditórios com a responsabilidade pública assumida pelos governos e organismos internacionais com relação à garantia dos direitos humanos das mulheres. Não aceitamos paliativos, que deixam intocadas as causas estruturais dos problemas sociais, econômicos e ambientais, reproduzindo e agravando as múltiplas formas de desigualdades vividas pelas mulheres, assim como as injustiças socioambientais. Não nos bastam os objetivos reduzidos, como os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio-ODMs, e tampouco nos bastam os objetivos que ora se propõem com as Metas de Desenvolvimento Sustentável. Uma proposta que se impõe no vácuo da menção aos direitos humanos, abrindo caminho para a privatização de sua efetivação. Demandamos a efetivação dos direitos de todos os povos do mundo a seus territórios e seus modos de vida. Defendemos o direito de nós mulheres à igualdade, autonomia e liberdade em todos os territórios onde vivemos e naqueles onde existimos, ou seja, nossos corpos, nosso primeiro território!



Rio de Janeiro, 19 de junho de 2012.

Acesse em PDF: O Território Global das Mulheres na Cúpula dos Povos para a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20)

Leia versão em espanhol: Del Territorio Global de las Mujeres en la Cupula de los Pueblos para la Conferencia de Naciones Unidas sobre el Desarrollo Sustentable (Rio+20)

ESPANHOL:

DEL TERRITORIO GLOBAL DE LAS MUJERES EN LA CUPULA DE LOS PUEBLOS PARA LA CONFERENCIA DE NACIONES UNIDAS SOBRE EL DESARROLLO SUSTENTABLE (RIO+20)

Las organizaciones feministas y de mujeres de diferentes países, reunidas en el Territorio Global de las Mujeres, de la Cúpula de los Pueblos, nos manifestamos frente a los gobiernos que participan de la Conferencia de Rio+20 para denunciar la sistemática violación de los mínimos compromisos asumidos en la Eco 92 y las falsas soluciones para alcanzar el desarrollo sustentable basadas en la financierización de la naturaleza, y la profundización de un modelo de producción y consumo que es inequitativo e insustentable.

La urgencia de los limites naturales hace aun mas dramática las decisiones que los gobiernos asumen para enfrentar las causas estructurales de la crisis sistémica. La crisis global del sistema capitalista sigue explotando los bienes comunes, privatizando los recursos naturales y mercantilizando el acceso a los derechos. Una crisis que tiene sus raíces en la perversa combinación entre el capitalismo, el patriarcado y el racismo – sistemas que estructuran las desigualdades e injusticias, por la militarización, por la división sexual del trabajo, por el racismo ambiental, por la violación de los cuerpos de las mujeres, entre otras formas de dominación y explotación de las mujeres en nuestro mundo y en nuestras sociedades. Esta crisis es civilizatoria. Abarca elementos económicos y financieros, pero también políticos, ambientales, culturales y sociales. Conlleva destrucción de la biodiversidad y de los recursos naturales, al tiempo que permite la consolidación de nuevas formas del patriarcado que incentivan y sostienen la criminalización de la acción de los movimientos sociales.


Rechazamos la imposición de un modelo económico y de desarrollo que genera y aumenta las desigualdades. Que destruye la naturaleza y la mercantiliza inventando, cínicamente, una “economía verde” que aumente las tasas de crecimiento y la ganancia de los mercados. Un modelo que prefiere salvar a la banca y los banqueros aunque la precariedad, el desempleo y el paro dejen en la calle a millones de personas. Un modelo basado en el lucro y la competencia, donde más importante que la ciudadanía de las personas es su cualidad de consumidores. Un sistema que para salir de la crisis que él mismo generó, se apoya en fuerzas retrógradas y fundamentalistas.

El movimiento de mujeres y feminista ha participado activamente de Rio 92, ha luchado y sigue luchando todos los días para efectivar los derechos humanos y, en particular, los derechos humanos de las mujeres y
cuestionar las bases del sistema capitalista. Nuestros movimientos no se han callado durante todos esos años, cuando muchos gobiernos y organismos internacionales no cumplieron y no rindieron cuentas sobre los compromisos asumidos en la Rio 92.

Hoy, en la Rio+20, vinimos denunciar la evidente tentativa de volver hacia atrás en relación a la garantía de los derechos y de la justicia socioambiental. Llamamos a l@s representantes de los países en la Rio+20
y, en particular, al gobierno brasileño, lo cual está coordinando las negociaciones, a mantener el compromiso con los derechos humanos ya conquistados, incluso los derechos sexuales y reproductivos, asumiendo la obligatoriedad de su efectivación con las políticas públicas universales.

Repudiamos la acción ilegítima del G20, que, reunido ahora en México, pretende traer un paquete de medidas ya definidas, secuestrando a la democracia de un sistema internacional multilateral, instaurando una
agenda de profundización de la financierización del sistema económico y mercantilización de los derechos, así como la captura de las corporaciones de las Naciones Unidas por parte de las multinacionales que pretenden sustituir los derechos que deben ser garantizados por los estados por servicios.

Demandamos de los gobiernos y organismos internacionales presentes en la Rio + 20 no retroceder en los compromisos asumidos por los Estados, en términos de derechos humanos. Instamos los Estados-miembros presentes en esa Conferencia de las Naciones Unidas sobre Desarrollo Sustentable a tomar medidas efectivas y asignar lo recursos necesarios para hacer cumplir lo pactado en Eco-92, Viena-93, Cairo 94, Beijing 95, Durban 2001.

Demandamos la efectivación de los derechos humanos, individuales y colectivos, derechos sociales, culturales, ambientales, derechos reproductivos, derechos sexuales de mujeres y niñas, derechos
económicos, derecho a la educación, derecho a la seguridad y a la soberanía alimentar, derecho a la ciudad, a la tierra, al agua, derecho a la participación política equitativa e igualitaria. Rechazamos la falsa solución representada por la llamada “economía verde”, un instrumento que hace avanzar, y no retroceder, el impacto depredador de la mercantilización y de la financierización de la vida promovidas por el capitalismo. Finalmente, afirmamos que no reconocemos la validez de compromisos gubernamentales expresados en la forma de programas mínimos, incapaces de cumplir con la responsabilidad pública que los gobiernos y organismos internacionales deberían asumir para garantizar los derechos humanos de las mujeres. No aceptamos paliativos, que dejen intocadas las causas estructurales de los problemas sociales, económicos y ambientales, reproduciendo y agravando las múltiples formas de desigualdades vividas por las mujeres, así como las injusticias socioambientales.

No nos bastan ni objetivos reducidos, como los ODM, ni tampoco los que se plantean ahora – las Metas del Desarrollo Sustentable, que se proponen fuera del marco de los derechos humanos, abriendo camino a la privatización y la participación de las empresas multinacionales en su efectivación. Demandamos la efectivación de los derechos de todos los pueblos del mundo a sus territorios y sus modos de vida. Defendemos el derecho de nosotras mujeres a la igualdad, autonomía y libertad, en todos los territorios donde vivimos y en especial el de nuestros cuerpos, que es nuestro primer territorio. Rio de Janeiro, 19 de junio de 2012.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

MULHERES NA RIO+20 - MAJOR GROUP DE MULHERES

Mulheres em luta contra a mercantilização da vida e da natureza
No processo oficial da Rio+20, há um Major Group de mulheres. Elas apresentaram suas contribuições para o rascunho zero em novembro de 2011. Nesse documento há considerações de medidas concretas com as quais em parte estamos de acordo – como, por exemplo, a proposição de medidas concretas para a rápida redução e eliminação dos subsídios a energias não sustentáveis (por exemplo, a nuclear); a afirmação do princípio de precaução; a necessidade de proteção aos sistemas de conhecimento tradicionais das mulheres indígenas frente a sua exploração pelas corporações. O grupo é critico do termo “economia verde”, propõe substituí-lo por “economia equitativa e sustentável” e descreve seus princípios. Além disso, as mulheres chamam a atenção sobre os limites do Produto Interno Bruto (PIB) como medida de bem-estar e propõem indicadores para avaliar os impactos de gênero.

Contudo, todas essas contribuições não aparecem no rascunho zero da ONU, que só faz uma referência genérica à desigualdade de gênero, mencionando que o desenvolvimento sustentável depende da contribuição das mulheres, que é necessário remover barreiras que impedem as mesmas de serem participantes integrais na economia e priorizar medidas que promovam a igualdade de gênero. O rascunho zero também incorpora a necessidade de desenvolver indicadores que contemplem de uma só vez o econômico, o ambiental, e o social.

Consideramos que uma análise restrita aos impactos diferentes de gênero pode se limitar a uma descrição dos impactos positivos e negativos de uma maneira fragmentada. Por exemplo, no ápice da globalização neoliberal, o aumento do trabalho remunerado das mulheres nas máquinas e a agricultura de exportação eram vistos como efeitos positivos: as mulheres tinham um rendimento próprio e por isso era mais provável que tivesse maior autonomia. Porém, havia também impactos negativos, sobretudo nas condições precárias de trabalho. Nessa lógica, se propõem medidas que equilibram os aspectos positivos e negativos. Mas nós priorizamos um olhar que analisa como o capitalismo faz uso de estruturas patriarcais no seu atual processo de acumulação e, por isso, construímos uma luta e resistência feminista e anticapitalista.

Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!Ver mais

domingo, 17 de junho de 2012

ATRIZ IRANIANA, MARZIE VAFAMEHRHA, É CONDENADA A PRISÃO E 90 CHIBATADAS PELA PARTICIPAÇÃO EM FILME SOBRE MULHERES


A atriz iraniana Marzie Vafamehrha foi condenada a um ano de prisão e 90 chicotadas. Motivo: estrelar um filme sobre as dificuldades da mulher no país. Já Peyman Aref, ativista e estudante de política na Universidade de Teerã, foi chicoteado 74 vezes por rever carta “insultando” o presidente Mahmoud Ahmadinejad.


Marzie – mulher do cineasta iraniano Naser Taghvai – foi detida no final de junho. Ela atuou no filme Teherane Man Haray, que narra os problemas de uma jovem artista para viajar à Austrália.

Taghvai declarou que outras pessoas envolvidas no filme também foram presas, mas somente sua mulher foi condenada. Segundo o cineasta, o filme contava com a permissão do Ministério de Cultura e Orientação Islâmica.

“Marzie está em uma prisão de Garchak, em uma província de Teerã. O local é um antigo galinheiro que não apresenta as mínimas condições higiênicas”, disse.

Produzido há quatro anos por Garanaz Musavi, uma cidadã iraniana que reside na Austrália, a obra foi resultado de uma tese universitária e contou com a participação de muitos estudantes.

Apresentado em vários festivais, o filme foi “pirateado” ao Irã. “Antes, o filme era vendido por menos de US$ 1. Agora, devido ao processo, está custando US$ 6”, completou Taghvai. O advogado da atriz vai recorrer da sentença.

A pressão sobre os artistas, especialmente mulheres cineastas e atrizes, aumentou muito nos últimos meses no Irã e várias delas foram detidas, processadas e condenadas com diversas penas.

Estudante


Aref foi libertado domingo, após um ano na famosa prisão de Evin. Segundo a Justiça iraniana, ele “insultou” Ahmadinejad. Segundo o jornal britânico Guardian Aref foi condenado, em 2010, sob a acusação de ser “porta-voz” da oposição para a mídia estrangeira.

Antes de ser libertado, ele levou 74 chicotadas por ter supostamente escrito uma carta a Ahmadinejad, em 2009. Nela, criticava a repressão a manifestações estudantis. Ele ainda foi proibido de se filiar a partidos e ser jornalista.

As chibatadas foram datas por um guarda mascarado, na presença da mulher do ativista e de autoridades da Justiça iraniana.

De acordo com um jornalista que trabalha em Teerã, mas não quis ser identificado, a punição teve como objetivo o humilhar.

Mesmo assim, depois de ser libertado com as costas ensanguentadas, Aref não se calou: “ Sempre que Ahmadinejad vai a Nova York, à Assembleia Geral da ONU, ele afirma que o Irã é país mais livre do mundo, mas eu fui brutalmente açoitado em meu próprio país. O meu crime foi escrever uma carta aberta ao presidente e o lembrar sobre o que ele fez com nossos estudantes”, criticou o ativista, em entrevista ao site Rahesabz, segundo o Guardian.

Autoridades do Irã se irritaram mais ainda com a carta de Aref pois o estudante se negou, em protesto, a usar a palavra Salam como pronome de tratamento ao presidente.

Fonte: O Estadão

sábado, 16 de junho de 2012

ATIVISTAS DO GRUPO FEMEN RELATAM SEQUESTRO E ACUSAM GOVERNO UCRANIANO

Polônia - O grupo feminino Femen, que vem protestando antes e durante a Euro contra o turismo sexual gerado por eventos de grande porte, relatou que três de suas ativistas foram sequestradas nesta sexta-feira no duelo entre França e Ucrânia. O grupo ainda relatou ao jornal britânico The Guardian, que o governo ucraniano é o responsável pelo crime.Alexandra Shevchenko (líder do movimento), Anna Bolshakova e Yana Zhdanova chegaram em Donetsk na sexta e reclamaram que um grupo de 15 homens as seguiam. Após esse relato, o grupo perdeu contato com as três ativistas.

Em um comunicado em seu site, o Femen disse que os homens tinham a aparência de membros de "forças de segurança da Ucrânia ou a sua agência de espionagem". Ele descreveu a região Donbass como uma "área de bandido autônomo" na Ucrânia e disse que a organização feminista foi "extremamente preocupada com a vida e a saúde" de seus ativistas.

"Três dos nossos membros desapareceram. Nós não sabemos onde elas estão.", afirmou Anna Gutsol, ao The Guardian. Gutsol ainda disse que suspeitava que os homens estavam ligados a um poderoso oligarca local.

Já a Polícia em Donetsk negou qualquer relação com o desaparecimento das mulheres. As garotas do Femem vem realizando uma série de protestos contra o torneio e até ganharam uma adepta no Brasil, Sara Winter. Sara Winter é a primeira brasileira a fazer parte do movimento Femen.

MULHERES NA RIO + 20

quarta-feira, 13 de junho de 2012

MARCHA DO PARTO EM CASA




Nos dias 16 e 17 de junho, mulheres ocuparão as ruas de várias cidades brasileiras em defesa dos seus direitos sexuais e reprodutivos, entre eles a escolha pelo local de parto.

No último domingo, dia 10 de junho, o Fantástico veiculou matéria sobre o parto domiciliar, o que causou bastante repercussão. O médico-obstetra e professor da UNIFESP, Jorge Kuhn, foi entrevistado e defendeu o domicílio como um local seguro para o nascimento de bebês de mulheres saudáveis com gravidezes de baixo risco, segundo preconiza a própria Organização Mundial de Saúde.

No dia 11/06, dia seguinte à matéria, o CREMERJ publicou nota divulgando que fará denúncia ao CREMESP para punir o médico-obstetra Jorge Kuhn por ter se posicionado favorável ao parto domiciliar nas condições acima detalhadas.

O estudo mais recente publicado no British Journal of Obstetrics and ynecology (2009) analisou a morbimortalidade perinatal em uma impressionante coorte de 529.688 partos domiciliares ou hospitalares planejados em gestantes de baixo-risco: Perinatal mortality and morbidity in a nationwide cohort of 529,688 low-risk planned home and hospital births.


[http://www3.interscience.wiley.com/journal/122323202/abstract?CRETRY=1&SRETRY=0

]. Nesse estudo, mais de 300.000 mulheres planejaram dar à luz em casa enquanto pouco mais de 160.000 tinham a intenção de dar à

luz em hospital. Não houve diferenças significativas entre partos domiciliares e hospitalares planejados em relação ao risco de morte intraparto (0,69% VS. 1,37%), morte neonatal precoce (0,78% vs. 1,27% e admissão em unidade de cuidados intensivos (0,86% VS. 1,16%). O estudo concluiu que um parto domiciliar planejado não aumenta os riscos de mortalidade perinatal e morbidade perinatal grave entre mulheres de baixo-risco, desde que o sistema de saúde facilite esta opção através da disponibilidade de parteiras treinadas e um bom sistema de referência e transporte.


Em repúdio à decisão arbitrária dos Conselhos de Medicina em punir profissionais que compreendem como sendo da mulher a decisão sobre o local do parto foi idealizada a MARCHA DO PARTO EM CASA. Entre as reivindicações, além da defesa pelo direito à liberdade de escolha, pela humanização do parto e nascimento e pela melhoria das condições da assistência obstétrica e neonatal no país, também está a denúncia às altas taxas de cesarianas que posicionam o Brasil entre os primeiros colocados do ranking mundial.



MARCHA DO PARTO EM CASA



Rio de Janeiro - RJ

Local: Praia de Botafogo, altura do IBOL - Passeata até o CREMERJ (Rua Farani)

Data: 17 de Junho, domingo

Horário: 10h da manhã

Contatos: Ingrid Lotfi (21) 9418-7500



São Paulo - SP

Local: Parque Mário Covas (atrás do Trianon) - Passeata até o CREMESP

Data: 17 de Junho, domingo

Horário: 14h da tarde

Contatos: Ana Cristina Duarte (11) 9806-7090 begin_of_the_skype_highlighting GRÁTIS (11) 9806-7090 end_of_the_skype_highlighting



São José dos Campos - SP

Local: Praça Affonso Pena perto dos brinquedos

Data: 16 de junho, sábado

Horário: 10h da manhã

Contato: Flavia Penido (12) 91249820 begin_of_the_skype_highlighting GRÁTIS (12) 91249820 end_of_the_skype_highlighting



Campinas - SP

Local: Praça do Côco /Barão geraldo

Data 17 de junho, domingo

Horário: 14h da tarde

Contato: Ana Paula (19) 97300155 begin_of_the_skype_highlighting GRÁTIS (19) 97300155 end_of_the_skype_highlighting



Sorocaba - SP

Local: Parque Campolim

Data 17 de junho, domingo

HOrário: 10h da manhã

Contato: Gisele Leal (15) 8115-9765 begin_of_the_skype_highlighting GRÁTIS (15) 8115-9765 end_of_the_skype_highlighting



Ilhabela - SP

Local: Praça da Mangueira

Data: 17 de junho, domingo

Horário: 11h da manhã

Contato: Isabella Rusconi (12) 96317701 begin_of_the_skype_highlighting GRÁTIS (12) 96317701 end_of_the_skype_highlighting / Alejandra Soto Payva (12) 91498405 begin_of_the_skype_highlighting GRÁTIS (12) 91498405 end_of_the_skype_highlighting



Brasília - DF

Local: próximo ao quiosque do atleta, no Parque da Cidade - Passeata até o eixão

Data: 17 de Junho, domingo

Horário: 09h30h da manhã

Contatos: Clarissa Kahn (61) 8139-0099 begin_of_the_skype_highlighting GRÁTIS (61) 8139-0099 end_of_the_skype_highlighting e Deborah Trevisan (61) 8217-6090 begin_of_the_skype_highlighting GRÁTIS (61) 8217-6090 end_of_the_skype_highlighting



Belo Horizonte - MG

Local: Concentração na Igrejinha da Lagoa da Pampulha

Data: 16 de junho, sábado

Horário: 12h30 da tarde

Contato: Polly (31) 9312-7399 begin_of_the_skype_highlighting GRÁTIS (31) 9312-7399 end_of_the_skype_highlighting e Kalu (31) 8749-2500 begin_of_the_skype_highlighting GRÁTIS (31) 8749-2500 end_of_the_skype_highlighting



Recife - PE

Local: Conselheiro Portela, 203 - Espinheiro - Em frente ao CREMEPE

Data: 17 de junho, domingo

Horário: 15h da tarde

Contatos: Paty Brandão (81) 8838 5354 begin_of_the_skype_highlighting GRÁTIS (81) 8838 5354 end_of_the_skype_highlighting \ 9664 7831, Patricia Sampaio Carvalho



Fortaleza - CE

Local: Aterro da Praia de Iracema

Data: 17 de junho, domingo

Horário: 17h da tarde

Contato: Semírades Ávila



Salvador - BA

Local: Cristo da Barra até o Farol

Data: 17 de junho, domingo

Horário: 11hrs da manhã

Contato: Daniela Leal (71) 9205-9458 begin_of_the_skype_highlighting GRÁTIS (71) 9205-9458 end_of_the_skype_highlighting, Anne Sobotta (71) 8231-4135 begin_of_the_skype_highlighting GRÁTIS (71) 8231-4135 end_of_the_skype_highlighting e Chenia d'Anunciação (71) 8814-3903 begin_of_the_skype_highlighting GRÁTIS (71) 8814-3903 end_of_the_skype_highlighting / 9977-4066



Curitiba - PR

LOcal: Rua Luiz Xavier - Centro - Boca Maldita

Data: 16 de junho, sábado

Horário: 12hrs

Contatos: Inês Baylão (41) 9102-7587 begin_of_the_skype_highlighting GRÁTIS (41) 9102-7587 end_of_the_skype_highlighting



Florianópolis - SC

Local: Lagoa da Conceição - concentração na praça da Lagoa, onde acontece a feira de artesanatos

Data: 17 de Junho, domingo

Horário: 15h

Contatos: Ligia Moreiras Sena (48) 9162-4514 begin_of_the_skype_highlighting GRÁTIS (48) 9162-4514 end_of_the_skype_highlighting e Raphaela Rezende (raphaela.rnogueira@gmail.com)



Porto Alegre - RS

Local: Parque Farroupilha (Redenção), Concentração no Monumento ao Expedicionário

Data: 17 de junho, domingo

Horário: 15:00hrs

Contatos: Maria José Goulart (51) 9123-6136 begin_of_the_skype_highlighting GRÁTIS (51) 9123-6136 end_of_the_skype_highlighting / (51)3013-1344 begin_of_the_skype_highlighting GRÁTIS (51)3013-1344 end_of_the_skype_highlighting



Aqui a matéria sobre a retaliação do CREMERJ: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2012/06/11/cremerj-abrira-denuncia-contra-medico-que-defende-parto-domiciliar/



Aqui está a matéria veiculada no Fantástico:

http://globotv.globo.com/rede-globo/fantastico/t/edicoes/v/parto-humanizado-domiciliar-causa-polemica-entre-profissionais-da-area-de-saude/1986583/

domingo, 10 de junho de 2012

Defesa da Mulher na Ação Global - Rocinha/RJ



DEFESA DA MULHER NA ROCINHA - 3 DE JUNHO DE 2012








Defesa da Mulher na Ação Global

DEFESA DA MULHER PARTICIPOU DA AÇÃO GLOBAL EM SANTA CRUZ - 20 DE MAIO DE 2012











quarta-feira, 6 de junho de 2012

18 de junho é dia de manifestação das mulheres na Cúpula dos Povos!

As mulheres presentes na Cúpula dos Povos convocam uma manifestação feminista para o dia 18 de junho, às 10h, no Museu de Arte Moderna (MAM). Queremos mostrar o posicionamento feminista de crítica global às falsas soluções propostas para a crise atual, representada pela ‘economia verde’.

A visão comum das mulheres é que deve ser construído outro modelo de produção-reprodução e consumo, baseado em outro paradigma de sustentabilidade da vida. Por isso, como sujeitos ativos no processo da Cúpula dos Povos, as mulheres se posicionam contra a mercantilização da natureza, em defesa dos bens comuns. Defendem, também, a liberdade, a autonomia e soberania das mulheres sobre seus corpos e suas vidas e demandam voz ativa em todos os processos de decisão sobre as políticas em geral

A mobilização foi convocada durante uma reunião nacional na qual estiveram presentes representantes da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), Via Campesina, Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Fórum Brasileiro de Esconomia Solidária (FBES), Movimento da Trabalhadora Rural do Nordeste (MMTR-NE), Movimento das Mulheres Camponesas (MMC), Rede de Mulheres da Amarc Brasil, Comitê Latino-Americano e do Caribe para as Defesas do Direito da Mulher (Cladem Brasil), Blogueiras Feministas, Fórum Nacional de Mulheres Negras, Católicas pelo Direito de Decidir e União Brasileira de Mulheres (UBM).


quarta-feira, 23 de maio de 2012

120 MULHERES ENVENENADAS-TALIBÃ NÃO ADMITE QUE MULHERES TENHAM ACESSO A EDUCAÇÃO


TALIQAN, Afeganistão — Mais de 120 estudantes, todas meninas, e três professores foram envenenados no norte do Afeganistão. É o segundo ataque do tipo em meses no país, e a polícia e as autoridades escolares culpam radicais conservadores pela ação.

O incidente aconteceu na província de Takhar, onde, de acordo com a polícia, radicais que se opõe à educação de mulheres e meninas usaram substâncias tóxicas não identificadas para contaminar o ar das salas de aula. Várias alunas ficaram inconscientes.


O Diretório Nacional de Segurança, a agência de inteligência do Afeganistão, afirma que o Talibã tem a intenção de fechar escolas antes da retirada das tropas internacionais do país.

— Parte da operação Ofensiva de Primavera deles é fechar escolas. Ao envenenar garotas eles querem criar medo. Eles tentam fazer com que as famílias não mandem seus filhos para a escola — afirma Lutfullah Mashal, porta-voz do diretório.

O Ministério de Educação do Afeganistão informou na semana passada que 550 escolas de 11 províncias onde o Talibã tem forte apoio foram fechadas por insurgentes. No mês passado, 150 alunas foram envenenadas na província de Takhar após beber água contaminada.

Desde que o Talibã foi expulso do poder em 2001, as meninas afegãs voltaram a frequentar as escolas, especialmente na capital Cabul. Antes, mulheres não podiam trabalhar nem ter acesso à educação.

O país ainda enfrenta ataques periódicos contra estudantes, professores e escolas, geralmente no sul e leste, partes mais conservadoras do país onde o Talibã tem maio apoio.



Fonte: O Globo



terça-feira, 22 de maio de 2012

Mortalidade Materna está Ligada ao Acesso aos Serviços da Saúde

(Ministra Eleonora Menicucci, especial para o Correio Braziliense) A mortalidade materna é um problema complexo que se configura como importante sinalizador da condição de vida e de saúde das mulheres.



O problema da mortalidade materna está diretamente ligado ao acesso aos serviços de saúde, desde o pré-natal com qualidade até o leito materno, passando necessariamente pelo acesso a informações claras sobre a saúde e os direitos reprodutivos. Na ponta do processo, como decisor, surge a apropriação do direito à saúde por parte da população feminina.


As informações sobre mortalidade materna configuram-se como o melhor indicador para a avaliação geral da qualidade da saúde das mulheres. Por padrão, as informações retratam o número de mortes de gestantes e o de mulheres que já tiveram seus bebês num período de até 42 dias após o término de suas gestações.


Assim, em 20 anos (de 1990 a 2010), o Brasil viu a mortalidade materna cair pela metade. Em 1990, para cada 100 mil gestações com bebês nascidos vivos, 141 mulheres morriam. Já em 2010, para cada 100 mil gestações com bebês vivos, tivemos a perda de 68 mulheres.



Esse avanço reflete a melhoria do atendimento à saúde das mulheres. Houve diminuição em todas as causas diretas de mortalidade materna. Reduziram-se as mortes decorrentes de causas relacionadas à hipertensão arterial, área que registra queda de 66,1%; às hemorragias (diminuição de 69,2%); infecções pós-parto (menos 60,3%); aborto inseguro (queda de 81,9%); doenças do aparelho circulatório complicadas pela gravidez, parto ou período de 42 dias após o término da gestação (redução de 42,7%).



Um dado do primeiro semestre de 2011, especialmente, é para ser comemorado: a diminuição recorde das mortes maternas por causas obstétricas. Tivemos 19% menos mortes desse perfil em relação a 2010 %u2014 ou seja, o salto benéfico se verificou em apenas um ano. Notificaram-se 870 mortes por causa obstétricas no primeiro semestre de 2010, enquanto no segundo semestre de 2011 registraram-se 705 mortes. Isso significa que o Brasil conseguiu passar a resgatar para a vida uma mulher do grupo de cada cinco que morriam por essa razão.



Avanços assim ancoram-se num quadro geral, ou não acontecem e menos ainda se sustentam. O Brasil avançou em melhoria de renda; mais de 40 milhões de brasileiros e brasileiras transpuseram o portal da pobreza; o país é hoje majoritariamente de classe média. O rendimento médio mensal das mulheres, que em 2004 era de R$ 613, atingiu R$ 786 em 2009. Ainda é desigual em relação ao dos homens, mas vem avançando e agora chega a 73,4% do masculino. A expectativa de vida feminina ao nascer, que em 1991 era de 70,9 anos, passou para 77,1 anos em 2009.



A própria educação formal vem aumentando seus números. Enquanto em 2003 apenas 5% das mulheres à procura de emprego tinham nível superior, em 2009 esse universo expandiu-se para 8,1%. Elas exibem maior escolaridade que os homens.



Ao lado disso, políticas públicas formuladas desde 2003 pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, em conjunto com o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, sem dúvida impactam positivamente na melhoria da condição de vida das mulheres.



Mas, para além dos avanços, o governo tem o desafio e o compromisso de cumprir a Quinta Meta dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, da ONU, que é de reduzir a mortalidade materna em 75% entre 1990 e 2015.

Nesse sentido, está sendo implementada a Rede Cegonha, programa do Ministério da Saúde, além de outras iniciativas integradas, que perpassam toda a estrutura governamental.



Entre os itens fundamentais para se reduzir continuamente a mortalidade materna destaca-se a própria qualificação das informações. Essa demanda tem sido enfrentada pelos Comitês de Investigação da Mortalidade Materna, que serão fortalecidos com a implementação da Rede Cegonha. Assim, ao mesmo tempo em que as informações mostram sem subterfúgios o quanto precisamos avançar, o refinamento desses dados e as próprias políticas públicas apontam a perspectiva da maternidade como garantia de vida para as crianças, mas, como condição sine qua non e cada vez mais próxima, para as próprias mães.



Afinal, nosso maior desafio enquanto integrantes do governo da primeira mulher presidente do Brasil é o de não aceitar que nenhuma mulher morra em decorrência da falta de atendimento no período da gravidez, do parto e do puerpério.



Eleonora Menicucci é ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República


Fonte:Patrícia Galvão.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

SAARTJES BAARTMAN - VÊNUS NEGRA



Um dos dramas mais comoventes da humanidade foi a vida de Saartjes Baartman e este filme mostra de uma forma ácida sua vida breve e triste.

Realizado pelo actor e realizador Abdellatif Kechiche (“La Faute à Voltaire”, “A Esquiva” e “O Segredo de um Cuscuz”), um filme biográfico sobre a trágica história de Saartjes Baartman, uma mulher da tribo Khoikhoi que, no início do século XIX e devido às suas características físicas específicas, deixou o sul de África para ser exibida nos salões europeus sob o nome “Venus Hotentote”, com promessas vãs de uma vida dourada.

Chegada à Europa, depois de viajar por toda a Inglaterra em espetáculos de aberrações, é estudada por alguns dos mais conceituados naturalistas e anatomistas da época, que usaram as suas investigações para justificarem a inferioridade dos negros, num esforço claro de legitimação do racismo e escravatura. A 29 de Dezembro de 1815, Saartjie Baartman morreu alcoólica e na miséria.

O seu corpo foi doado ao Musée de l’Homme de Paris, onde o seu esqueleto, órgãos genitais e cérebro foram conservados em formol e exibidos até 1974. Em 2002, a pedido do então Presidente sul-africano Nelson Mandela, os seus restos mortais regressaram ao seu país, onde foi feita uma cerimonia fúnebre.

Vênus Negra - Trailer legendado

A emocionante história de Saartjes Baartman, mulher negra que deixou, em 1808, o sudeste africano rumo à Europa, seguindo o rastro de Hendrick Caesar em busca de fama. Ao chegar em Londres, descobre que a única intenção dele é expô-la como uma aberração.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

DILMA: AJUDA FINANCEIRA PARA MULHERES COM FILHOS ATÉ 6 ANOS

Governo prepara pacote na área social que prevê ajuda financeira a mulheres de baixa renda com filhos até 6 anos. Medidas, que envolvem vários ministérios, serão anunciadas no Dia das Mães e têm foco na primeira infância. Previstas para serem anunciadas no Dia das Mães, no próximo domingo, as propostas envolvem vários ministérios (Educação, Saúde e Desenvolvimento Social) e dependem do aval da Fazenda. O foco é a primeira infância, que inclui crianças de zero a seis anos. Uma das medidas prevê um novo benefício para mães de baixa renda beneficiárias do Bolsa Família e que têm filhos nessa faixa de idade. Atualmente, 13 milhões de famílias recebem os benefícios do Bolsa Família. No ano passado, o governo gastou R$ 17,1 bilhões com o programa. Outras medidas deverão garantir mais dinheiro para ações nas áreas de educação e saúde. Como as ações implicam em mais despesas, o pacote precisa ser avaliado pela área econômica do governo antes de ser definido. Dilma comunicou sua intenção de lançar o programa em reunião com os líderes da base aliada na última quinta-feira. Eles tinham sido convocados para conhecer a mudança feita pelo governo na remuneração da poupança.

sábado, 5 de maio de 2012

SOMOS MULHERES, VAMOS À LUTA. SIMONE BEAUVOIR

SIMONE DE BEAUVOIR VIVE Monica Valby | 2006 extraído do Label France nº 63 Quando ela morreu, em 1986, a filósofa Elisabeth Badinter declarou: “Mulheres, vocês lhe devem tudo!” Vinte anos depois, Simone de Beauvoir continua a ser aquela que, com seu livro O Segundo Sexo, fez voar em estilhaços a camisa de força da pretensa “inferioridade feminina”. E viveu como uma mulher livre. Existem moças na França, estudantes inclusive, que ignoram quem ela é. A antropóloga Françoise Héritier encontrou algumas durante um colóquio do CNRS (Centro Nacional para a Pesquisa Científica). Um ano depois, a professora honorária do Collège de France não esconde sua surpresa. Como desconhecer Simone de Beauvoir, autora do Segundo Sexo, um livro internacionalmente considerado como a base do feminismo contemporâneo? Beauvoir diria, mais tarde, que não era assim que havia imaginado entrar para história, mas, como boa existencialista, assumiu o fato. Nascida em 1908, desde muito jovem tinha o projeto de não se casar, tornar-se filósofa e escrever. O casal que formava com Jean-Paul Sartre, baseado na liberdade e na confiança mútuas foi um marco da vida literária e política dos anos 1940 até os anos 1970. Como intelectuais “engajados”, ou seja de esquerda, produziram uma obra de vulto, sendo cada um o primeiro leitor do outro. Uma mulher e uma escritora completa Romancista, dramaturga e jornalista, Beauvoir entrelaçou vida e obra de forma inextricável. Nos relatos autobiográficos[1] quis tudo explicar e explicar-se a respeito de tudo, mantendo um distanciamento. Entretanto, sua correspondência póstuma revela, nas cartas a Nelson Algren, seu amor americano que encontrou em 1947 em Chicago e que fez dela uma “mulher completa”, amando com “corpo, coração e alma”, uma mulher encantada, curiosa a respeito de tudo, jovial e completamente apaixonada. Isto é contado em Os Mandarins, pelo qual recebeu o prêmio Goncourt de 1954. Essa distinção não foi suficiente para abafar o escândalo provocado em 1949 pela publicação de O Segundo Sexo, uma análise política sem precedentes da questão feminina. Beauvoir demonstra que a inferioridade feminina não é natural e sim construída socialmente, fato que, no entender de Françoise Héritier, é “um modo novo de falar do gênero”. Beauvoir insiste na igualdade entre os sexos e incita as mulheres a se emanciparem, principalmente através da independência econômica. Muitos homens enfureciam-se com o livro, enquanto as mulheres o liam. Até sua morte, milhares de mulheres escreveram a Beauvoir, algumas para dizer que seu texto as tinha salvo. A americana Betty Friedan[2] dedicou a ela, em 1963, A Mulher Mistificada, segunda obra fundadora do feminismo[3]. Mudar o mundo Durante toda a vida, tal como Sartre, Beauvoir serviu-se de sua notoriedade para defender os intelectuais e os “oprimidos”, especialmente as mulheres. Nos últimos quinze anos de sua vida, encontrou nas mulheres do “movimento” um radicalismo e uma exigência de clareza à sua medida e ela se engajava nesse movimento entusiasmada, “porque elas não eram feministas para tomar o lugar dos homens, mas sim para mudar o mundo”, declara ao jornal Le Monde em 1978, afirmando a seguir: “Mantenho absolutamente a frase: não você se nasce mulher, torna-se”. Tudo o que eu li, vi, e aprendi nestes últimos 30 anos confirmaram essa idéia. A feminilidade é fabricada, como aliás também se fabricam a masculinidade e a virilidade”. Ela criou a associação Escolher para o Direito a uma Maternidade Desejada, em conjunto com a advogada Gisèle Halimi, o Centro Audiovisual Simone-de-Beauvoir, com a atriz Delphine Seyrig e Carole Roussopoulos e a Liga do Direito das Mulheres. “Essa mulher que não quis ter filhos tem, hoje, milhões de filhas pelo mundo”, observa com humor a escritora Benoîte Groult. Simone de Beauvoir é venerada pelas feministas, que a lêem e estudam, principalmente fora da França. A Simone de Beauvoir Society, com sede na Califórnia, realizará seu 14º colóquio em Roma, na Itália, em setembro de 2006. A jornalista Bénédicte Manier constatou que, na Índia, “em todas as discussões sobre as mulheres, ao cabo de dez minutos , as indianas citam Simone de Beauvoir”. Em comparação, seu lugar na França é muito discreto. Seus escritos não estão incluídos no programa escolar e só encontramos 7 das 68.000 escolas francesas com seu nome. Porém, a vida é movimento. Simone de Beauvoir vai entrar para a paisagem parisiense, pois uma nova passarela sobre o Sena, em frente à Biblioteca François-Mitterrand, terá o seu nome. Um reconhecimento raro e duradouro. “Sua herança é imensa” Entrevista com Anne Zelensky-Tristan[4], co-fundadora, em 1974, da Liga do Direito das Mulheres, presidida por Simone de Beauvoir. “A idéia da Liga do Direito das Mulheres partiu dela, que estava irritada com a inércia da Liga dos Direitos Humanos nesse tópico. A associação foi fundada por várias mulheres e presidida por Beauvoir. Ela sempre esteve muito presente. Em 1971, estava à frente do Manifesto das 343, assinado por mulheres conhecidas que declaravam ter-se submetido a um aborto[5]. O escândalo foi imenso. Em 1972, participou das duas Jornadas de denúncias dos crimes contra as mulheres. Na sala da Mutualité[6], ela esteve sentada conosco, em círculo, no grupo do aborto. Simone de Beauvoir foi, para mim, um modelo vivo e um modelo de vida. Já muito jovem eu quis viver como ela, assumir minha liberdade. Sempre admirei a tentativa dela e Sartre de reinventar o casal, tentativa esta que continua à frente do que se faz hoje. Hoje, os jovens mal conhecem Simone de Beauvoir, pois ela foi extirpada dos programas. O Segundo Sexo continua sendo uma bomba para o sistema patriarcal! Apesar dos guardiães do templo, sua herança é imensa.”

terça-feira, 24 de abril de 2012

DITADOR DO UZBEQUISTÃO - ISLAM KARIMOV - ESTÁ FORÇANDO MÉDICOS A REMOVEREM ÚTEROS DE MULHERES

O ditador do Uzbequistão está forçando médicos a removerem os úteros de mulheres sem o conhecimento ou consentimento delas para promover o "controle de natalidade" em todo o país. É um crime perverso e sangrento contra as mulheres orquestrado por um homem poderoso e abominável. Chegou a hora de acabar com isso. Islam Karimov é um dos piores ditadores do mundo e até mesmo já cozinhou ativistas da oposição vivos. Mesmo assim, ele é financiado com milhões de dólares pelo governo dos EUA, que lhe pagam pelo transporte de tropas militares através do Uzbequistão. Essa última rodada de brutalidade, dessa vez contra as mulheres de seu país, trouxe à tona, numa escala global, as atrocidades desse monstro. Vamos usar esse momento terrível para persuadir seu maior financiador e dar um fim em Karimov. A Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, pode restabelecer sanções militares e pressionar os EUA e outros poderes a apoiá-la. Ela já condenou publicamente Karimov por abusos de direitos humanos e esse mais novo recente ataque às mulheres -- um assunto que lhe é caro -- somente torna a situação mais grave. Assine a petição abaixo exigindo que Hillary acabe com o reinado de Karimov e pare o ataque brutal às mulheres: https://secure.avaaz.org/po/uzbekistan_sterilisation_meme/?tta Ativistas estimam que dezenas ou mesmo centenas de milhares de mulheres foram esterelizadas em segredo quando estavam no hospital para procedimentos de rotina ou para dar a luz -- acordando da mesa de cirurgia sem ter ideia de que seus úteros tinham acabado de serem removidos. Uma ginecologista uzbeque admitiu, "A todo médico é dito... quantas mulheres ele deve esterelizar... minha cota é de quatro mulheres por mês". O uso de prisões arbitrárias e de tortura é tão generalizado que as mulheres não se manifestam por medo de represálias, e jornalistas estrangeiros e ativistas de direitos humanos são frequentemente expulsos do país. Não tem que ser assim -- os EUA podem ser duros com Karimov, que depende do constante fluxo de recursos que transitam para o Afeganistão para financiar seu estilo de vida pródigo. O show de horrores de direitos humanos no Uzbequistão sumiu dos radares por anos -- mas temos uma chance real de acabar com o silêncio agora, usando a reportagem explosiva da BBC que entra em detalhes sobre as esterilizações forçadas e apoiando as corajosas mulheres uzbeques que ousaram contar suas histórias diante da opressão colossal. Junte-se ao chamado pela vitória da justiça e dos direitos humanos nesta guerra que foi declarada contra as mulheres. Assine a petição para Hillary Clinton: https://secure.avaaz.org/po/uzbekistan_sterilisation_meme/?tta

segunda-feira, 23 de abril de 2012

MULHERES PERNAMBUCANAS RECLAMAM DA FALTA DE CONDIÇÕES ADEQUADAS AO ATENDIMENTO ÀS MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA

Militantes do movimento de mulheres do estado de Pernambuco se reuniram com parlamentares da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a violência contra mulheres no Brasil. Na ocasião, o FMPE entregou o documento “DOSSIÊ FÓRUM DE MULHERES DE PERNAMBUCO PARA A COMISSÃO PARLAMENTAR MISTA DE INQUÉRITO SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES”. A reunião ocorreu na sede do SOS Corpo, bairro da Madalena, Recife. “A violência cotidiana sofrida por nós mulheres é resultado do patriarcado, sistema de dominação e exploração dos homens sobre as mulheres, que institucionaliza a violência sexista nas práticas sociais e de diferentes instituições de nossa sociedade como a família e o próprio Estado”, aponta o dossiê produzido e elaborado pela Comissão de Enfrentamento à Violência do FMPE. “O Fórum de Mulheres de Pernambuco acompanha a situação de violência no estado. Em 2010, foram realizadas biltz nos serviços de atendimento; em 2011, ocorreram caravanas feministas. No nosso cotidiano de ação política, também recebemos denúncias, relatos de casos de homicídios, violência sexual. Esse levantamento consta no dossiê que produzimos para subsidiar os trabalhos desta CMPI”, disse, ao entregar o documento às parlamentares, Verônica Ferreira, da Comissão de Enfrentamento à Violência contra a Mulher do FMPE. “Atualmente, em Pernambuco, são 7 delegacias especializadas, que não possuem condições adequadas de funcionamento. Inclusive, 2 delegacias funcionam em quartéis. Para o Fórum de Mulheres este não é um ambiente acolhedor para se atender uma mulher vítima de violência”, falou Verônica, pesquisadora do SOS Corpo e integrante do FMPE e da Articulação de Mulheres Brasileiras. FONTE: Agência Patrícia Galvão

quarta-feira, 18 de abril de 2012

A CPMI que investiga a violência contra a mulher realiza nesta quinta-feira (19/4) audiência pública

CAMPANHA PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES NA ESLOVAQUIA



A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a violência contra a mulher realiza nesta quinta-feira (19/4), a partir das 9h, audiência pública, em Brasília, para ouvir os ministérios da Saúde, Justiça e Educação. O tema da audiência é a transversalidade nas políticas de combate à violência contra as mulheres.

A audiência pública vai acontecer na sala 19 da ala Alexandre Costa no Senado Federal. Esta é a 10ª reunião da CPMI que tem como relatora a senadora Ana Rita (PT-ES) e presidenta a deputada federal Jô Moraes (PCdoB-MG). Na última segunda-feira, 16 de abril, a Comissão esteve no Estado de Pernambuco.

Minas Gerais será o próximo estado a ser visitado. A audiência em MG está prevista para o dia 27 de abril. Um dia antes, 26 de abril, a comissão faz audiência pública, em Brasília para ouvir gestoras estaduais do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres.

A CPMI foi criada com a finalidade de investigar a situação da violência contra a mulher no Brasil e apurar denúncias de omissão por parte do poder público com relação à aplicação de instrumentos instituídos em lei para proteger as mulheres em situação de violência.

Ministra Eleonora Menicucci defenderá, na OEA, eliminação da violência contra as mulheres




(SPM) Ministra destacará investimentos no Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher, no Ligue 180 e na aplicação da Lei Maria da Penha. Encontro acontecerá de 16 a 18 de abril, em Washington DC

As respostas dos países à prevenção e à erradicação da violência contra as mulheres estarão em discussão na 4ª Conferência de Estados-Partes da Comissão Interamericana de Mulheres da Organização dos Estados Americanos (OEA), de 16 a 18 de abril, em Washington DC, nos Estados Unidos. O encontro terá a presença da ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), e de autoridades nacionais competentes, responsáveis pela eliminação da violência de gênero.

Além da ministra da SPM, a delegação brasileira é composta pela secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Aparecida Gonçalves, que possui assento na Comissão Interamericana de Mulheres como autoridade nacional competente, e pela secretária estadual de Políticas para as Mulheres do Maranhão, Catharina Bacelar.

Tendo a melhoria dos serviços especializados de atendimento às mulheres em situação de violência como uma de suas prioridades de gestão, a ministra defenderá o fim da impunidade como uma das estratégias para validação dos direitos das mulheres. Até 2014, a SPM tem como meta o aumento dos serviços especializados para atingir no mínimo 10% dos municípios brasileiros e aumentar o número de serviços existentes no País em 30%.

RELATÓRIO HEMISFÉRICO – “Meu trabalho na conferência será no sentido de fazer avançar os mecanismos da Comissão para pactos mais efetivos de enfrentamento à violência contra as mulheres nas Américas e demais países participantes do encontro”, antecipou Menicucci, no começo desta semana, em reunião com mais de 40 gestoras estaduais do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Na ocasião, a ministra convidou uma representante das gestoras estaduais para compor a delegação brasileira.

Um dos pontos altos da conferência será a aprovação do relatório hemisférico sobre os mecanismos adotados pelos países para implementar as recomendações da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, conhecida como Convenção Belém do Pará. Elaborado pelas expertas independentes, o relatório hemisférico contém as recomendações de melhoria das políticas nacionais para enfrentamento à violência contra as mulheres.

INFORME BRASILEIRO – Após o fornecimento de informações da experta brasileira, em março passado, a Comissão Interamericana de Mulheres (CIM) solicitou dados ao governo federal acerca dos serviços existentes para atendimento às mulheres em situação de violência. A versão atual do documento, que será submetido à aprovação da 4ª Conferência da CIM, destaca a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) como um avanço nos direitos das mulheres e o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres como uma resposta efetiva do governo brasileiro para a erradicação da violência.

Entre as recomendações sinalizadas pelo Informe Brasileiro, estão o fortalecimento dos serviços de apoio às mulheres, tais como delegacias de mulheres, centros de referência, abrigamento e unidades de saúde, e a garantia do acesso das mulheres em situação de violência à justiça.

Outro ponto importante da conferência será a discussão em torno da criação de um fundo de solidariedade entre os países para o financiamento dos mecanismos de acompanhamento da Convenção Belém do Pará (Mesecvi).

4ª Conferência de Estados Partes da Comissão Interamericana de Mulheres da Organização dos Estados Americanos

Data: 17 e 18 de abril de 2012
Local: Sede da OEA (Organização dos Estados Americanos) – Washington/Estados Unidos

Fonte Agencia Patrícia Galvão

terça-feira, 17 de abril de 2012

O POLICIAL ESTUPRADOR E O COVARDE CRIME DE ESTUPRO




Caso comprovadas as gravíssimas acusações que pesam contra o cabo da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Frank Cimas Barbosa, de sequestro seguido de estupro, praticado contra uma jovem de 21 anos, na noite do último sábado, na Zona Oeste da cidade, estaremos diante de um fato extremamente lamentável, de afronta à sociedade, pois envolve quem tem por missão servir e proteger os concidadãos e não traí-los de forma aviltante, cometendo a monstruosidade dos abomináveis e covardes crimes de sequestro e estupro. Tal e qual um bandido, ao ser preso também foge covardemente -as circunstâncias da fuga ainda estão sendo apuradas- para não se ver processado.

Inacreditável, repugnante e inaceitável o comportamento de um agente do estado.
Ressalte-se que o hediondo crime de estupro é o delito mais subnotificado em todos os países do mundo. Um brutal e traumatizante crime contra a mulher, ainda que no Brasil a Lei Maria da Penha tenha propiciado ultimamente, em todo o país, um aumento de seus registros, encorajando a vítima, apesar de toda a exposição, constrangimento e trauma psicológico, denunciar estupradores de todo gênero, muitas vezes convivendo sob o mesmo teto, onde o medo e a vergonha de um escândalo familiar fazem com que ainda se encubra o estupro e o assédio sexual também contra menores.

Registros de casos de violência sexual contra crianças e adolescentes cresceram 67,5%nos últimos dois anos na capital federal, em Brasília. Somente em janeiro deste ano, foram anotadas 34 ocorrências, mais de uma por dia. Histórias de abusos como a do pai que engravidou a própria filha de 12 anos em Ceilândia e a do padre que praticava atos libidinosos com os filhos de fiéis em São Sebastião, chocaram o Distrito Federal. O aumento dos casos divulgados coincide com a alta média de queixas. Elas ultrapassam a marca de uma por dia. Os números sinalizam que o crime ainda velado e cercado de tabus começa a sair das quatro paredes onde normalmente é cometido.

As ocorrências em 27 das 31 regiões administrativas do DF mostram que o perverso crime não depende de conta bancária e está presente em todas as classes sociais. Somente em janeiro deste ano, 34 ocorrências foram registradas, seis a mais do que no mesmo período do ano passado. Um crescimento de 21,4%. Em dois anos, os registros subiram 67,5%, saltando de 243 para 407 somente na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Graças às denúncias e às investigações da DPCA, pelo menos 12 abusadores foram presos nos últimos meses.O aumento das denúncias segue a tendência do resto do país.

As queixas pelo Disque 100 cresceram mais de cinco vezes, saltando 160 mil atendimentos para 866 mil de 2010 para 2011. A procura por auxílio especializado demonstra que as famílias brasileiras estão começando a perceber que o problema do abuso sexual não pode ser resolvido apenas no ambiente doméstico. "Na cultura brasileira, os assuntos de família ainda devem ser resolvidos dentro de casa. Veja pelo célebre ditado "não se mete a colher em briga de marido e mulher".


Com o aumento das denúncias, percebemos que essa realidade começa a ser redesenhada", afirma Adriana Costa de Miranda, mestre em sociologia pela Universidade de Brasília e autora do livro Conversando sobre a violência sexual com a criança. O crime brutal e infame de que é acusado neste momento o citado policial militar causa, sem dúvida, vergonha e constrangimento aos mais de 40 mil profissionais integrantes da bicentenária instituição, que com o risco da própria vida, numa função altamente estressante, doam o seu sangue em defesa da sociedade, na linha de frente de uma violenta e permanente guerra urbana no desempenho da nobre missão policial.

O lamentável fato constitui ainda um preocupante e grande desafio ao comando da corporação no trabalho de expurgar de seus quadros a chamada ‘banda podre’ ainda existente. Estamos diante de um golpe baixo e sujo desferido por um agente do estado, no momento em que a polícia do Rio caminha para um novo referencial do qual não se pode mais afastar. O referencial de uma polícia democrática, cidadã, parceira e sobretudo confiável, onde o projeto das UPPs tem se mostrado como um novo modelo de policiamento capaz de trazer a paz social, o resgate da cidadania e enfraquecer a criminalidade atípica que insiste em desafiar o poder público.


A captura do policial militar em questão é, pois, ( DISQUE DENÚNCIA / 2253 1177) ponto de honra para a polícia do Rio. É hora e vez de propor, também, alteração no Código Penal Brasileiro visando estabelecer a pena em dobro para policiais pelo cometimento de crimes hediondos como no caso do sequestro, tortura e estupro. Quem tem por missão ser o fiscal da lei não pode infringi-la de forma tão grave.

Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro

segunda-feira, 16 de abril de 2012

DEFESA DA MULHER NA AÇÃO GLOBAL EM VILA ISABEL-DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA






Wilson Barbosa - Ministro messiânico apoia o Movimento Defesa da Mulher.








DEFESA DA MULHER EM AÇÃO ATENDENDO MULHERES DAS COMUNIDADES DE VILA ISABEL.



MAIS DE 130 MULHERES FORAM ATENDIDAS POR NÓS.






INFORMAÇÃO SOBRE DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA







DEFESA DA MULHER ESTÁ TRABALHANDO PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES.



PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES!!




A LEI MARIA DA PENHA TEM QUE FUNCIONAR EM TODAS SUAS ESTÂNCIAS COM CASAS ABRIGO QUE CUMPRA SUA FUNÇÃO DANDO SUPORTE ÀS MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA E QUE AS DELEGACIAS ESPECIAZADAS POSSUAM FUNCIONÁRIOS MAIS TREINADOS E SENSIBILIZADOS COM A LUTA DAS MULHERES.

domingo, 8 de abril de 2012

SOMOS MULHERES, E DAÍ?




NUNCA chamarei de PUTA a outra mulher; NINGUÉM poderá convencer-me no calor do momento a NÃO USAR CAMISINHA; JAMAIS engravidarei para ter um homem AO MEU LADO; NINGUÉM PODERÁ ME JULGAR pelo número de pessoas com quem FAÇO SEXO; TENHO a responsabilidade de LUTAR pelos DIREITOS da MULHER; NÃO ACEITAREI NENHUM TIPO DE VIOLÊNCIA contra mim; NÃO SENTIREI NEM MEDO NEM VERGONHA se eu gosto de mulheres; as MULHERES QUE “FICAM PARA TITIAS” NÃO EXISTEM, eu DECIDO se me caso ou não.

domingo, 1 de abril de 2012

'Não há meninas prostitutas', diz antropóloga

O Estado de S. Paulo) Ainda estou para entender o que os magistrados brasileiros descrevem como “realidade”. Muito antes da pós-modernidade, essa palavra provocava tremores nos cientistas sociais. A realidade depende de quem a descreve e, mais ainda, de quem experimenta sua concretude na própria pele. A tese de que o Direito precisa se “adequar às mudanças sociais” foi a sustentada pela ministra do Superior Tribunal de Justiça Maria Thereza de Assis Moura para inocentar um homem adulto que violentou sexualmente três meninas de 12 anos. Não haveria absolutos no direito penal, defendeu a ministra, pois os crimes dependem da “realidade” das vítimas e dos agressores. Foram as mudanças sociais que converteram as meninas em prostitutas ou, nas palavras da ministra Maria Thereza, “as vítimas, à época dos fatos, lamentavelmente, já estavam longe de serem inocentes, ingênuas, inconscientes e desinformadas a respeito do sexo”.



“Já estavam longe” foi um recurso discursivo que atenuou o sentido imperativo do julgamento moral da ministra sobre as meninas. Uma forma clara de traduzir seu pronunciamento sobre o caso é ignorar a atenuante e reler os adjetivos por seus antônimos. “As meninas eram culpadas, maliciosas, conscientes e informadas a respeito do sexo”, por isso não houve crime de estupro. Para haver crime de estupro, segundo a tese da ministra, é preciso desnudar a moral das vítimas, mesmo que elas sejam meninas pré-púberes de 12 anos. O passado das meninas - cabuladoras de aulas, segundo o relato da mãe de uma delas, e iniciadas na exploração sexual - foi o suficiente para que elas fossem descritas como prostitutas. Apresentá-las como prostitutas foi o arremate argumentativo da ministra: não houve crime contra a liberdade sexual, uma vez que o sexo teria sido consentido. O agressor foi, portanto, inocentado.
Descrever meninas de 12 anos como prostitutas é linguisticamente vulgar pela contradição que acompanha os dois substantivos. Não há meninas prostitutas. Nem meninas nem prostitutas são adjetivos que descrevem as mulheres. São estados e posições sociais que demarcam histórias, direitos, violações e proteções. Uma mulher adulta pode escolher se prostituir; uma menina, jamais. Sei que há comércio sexual com meninas ainda mais jovens do que as três do caso - por isso, minha recusa não é sociológica, mas ética e jurídica. O que ocorria na praça onde as meninas trocavam a escola pelo comércio do sexo não era prostituição, mas abuso sexual infantil. O estupro de vulneráveis descreve um crime de violação à dignidade individual posterior àquele que as retirou da casa e da escola para o comércio do sexo. O abuso sexual é o fim da linha de uma ordem social que ignora os direitos e as proteções devidas às meninas.

Meninas de 12 anos não são corpos desencarnados de suas histórias. As práticas sexuais a que se submeteram jamais poderiam ter sido descritas como escolhas autônomas - o bem jurídico tutelado não é a virgindade, mas a igualdade entre os sexos e a proteção da infância. Uma menina de 12 anos explorada sexualmente em uma praça, que cabula aulas para vender sua inocência e ingenuidade, aponta para uma realidade perversa que nos atravessa a existência. As razões que as conduziram a esse regime de abandono da vida, de invisibilidade existencial em uma praça, denunciam violações estruturais de seus direitos. A mesma mãe que contou sobre a troca da escola pela praça disse que as meninas o faziam em busca de dinheiro. Eram meninas pobres e homens com poder - não havia dois seres autônomos exercendo sua liberdade sexual, como falsamente pressupôs a ministra.

O encontro se deu entre meninas que vendiam sua juventude e inocência e homens que compravam um perverso prazer. Sem atenuantes, eram meninas exploradas sexualmente em troca de dinheiro.

Qualquer ordem política elege seus absolutos éticos. Um deles é que crianças não são seres plenamente autônomos para decidir sobre práticas que ameacem sua integridade. Por isso, o princípio ético absoluto de nosso dever de proteção às crianças. Meninas de 12 anos, com ou sem história prévia de violação sexual, são crianças. Jamais poderiam ser descritas como “garotas que já se dedicavam à prática de atividades sexuais desde longa data”. Essa informação torna o cenário ainda mais perverso: a violação sexual não foi um instante, mas uma permanência desde muito cedo na infância. Proteger a integridade das meninas é um imperativo ético a que não queremos renunciar em nome do relativismo imposto pela desigualdade de gênero e de classe. O dado de realidade que deve importunar nossos magistrados em suas decisões não é sobre a autonomia de crianças para as práticas sexuais com adultos. Essa é uma injusta realidade e uma falsa pergunta. A realidade que importa - e nos angustia - é de que não somos capazes de proteger a ingenuidade e a inocência das meninas.

* Debora Diniz é professora da UNB e pesquisadora da Anis: Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero

FONTE: AGÊNCIA PATRÍCIA GALVÃO

Mulheres conquistam aprovação do Projeto Antibaixaria




A Assembleia Legislativa da Bahia aprovou na noite desta terça-feira (27/3) o projeto de Lei 19.237/11, conhecido como Lei Antibaixaria, que proíbe o uso de verbas públicas para a contratação de artistas cujas músicas desvalorizem, incentivem a violência ou exponham as mulheres e homossexuais ao constrangimento, ou ainda incentivem o uso de drogas ilícitas. A bancada comunista votou a favor da proposta da deputada Luiza Maia (PT), que agora segue para sanção do governador Jaques Wagner.

O projeto ganhou força com o apoio de toda a bancada feminina da Assembleia. Ainda durante a sessão de apreciação do projeto, a deputada Kelly Magalhães (PCdoB) pediu que os colegas parlamentares se sensibilizassem com a causa e votassem a favor da dignidade e valorização da mulher. "As adequações que o deputado João Bonfim fez tornou o projeto ainda melhor para que todos os deputados votassem sem nenhuma dúvida de sua constitucionalidade. Essa luta é de todos. Vamos votar a favor das mulheres", pediu.

Originalmente voltado para a proteção da dignidade da mulher, o alcance do projeto foi ampliado pelo substitutivo apresentado pelo relator João Bonfim (PDT), na semana passada. Em acordo com a própria Luiza Maia, o pedetista promoveu modificações que tiveram como objetivo sanar inconstitucionalidades apontadas na Assembleia, a exemplo de censura à manifestação artística.

A aprovação, no entanto, não aconteceu sem modificações prejudiciais ao projeto. Pouco antes da aprovação no primeiro turno, o líder da oposição, deputado Paulo Azi (DEM), propôs um acordo que permitisse a votação do segundo turno ainda na noite de ontem, desde que fosse permitida a apresentação de uma emenda retirando do texto as restrições às danças e coreografias. Acolhida pelo líder da maioria, Zé Neto (PT), e pelo presidente Marcelo Nilo (PDT), a emenda foi aprovada, mesmo com o voto contrário da maior parte da bancada feminina. “O filho nasceu troncho, com alguns defeitos, mas nasceu. Agora, nós vamos cuidar bem dele”, comentou Luiza Maia.

“Hoje tivemos um dia marcante na luta das mulheres. Demos um passo significativo na defesa do respeito e da dignidade da população feminina”, comemorou Luíza, lembrando que a Bahia é o primeiro estado a ter uma Lei desta natureza.

A parlamentar pretende também incentivar as prefeituras a adotarem a legislação e já anunciou que enviará um kit antibaixaria para os 417 prefeitos e presidentes de câmaras do estado. O pacote é composto por um modelo municipal do projeto antibaixaria, cópias da lei aprovada nesta terça pela AL-BA e exemplares da Lei Maria da Penha e dos Planos Estadual e Nacional de Políticas para as Mulheres. A iniciativa tem o objetivo de incentivar chefes do Executivo a
abraçarem a medida.

De Salvador,
Eliane Costa com agências.

FONTE: PORTAL VERMELHO